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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Feliz 31 de Outubro com mais Huss e menos Lutero

Há 491 anos as “marteladas retumbantes” do monge agostiniano Martinho Lutero puseram fim a um longo e doloroso processo de tentativa de “reforma” da então única igreja cristã do ocidente. A partir do século V, com a chamada “pretensão petrina”, a igreja romana intensificou um verdadeiro processo de afastamento das Sagradas Escrituras. Desde então, muitos se levantaram contra esses desvios e desmandos do clero. Muitos morreram - fato comum aos verdadeiros profetas da verdade -, servindo, alguns, de combustível para as fogueiras romanas. Não é necessário repetirmos quantas vidas foram “doadas” em prol dessa “Reforma”.
Mas, o fato é que Lutero, apesar de ter a mesma intenção dos chamados pré-reformadores, isto é, o retorno da igreja ocidental às Escrituras Sagradas - reforma -, não conseguiu, pelo menos no que diz respeito à igreja visível, atingir seu objetivo. Na verdade, o que houve foi uma “ruptura” e a formação de outro grupo religioso e não a intentada reforma da igreja que já existia. As bruscas atitudes de Lutero, em relação a Roma, e suas pesadas “afirmações significaram seu rompimento definitivo e irrevogável com a igreja papal” (NICOLLS, 2002, p.159). Como bem sabemos, mesmo antes do século XVI, a insatisfação com a igreja papal era geral.
Protestos e levantes ocorriam em todas as partes do mundo. Isso nos faz levantar as seguintes questões:
será que a “Reforma” não ocorreria, naturalmente, dentro da própria igreja romana se não tivesse havido a ruptura Luterana?
Será que Lutero não se precipitou na empolgação dos importantes apoios políticos que recebera?
O que diriam os chamados “pré-reformadores” que “doaram” suas vidas para que a igreja fosse “reformada”, se tivessem a oportunidade de saber que não foi isso que ocorreu?
O que diria John Huss, queimado em Constança, tendo sido violado o seu salvo-conduto?
Se a igreja não foi “reformada”, morri em vão?

Devemos aprender com a história. Fala-se muito que a IPB precisa, urgentemente, passar por uma “nova reforma”. Novos “Luteros - Presbiterianos”, têm surgido, com o “mesmo martelo na mão”, dispostos, inclusive, a provocarem “novas rupturas”. É isso que queremos? Certamente que não! Não podemos negar que muitos líderes da IPB (e não a IPB) estão, perigosamente, se desviando das verdades escriturísticas, sistematizadas através dos seus símbolos de fé: Confissão e Catecismos de Westminster. Contudo, “atitudes isoladas” - quem sabe motivadas pela cobiça à fama de Lutero – em nada contribuem para a melhoria da IPB como instituição.
Por que todos querem ser Lutero e não Huss? Todos que amam as “antigas doutrinas da graça” e que querem a firmeza doutrinária da IPB devem “doar” suas vidas, assim como fez John Huss, em busca desse objetivo e não dar “marteladas” anacrônicas, fixando posturas extremadas que só servem para dividir, torná-los chatos e criar antipatia pelos ideais da reforma protestante.
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Presb.Fábio Correia Secretário de Educação Religiosa do Presbitério Recife - PRRE. Mestre em Filosofia pela UFPE, Licenciado em Educação Religiosa pelo SPN, Licenciado m Filosofia pela Unicap, Professor de Filosofia da Faculdade Decisão-PE.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Palestras sobre a Reforma Protestante


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

...Nasceu da Virgem Maria*



Boa noite a todos, estamos mais uma vez aqui para estudarmos este tão precioso credo, e estamos agora abordando o segundo aspecto doutrinário do credo, ou seja, estamos lidando com: Deus, Filho e a nossa redenção. O nosso último encontro foi salutar, pois, aprendemos sobre a primazia de Cristo no credo. E hoje vamos trabalhar um aspecto que julgo de capital importância para cada um de nós que estamos aqui nesta noite, vejo que muitos tomam nota do que falo, isso é bom, todavia, gostaria que cada um pensasse comigo sobre o que vamos estudar apartir deste momento.
Iremos de fato avaliar o terceiro artigo do credo. Que diz: “Creio em Jesus Cristo[...] o qual foi concebido por obra do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria...” Quando leio estas palavras fico pensando sobre que tema daria a esta aula de hoje? Seria o ato magno do Espírito Santo? Seria um bom tema para explorarmos nesta aula, todavia, isso seria cometer uma incongruência tamanha, pois, aqui se enuncia o aspeto teológico de Deus, o Filho; então, penso que o tema, não menos valoroso do que o que acabei de especular, seria de fato:
O GRANDE MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO.
Pois bem, este é o tema de nosso estudo desta noite. A doutrina da encarnação sumiu de nossos púlpitos, onde ela está? Por onde anda? Até mesmo em Igrejas confessionais tal doutrina não recebe a devida atenção; estaríamos prontos a vasculhar o credo e procurar nesta doutrina as dracmas perdidas da Igreja? Alguns, têm sugerido que tal doutrina, a encarnação, serve apenas para os círculos acadêmicos. É verdade que muitos de nós aqui pode até pensar desta forma, todavia, não deveria ser visto por este prisma. A encarnação é a doutrina da Igreja – no sentido mais prático do termo – e não pode ser relegada o mero intelectualismo árido que marca o nosso tempo.
O credo quando é recitado na Igreja fala-nos disso de forma muito clara, e precisamos compreender isso da forma mais prática e vivencial possível, este tem sido o meu grande desafio ao ministrar-lhes estas singelas aulas.
O nosso símbolo de fé diz “Creio em Jesus Cristo[...] o qual foi concebido por Obra do Espírito Santo nasceu da virgem Maria...” estas palavras me deixam perplexo, pois, nos comunicam algo mais do que os melhores livros poderiam fazê-lo; estas palavras nos falam que Deus decidiu tornar-se um homem! A Segunda Pessoa da Trindade, Deus, o Filho foi “Concebido”! Nossa! Isso é elevado de mais para cada um de nós aqui nesta noite. Mas é a fé da Igreja e não pode ser negligenciada. Deus veio até os homens em forma humana. Isso é importante para todos nós que somos salvos, sem a encarnação não haveria a possibilidade de redenção.
O credo diz que a Igreja crê na realidade histórica da encarnação. Por que digo isso? Bem, porque muitos têm dito que não existe tal milagre! Vejamos o que podemos aprender sobre tais palavras com muita parcimônia.
A primeira questão que desejo chamar a sua atenção no credo é a expressão: “o qual foi concebido...” a palavra chave para toda a nossa abordagem está aqui “concebido” o termo grego pode ser traduzido por “gerado”, isso nos lembra a afirmação de calcedônia em 451 d.C – “gerado, não feito” – a idéia que o credo nos passa é que Cristo não veio ao mundo por ato criativo de Deus, o que de fato o colocaria na função de criatura de Deus! Gerar é algo mais profundo do que criar.
O que está envolvido aqui diletos irmãos em Cristo? Quando o credo usa o termo “concebido” está nos dizendo que Cristo tinha a mesma natureza do Pai. Reiteremos este assunto porque possui uma capital importância para cada um de nós. A negação deste principio basilar leva-nos para uma linha de uma cristologia truncada, anti-cristã e anti-filosófica.
A encarnação tornou-se possível devido ao papel ativo do Espírito Santo; isso é demonstrado em nosso credo que diz “...foi concebido por obra do Espírito Santo...” quando olhamos para esta declaração nos perguntamos, o que significam estas palavras? Estas palavras significam que O Espírito Santo esteve santificando o ventre da virgem para que esta pudesse receber o Filho de Deus. A obra do Espírito estava vinculado ao fato de que a concepção de Cristo deveria ser basicamente erigida sobre este princípio imperecível. O ventre de Maria deveria ser santificado para que a corrupção do gênero humano não passe para o redentor.
Qual era a função do Espírito Santo neste grande evento da encarnação? Um grande erudito nos diz que a função do Espírito Santo era “conservar a santidade e a impecabilidade daquele que estava para nascer” ; estamos de acordo com isso? Sim. Pois a evidência bíblica nos inclina para isto conforme Lucas 1.35.
A obra santificadora do Espírito sobre o ventre da virgem era de notável necessidade uma vez que todos (homens e mulheres) nascemos corrompidos conforme nos ensina o santo apóstolo em Romanos 5.12, era preciso que a doutrina da encarnação preconizada em Gênesis 3.15 encontrasse espaço mediante a ação do Espírito Santo – o descendente prometido deveria vir ao mundo para redimir, ser salvador e só poderia fazê-lo tendo uma natureza livre do pecado.
Isso nos leva para outra verdade ensinada no credo “o qual foi concebido por obra do Espírito Santo nasceu da virgem Maria...”esta declaração do símbolo de fé deixa-me perplexo! Ele nasceu... Cristo veio ao mundo. Deus era uma criança nos colos de uma mortal! Aqui se retrata a profunda humilhação de nosso redentor. Ele nasceu de uma mulher.
Isso era necessário? A resposta deve ser positiva, pois, vemos no nascimento de Cristo o cumprimento de Gênesis 3.15. Ele era o segundo Adão que nos fala o apóstolo em Romanos 5. Ele tinha que ser humano perfeito. A doutrina enunciada aqui nos conduz para a compreensão da solidariedade da raça humana. Cristo partilhou de nossa natureza, ele recebeu uma natureza humana verdadeira – herdada de Maria – todavia, com diz Calvino, uma natureza “viciada a tantas misérias” a humilhação de Cristo está aqui clara diante de nós. O credo confessa isso. Ele se humanizou, e vestiu os trapos de nossa carne. ( Fp. 2.5-11)
O nascimento virginal de Cristo mais a ação soberana do Espírito Santo mostra a novidade da historia redentiva que Deus estava executando. O seu Filho estava vindo ao mundo para redimir o seu povo. O Seu Filho Santo veio habitar com os pecadores.
Note algo fundamental no credo. Não diz que ele veio ser depositado no ventre da virgem! Ele veio nascer. Ele nasceu, o seu nascimento foi natural – não foi algo magistral, foi simples, todavia, foi milagroso, pois, uma virgem gerou o Filho de Deus; aqui ecoa a realização do dito profético de Isaías 7.14 como boas-novas aos pecadores.
Quando o credo diz que ele “nasceu da virgem” se tem em mente mostrar que ele [Cristo] tomou para si uma alma humana verdadeira e que tinha um corpo real verdadeiro tangível ao toque humano Jo. 20.27-28. A Bíblia está repleta desta verdade que não pode ser negada.
Aprendemos pelas Escrituras que ele se “encarnou” conforme lemos em João 1.14; ele habitou entre nós. Já dissemos em outra ocasião que o verbo habitou aqui nesta passagem indica que “Deus tabernaculou”, armou a sua tenda em nosso meio. Ou seja, o nascimento do Filho Deus era a manifestação plena do dito profético que diz “seu nome será Emanuel” que quer dizer “Deus conosco”! Este deve ser o entendimento desta questão da encarnação.
A Bíblia ensina que Cristo tinha uma alma humana verdadeira vemos isso em Mateus 26.38, uma alma que poderia ser marcada pela tristeza; pela angústia de morte! Este é o ponto em questão, ele era homem pleno em sua constituição e negá-lo seria ir contra toda a evidência Bíblica.
Em nossas leituras bíblicas também aprendemos que Cristo de fato nasceu da virgem conforme nos ensina o credo que recitamos dominicalmente, a Bíblia diz que ele nasceu desta virgem que o credo apresenta o nome “Maria” Lucas 1.27,21,42.
Mas o credo está também focalizado na realidade de que o nascimento de Cristo vindo por uma virgem era de fato a inauguração de novo momento na história da redenção dos homens conforme aprendemos em Galátas 4.4 – na plenitude dos tempos – isso indica que o nascimento de Cristo inaugura o fim de uma era marcada pelo pecado e inaugura uma nova época. Ele é a concretização da esperança escatológica do período veterotestamentário. Então, Maria não está em cena neste aspecto de forma alheia a vontade de Deus, mas está exatamente para fazer cumprir o propósito de Deus para a redenção da humanidade que é restaurada em Cristo.
Cabe então, uma pergunta: Maria é co-redentora? Não. Ele não é redentora, mas é redimida pela ação de Deus. Ela crer em seu salvador – bastar ler o seu cântico no Evangelho de Lucas - o que este aspecto do credo sumariza para cada um de nós nesta noite é que Cristo tinha de fato uma natureza humana herdada de sua genitora. Todavia, ela gera a pessoa do redentor que é Deus e homem.
A encarnação de Cristo e sua geração no ventre da virgem nos aponta para a realidade da humanidade perfeita – perfeita? – Sim! Porque Cristo é sem pecado, ou melhor, concebido sem pecado. Isso não quer dizer que a relação marital seria pecado, especialmente neste caso aqui, mas significa que o efeito do ato miraculoso do nascimento virginal chama atenção para a mensagem redentiva de Deus ao homem. A sua concepção no ventre da virgem nos alude a questão de que formos feitos para sermos perfeitos, mas o pecado mudou tudo isso! É no ventre de Maria que pecado começa a ser tratado como deveria ser encarado, ou seja, como algo que corrompe todos os propósitos divinos, por isso, para a resolução do problema chamado de pecado é necessário uma intervenção divina – por isso, temos a menção ao Espírito Santo no credo – o Espírito Santo possibilita a chegada de Cristo ao mundo dos mortais.
Mas, é bom que se diga que o credo está rejeitando a noção gnóstica, conforme já temos abordado, pois, a realidade da encarnação é que Cristo sendo Deus veio até nós pecadores. Isso nos leva a entender que a matéria não é má conforme era ensinado pelos gnósticos. O propósito de tudo é a glória de Deus neste assunto. Deus é glorificado no simples fato de que o seu Filho Jesus Cristo assume a nossa natureza para puder satisfazer a justiça eterna de Deus.
Que lições aprendemos aqui?

1 – Aprendemos que o pecado é algo sério: Cristo vem e se faz homem porque o pecado corrompeu toda a raça humana, e apenas um homem perfeito poderia de fato satisfazer a ira de Deus, por isso, devemos odiar o pecado pois ele corrompe tudo o que deveria ser perfeito.

2. Aprendemos que a humildade é singular no cristianismo: O próprio Cristo nos ensina isso de forma evidente, ele sendo o Senhor do universo, criador de todas as coisas no cosmos decide vestir-se da carne humana. É uma grande lição para cada um de nós aqui. O nosso Deus veio habitar entre nós! Isso exige e nós humildade.

3. Aprendemos que temos esperança: A encarnação de Cristo nos ensina que há uma esperança fundamental na vida da Igreja, é o fato de que a humanidade perfeita foi apresentada a Deus por nosso redentor, isso nos dá esperança de que tudo o que hoje somos – com dor, lágrimas, perdas gritantes e morte – é nada diante da nova era inaugurada pelo Redentor! Temos a certeza de que a nossa humanidade está segura porque o nosso Deus veio e se fez homem e cumpriu as exigências da lei em nosso lugar.



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Por João Ricardo Ferreira de França - jrcalvino9@hotmail.com

*Estudo realizado na Congregação Presbiteriana da Sagrada Herança Reformada em Prazeres – Jaboatão dos Guararapes.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Eu Fui pra Conferência Fiel, 2008!!!




Olá Irmãos,

Quando o conversei com o Gil e disse para ele que estava na 24ª Conferência Fiel, ele prontamente me comissionou a estar escrevendo algo para relatar esta experiência.
Confesso que a princípio fiquei preocupado como poderia trazer para os irmãos algo sucinto que adquiri durante esta bendita conferência, bom, mas vamos ao relato da mesma.
A 24ª Conferência Fiel trouxe como tema algo muito importante “Edificando a Igreja de Deus” com o texto bíblico base em At 20:28.
Uma outra confissão minha é que fiquei alerta com os preletores, pois não os conhecia sendo todos eles da denominação Batista exceto Dr. Joel Beeke, quando falo Batista aqui são aqueles tradicionais que seguem as doutrinas de Calvino, intitulam-se reformados, não são pentecostais e as únicas coisas que nos diferenciam dos mesmos é a forma de governo que em alguns tem já se assemelhado com o presbiterianismo e com relação ao batismo de infantes, mas isso logo passou quando iniciaram suas ministrações. Pude ter o privilégio de ouvir homens de Deus sendo utilizados por Deus para trazer edificação aqueles pastores que se reuniram em Águas de Lindóia para a conferência, eu lembro os irmãos que estávamos em mais de 1200 participantes na conferência, contanto com pastores, evangelistas, presbíteros e líderes da Igreja em geral.



("Conhecemos alguns Batistas Calvinistas nesta conferência e este no meio é o Rev. Marcos o qual pudemos discutir muito teologia".)



Foram 20 preleções em 5 dias, cada preleção durava em média 1 hora à 1 hora e meia e pudemos beber de Palavras profundas com um alto teor doutrinário e ao mesmo tempo eficazes a todos os ouvintes e mais importante de tudo piedosas, esses preletores foram piedosos acima de qualquer outra coisa enquanto ministravam a Palavra de Deus, podíamos ver em seus semblantes a devoção de verdadeiros ministros do Evangelho, em suas ênfases a determinações de homens chamados por Cristo para sua obra e em seus olhares para nós de homens que realmente amam a Jesus, seu Reino e anseiam que o mesmo seja edificado e cresça em nós visando a Glória do Senhor acima de todo o resto.
Irmãos, bem que eu gostaria de poder colocar aqui todas as mensagens ministradas, seus respectivos esboços com os meus comentários que fiz durante as mesmas, mas me faltaria espaço e não seria fiel as maravilhosas palavras que Deus iluminou aqueles homens a dizer para o nosso elevo espiritual o que posso fazer é recomendar aos irmãos que visitem o site da editora Fiel onde encontrarão as mensagens em MP3 para serem baixadas e os vídeos das mesmas.

Mesmo assim gostaria de falar um pouco com relação aos preletores que pudemos encontrar. Um deles que me surpreendeu muito, olha que é difícil alguém me surpreender, foi um pastor velhinho e paquistanês criado no país de Galês, chamado Stuart Ollyot, recomendo que assistam as preleções dele e se puderem adquiram seu livro “Pregação Pura e Simples” da Editora Fiel, em suas preleções este homem nos mostrou uma profunda erudição bíblica e um espírito piedoso em mensagens puras e simples, uma simplicidade que qualquer um pode entender na inteireza do assunto e uma pureza que não houve coração que não se contristou pela mensagem pregada.




Outro que gostaria de recomendar é Phil Newton, ele nos trouxe mensagens profundas e expositivas das cartas enviadas as Igrejas de Tiatira, Sardes e Filadélfia em Apocalipse 3, mostrou as fraquezas que as igrejas passam, mas ao mesmo tempo o como resolver estas fraquezas e gozarmos da promessa bendita de nosso Salvador. Sistematicamente, Samuel Waldron falou aos nossos corações sobre a edificação da Igreja, a ênfase do evangelismo e a piedade que deve ferver nossos corações no serviço do Senhor.



(Phill Newton e Sam Waldron - Preletores da Conferência.)


Dr. Joel Beeke então trouxe a maravilhosa mensagem puritana aos nossos corações e tratou de assuntos pertinentes ao ministério que todo pastor está susceptível, tais como: Visões erradas de uma Igreja, o orgulho que se desenvolve no coração do ministro e como lidar com as críticas que recebemos por liderar uma igreja.


( NO Centro Dr. Joel Beeke)



Para terminar aqui, mas não menos importantes, os irmãos da Igreja Batista de Capitol Hill do ministério 9 marcas do Pastor Dr. Mark Dever, Jonathan Leeman e Matt Schmucker os quais compartilharam conosco sobre o ministério das 9 marcas de uma igreja saudável, gostaria de falar mais sobre este ministério, mas infelizmente me faltaria espaço caso os irmãos tenham interesse, acessem o site do ministério, 9marks.com ou podem obter os livros “As nove marcas de uma Igreja saudável” e “Deliberadamente Igreja”, ambos publicados pela editora Fiel, a Editora CPAD também possui livros publicados de Mark Dever. Tivemos outros preletores, mas a regra dos blogs é que não devemos ser prolixos, mas quero concluir comentando a infra-estrutura do evento que foi algo tremendo, uma organização muito boa, onde não tivemos problemas com nada, foram realmente 5 dias de muita edificação e glorificação ao nome de nosso Salvador Jesus Cristo sem termos que nos preocupar com absolutamente nada, apenas nossos liderados e famílias que não saíram de nossa mente e coração por ficarmos 5 dias longe deles que são tão amados.


(Hotel Majestic - onde nos Hospedamos.)


Realmente, valeu à pena a conferência e recomendo que participem da mesma ano que vem e já faço uma propaganda da mesma aqui. No site da editora Fiel já podemos encontrar informações sobre 25ª Conferência Fiel e seus preletores e já podemos iniciar as inscrições. Recomendo a todos que participem e espero de coração ver os leitores do Blog em uma destas conferências.

Em Cristo,

André Geske


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O blog, presbiterianos calvinistas agradece de coração ao nosso Irmão Andre Geske.Valeu André por contar pra nós essa benção que tem sido as Confeências da Fiel, para a Igreja Brsileira.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Réplica...


Caros leitores , o nosso blog através deste artigo visa responder aos questionamentos do artigo: A INTERPRETAÇÃO DE ROMANOS 9 À LUZ DA ORTODOXIA. Artigo este publicado no site arminianismo.com. Devido a ambos os textos serem longos, segue o link onde pode ser lido o artigo do Ebenezer . http://www.arminianismo.com/index.php?option=com_content&view=article&id=759:a-interpretacao-de-romanos-9-a-luz-da-ortodoxia&catid=158&Itemid=28



Segue agora a "réplica", por Sérgio Moreira.

“A INTERPRETAÇÃO DE ROMANOS 9 À LUZ DA ORTODOXIA”. Mas, qual ortodoxia??

“Como a Bíblia não é um livro de cunho científico e sistemático, porque foi escrita com objetivo final de alcançar o povão, por isso não é tão simples interpretar exatamente de acordo com que cada autor quis transmitir, como muitos imaginam”. Esta é a retórica da interpretação alegórica.

“Como a Bíblia não é um livro de cunho científico e sistemático”... “A regra máster da hermenêutica é: a Bíblia explica a Bíblia”. A menos que meu 0,05 por cento de QI não funcione, vejo aqui uma contradição fatal. Como pode a hermenêutica ser rejeitada num parágrafo e no seguinte ser usada como meio de interpretação de texto. Hermenêutica é uma ciência usada para interpretar textos, utilizando um conjunto de outras ferramentas como: lingüística, situação social, situação cultural, aspecto geográfico, aspecto político... claro que a Bíblia não é um tratado científico sobre física, ecologia, biologia, e outras logias, porém, a hermenêutica é uma ciência para interpretar textos. Este argumento é nulo para ser incluso nesta discussão. Concordaria, se estivéssemos falando da teoria da evolução, da teoria do “big-ban”, existência de vida extraterrestre, etc.

”mas pelo Seu absolutismo (predestinação incondicional), todas estas são de cunho liberal”. A doutrina da predestinação incondicional defendida pelos reformados não tem nada a ver com o liberalismo teológico, é muito pelo contrário. Como uma pessoa, que não consegui diferenciar as correntes teológicas, pode argumentar teologia??

“Deus seria injusto (porque condenaria com penas eternas a quem Ele mesmo programou, inelutavelmente, para uma vida de impiedade). Poderíamos dizer, pela análise desta teoria calvinista, que Deus seria tão imperfeito moralmente quanto o homem”. Os termos “fatalismo, determinismo, livre-arbítrio, Deus respeita a liberdade do homem...”, São palavras usadas pejorativamente (como o termo usado contra os reformados na Inglaterra, “puritanos”), argumentos falaciosos, meros silogismos dos inimigos da graça de Deus, fruto de mentes carregadas do falso humanismo.

Queria falar de pelo menos 2 dilemas insolúveis para os inimigos de Deus:

1. Se Deus é injusto por ter eleito uns para usar de misericórdia e outros para demonstrar Sua ira, então, que diríamos de um Deus amoroso e bondoso, que também é Todo-poderoso, sabendo de antemão tudo o que iria acontecer (que Adão iria pecar, que todo o sofrimento e morte iria se instalar) e nada fez para impedir, logo, Deus pecou por omissão, não teve compaixão, foi um Deus mauzinho???

2. Ouço dizer que, “se Deus predestina, logo o homem não pode ser responsabilizado por nada”. De fato, isto dá um nó na mente, porém, Deus revela que Ele predestina e o homem é o responsável. Vamos fazer uma perguntar a Deus: QUEM MATOU JESUS?
-Ele diz que foi Ele mesmo: Is. 53.1-12; MT. 16.21; 17.12,22; 20.20.28; 26.28; Mc. 14.36; Jo. 5.30,36; 6.38; At. 2.23;3.17,18; 4.27,28; Rm. 8.10; AP.13.8. E Deus DETERMINOU a morte de Cristo.
Ele diz que foram os homens: At. 2.23; 3.13-15; 4.10,27,28; 5.30; 7.52. E Deus RESPONSABILIZA os homens.
Se Deus predestina e ao mesmo tempo responsabiliza o homem, logo os termos comumente usados, fatalismo, determinismo, livre-arbítrio sem a qual não posso ser responsabilizado, não passam de meros silogismos falaciosos desprovidos da verdade.


Entendo ser desnecessário refutar todos os parágrafos, irei fazê-la na análise do próprio livro de romanos.

Romanos 1
Vs. 2,3 “o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, com respeito a seu filho, o qual, segundo a carne , veio da descendência de Davi”; vs. 5 “por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé entre os gentios”; vs. 7 “A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”; vs. 16 “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”

Romanos 2
Vs. 9-11 “tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também do grego; glória, porém, e honra, e a paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego. Porque para Deus não há acepção de pessoas”; vs. 17 “se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus”; vs. 25 “Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão”; vs. 28,29 “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus”

Romanos 3
Vs. 1 “qual é pois a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus. E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus?” vs. 9-11 “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus”; vs. 21,22 “ Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem, porque não há distinção”; vs. 27-30 “ Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei ? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso”

Romanos 4
Vs. 1,2 “Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça”; Vs. 10-21 “Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso. E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado. Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé. Pois, se os da lei é que são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa, porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão. Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós, como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí.), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem. Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera”

Romanos 8
Vs. 15-17 “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados”.

Romanos 9
Vs. 3-6 “porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne. São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém! E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas”. Com esta conjunção explicativa, o apóstolo começa a discorrer fatos do povo de Deus na antiga aliança, falando justamente de pacto e promessas, mostrando que estas não perderam suas validades, e continuam, não para uma etnia de raça, mas uma “etnia” de fé. Este processo de continuidade e descontinuidade, Paulo já vem preparando desde o capítulo 1, versos 3 “veio da descendência de Davi”, 5 “para a obediência por fé entre os gentios", 16 “para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”; 3.1,9,10; 4.21-23; 9.8, continuando em textos posteriores 9.23-27,30; 1 Cor.12.12-14; Ef. 2.11-22; Col. 2.11.

Com este entendimento de Paulo, do verdadeiro Israel de Deus, entraremos nos capítulos 10 e 11, com ele, usando exemplos e uma linguagem pactual (esta linguagem os dispensacionalistas nunca entenderam, por isso, criaram dois povos e duas igrejas para Deus).


Rm. 9.23,24 “Vasos de misericórdia ... os quais somos nós ... os judeus, mas também os gentios”


Romanos 10
Rm. 10.1 “a favor deles”. Paulo tem um público gentio. Vs. 12 “Pois não há distinção entre judeus e gregos”. 1.16; 2.9,11; 2.25-29; 3.9,22,29; 9.24; 10.12;

Romanos 11
Vs. 1,2 “Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura refere a respeito de Elias, como insta perante Deus contra Israel, dizendo:”
Vs. 1,2. Paulo aqui, liga ao que disse em (9.6 “não pensemos que a palavra de Deus haja falhado”)
Vs. 5,6 “remanescente segundo a eleição da graça ... se é pela graça, já não é pelas obras”. Paulo já falou disto no capítulo 9 verso 11 “para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama” e 4.4 “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida”
Vs. 7 “O que Israel busca, isso não conseguiu” (9.25,30,32 “Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada ... Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé ... Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras.”)
Vs. 7 “e os mais foram endurecidos”. Por quem foram endurecidos? Vs. 8 “Deus lhes deu espírito de entorpecimento” como se deu isto? “olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até ao dia de hoje. Vs. 9 “Torne-se-lhes a mesa em laço e armadilha, em tropeço e punição”; Vs. 10 “escureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e fiquem para sempre encurvadas as suas costas”, o apóstolo no capítulo 9.31,32 diz “Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço, como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido”, que também não está solto, pois a causa primeira é Deus, como foi dito por Paulo no verso 8 e no capítulo 9.12-33 (22) “Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição” e para que isto aconteceu? “Mas, pela sua transgressão, veio a salvação aos gentios”. Dt. 29.3,4; Is. 6.9,10,13; 1Pe.2.8; Rm. 9.17,18,22
Vs. 26 “todo o Israel”. No verso 27 “endurecimento em parte a Israel...” entrado (enxertado) na plenitude dos gentios. Essa parte de Israel que foi endurecida, é parte da etnia de Israel. Este “todo o Israel” só tem sentido e cumprimento cabal, se entendermos como no capítulo 9.6-8; 1Pe. 2.4-10 (povo e nação aqui, não significam etnia, mas o grupo dos fieis)

Na verdade, Paulo, desde o capítulo 1, vem mostrando que o povo de Deus não se resume mais a raça e sim a fé, a circuncisão do coração, onde nos capítulos 9,10 e 11, é afunilado, revelando como se deu este processo. Nunca existiu dois povos de Deus, isto faz parte dos delírios dos despensacionalistas.

No Capítulo 1, Paulo diz que Deus veio da descendência de Davi para o Judeu e também para o grego.

No 2, diz que Deus não faz acepção de pessoas, e isto, fala de judeus e gregos, que vivem as mesmas tribulações e angústias, que circuncisão e incircuncisão da carne (sarke) nada é, mas a circuncisão do coração, que é a fé.

No 3, Paulo começa perguntando, qual a vantagem do judeu? Ele mesmo responde que não há vantagem na etnia da carne, mas na etnia da fé.

No 4, dia que a justiça recebida pelo pai Abraão não veio pela lei da circuncisão, mas da fé, sendo assim, as promessas e a herança pertencem aos da fé, vs. 11-14. Nos versos 19-22, Paulo fala que os filhos da promessa, são os filhos de Abrão, são os que crêem.

Agora podemos ver no capítulo 9, Paulo deixa claro que, foi por meio da nação judia que Deus revelou e estabeleceu as leis e as promessas. Porém, deixa claro que a etnia judia não é exclusiva, a luz do que já vinha falando, mas que o direito era para os filhos de Abraão pela fé, que são os filhos da promessa, são a sua descendência. Isto deixa claro que o povo de Deus, os filhos de Abraão não são os da raça, e sim os da fé, onde, como lemos nos capítulos anteriores e também no 9,10 e 11, esta é a motivação de Paulo ao escrever mais da metade da carta. Fala também, que os filhos da promessa são os da fé, são os escolhidos soberanamente, não por causa da lei (Sara e Hagar); Jacó é escolhido ao invés do primogênito Esaú, mesmo sem obras (conhecimento prévio), logo após, Paulo lança a inevitável pergunta: “Há injustiça da parte de Deus?”. Esta pergunta é feita a respeito dos dois filhos que nasceram primeiro e não tiveram a preeminência, face a eleição soberana e graciosa de Deus. Esta pergunta, nós também fazemos aos inimigos de Deus. O próprio apóstolo responde a pergunta, Deus não é injusto, Ele usa de misericórdia com quem quer independentemente da moral, da liberdade, das obras do homem. Além de dizer que Deus não é injusto, diz que também não pode se queixar da vontade, dos propósitos e da eleição Dele, donde ELE MESMO, preparou vasos para a perdição e vasos para a glória, dizendo que são de entre judeus e gentios (isto está seguindo rigorosamente, o que Paulo vem falando nos capítulos 1,2,3,4. No verso 25, diz que vai chamar de meu povo os gentios, porém, absolutamente não são todos os gentios, da mesma forma, nos verso 27, só os remanescentes, ou melhor, poucos, os da fé entre os da raça judia, serão também seu povo. Desta forma, no verso 28, Paulo diz que a promessa de Deus se cumprirá (vs. 6) como Seu povo, Israel da fé, da promessa, que está EM Cristo.

A IGREJA DE DEUS

-MT. 1.21; Gl. 3.15-29; 1Pe. 2.4-10 “são estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos” (Rm. 9.22);
-Gl. 4.21-31 (Rm. 9.6-9)
-Ef. 2.11-22. a igreja que é família de Cristo, é formada somente pela família da fé, que são judeus e gentios crentes EM Jesus Cristo.
-Ef. 3.4-13. “Os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa EM Cristo Jesus por meio do evangelho” (vs. 6)”; Rm. 9.8 “mas devem ser considerados os filhos da promessa”
-Rm. 10.4 “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de TODO aquele que crê”; vs. 12 “Pois não há distinção entre judeu e grego”; vs. 21 “Todo o dia estendi as mãos a um povo rebelde e contradizente” (9.16,21-24,32).

Bem, dentro do tema principal, que é a JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ, onde o apóstolo já vem, desde o capítulo 1, mostrando que somente pela fé judeus e gentios são justificados e isto se faz mais detalhadamente nos capítulos 9,10 e 11, onde o apóstolo deixa claro que a promessa, a filiação e a aliança não foram dadas quando da circuncisão (etnia da carne), mas quando da incircuncisão (antes da etnia da carne), mostrando que foi feita pela fé. Paulo não poderia usar outro povo, pois foi este mesmo que Deus usou para se revelar e revelar o plano da redenção. Podemos usar como exemplo, os elementos da ceia, que sendo pão e vinho comuns em si mesmos, só alimentam o estômago, mas quando é ministrado no culto representando o corpo e o sangue de Cristo, então alimenta a fé do fiel. E Paulo diz que, tanto judeus quanto gregos são pecadores, mas quando JUSTIFICADOS PELA FÉ estão EM Cristo, são herdeiros das bênçãos e promessas feitas ao pai Abraão.

Isolar romanos 9,10 e 11 dos capítulos anteriores, é o mesmo que começar a ler um livro a partir da metade.

William Hendriksen, em seu comentário aos romanos, do capítulo 2 ao 11, nos esboços iniciais sempre repete o tema JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.
Calvino, em seu comentário do livro aos romanos, no ponto argumento, que vai da página 23 a 31, ele também usa a JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ como base dos capítulos 1 ao 11.

Quanto aos títulos usados pelos comentaristas da Bíblia de Genebra (títulos que não fazem parte do texto original, porém são postos para orientar o desenvolvimento da leitura), não traz nenhum problema, pois os textos falam do processo ocorrido com a etnia judia, que são as referências histórico/redentivas usadas por Paulo.

No esboço trazido pela Bíblia de Genebra, o tema principal é “A justiça de Deus para judeus e gentios”. Agora observe a seção VI deste esboço, as letras A, B e C:
A justiça de Deus estabelecida na história (cap. 9)
A justiça de Deus recebida somente pela fé (cap. 10)
A justiça de Deus revelada nos judeus e gentios (cap. 11)

Isto uni os tópicos aos sub-temas e o tema principal da carta. E no meio de tema, sub-temas e tópicos, é revelada, muito claramente, a soberana e graciosa eleição de Deus segundo o conselho da Sua vontade.

Conclusão:
Tenho lido alguns textos aventureiros como este que, para parecer acadêmico, erudito e teológico, usam literatura teológica reformada, porém não valem de nada, no fundo são meninos brincando com fogo, e todos sabem o resultado disto. Dizem usar a própria literatura reformada para disqualificá-la, isto é o resultado de um cego alienado guiando outro cego. Teologia não é coisa para menino. Qualquer pessoa séria não chegará a outra conclusão. Confesso que não empreguei o melhor do meu tempo de leitura para escrever esta refutação, pois não merece mais atenção do que esta.
Por Sérgio Moreira!!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A Consciência Missionária do Profeta Isaías*


Texto: Isaías 6.1-13

Introdução

Há algum tempo atrás, li uma revista onde um missionário escrevia um artigo sobre sua vocação, ele disse que a Igreja só lembrava de que tinha um missionário porque no mês de abril fazia-se campanha missionária. É triste, mas só reservamos um breve período para tratarmos do assunto, e me parece que a igreja não é mais missionária no seu entendimento, e que por vezes sente a necessidade de fazer de missões um apêndice ao seu programa litúrgico, é vergonhoso para nós isso, pois fomos chamados para sermos um povo missionário e não somos! Isaías aqui neste texto nos chama a uma vocação missionária.

Elucidação

Queridos o livro que temos diante de nós possui uma característica curiosa: ele tem sido visto como se fosse um resumo de toda a Bíblia. Pois o seu tema é “A salvação é de Yahweh”.
Isaías registra alguns fatos a respeito de si mesmo. Ele é filho de Amoz (1.1), que conforme a tradição histórica seria o irmão do rei Amazias (2 Reis 14.1,2); se tal tradição possui peso, então, explica o porque o profeta Isaías tinha livre acesso as cortes dos reis de Judá tais como Acaz(Is.7.3) e Ezequias (37.21;39.3). Este profeta era casado, sua esposa era uma profetisa (8.1); ele tinha dois filhos (7.3; 8.3); esses nomes dados aos seus filhos eram simbólicos e proféticos. No capítulo 8.3 – Rápido – Despojo-Presa-Segura – o este nome do filho do profeta é uma promessa de que viria o julgamento sobre o povo que se recusava a abandonar os seus pecados; no capítulo 7.3 – Um – Resto-Volverá - fala da esperança de que um remanescente regressará. Isaías profetizou por cerca de 740-680 a.C, ele proclamou a Palavra de Deus por aproximadamente sessenta anos . Ele profetizou durante o período do reino dividido; ele foi direcionado especificamente para profetizar para o Judá urbano, sua vocação conforme é relatada no capítulo 6 nos indica exatamente essa perspectiva.
O propósito de sua profecia é ensinar que a salvação é manifestada pela Graça de Deus. Isto se incorpora no próprio nome deste profeta que significa que a “salvação é de Yahweh. Pois, a situação política de Judá onde nações inimigas estavam se; levantando, e os reis de Judá buscavam alianças com outras nações para salvarem-se, todavia, a profecia de Isaías vem com o propósito de mostrar aos seus ouvintes que apenas em Deus se poderá encontrar real livramento.
A profecia de Isaías pode ser esboçada da seguinte forma:
1- Oráculo de Julgamento que compreende do capítulo 1 até o 39.
2- Oráculo de Salvação que compreende do capítulo 40 até o 66.
O nosso texto estrutura estes dois pontos principais da profecia – juízo e redenção – todavia, o texto está inserido dentro do oráculo de julgamento. E de posse dessas informações gostaria de nesta noite de abordar um assunto deveras desafiador para cada um de nós, e penso em fazer isso considerando a experiência de um Santo do Antigo Testamento, estou falando do profeta Isaías. Todos concordarão comigo de que esta foi de fato uma experiência dramática; pois, vemos um homem que de fato viu o Deus do pacto entronizado em sua sublime majestade!

Desejo abordar nesta noite o seguinte tema: “A consciência Missionária do Profeta Isaías”. Faço isso porque compreendo que missões não é um fenômeno do Novo Testamento, não é algo do livro de Atos dos Apóstolos e nem muito menos é um fenômeno da Igreja atual, mas missões é algo que esteve sempre na vida da igreja – missões é o coração de Deus posto em evidência! Quando olho para o texto que temos diante de nós pergunto – me “O que levou o profeta Isaías a ter uma consciência missionária? O que o levou a gritar: “Eis-me aqui envia-me a mim...”? Considere comigo algumas postulações:

I – Em primeiro lugar, a compreensão de que um Deus Santo reina sobre o universo levou ao profeta a Ter uma consciência missionária. (vs.1-4).

A experiência dramática de Isaías começou quando ele entrou no templo do SENHOR, o profeta diz: “...eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo”.(vs.1) .
Antes do profeta ter dito: “Eis-me aqui envia-me a mim...” ele havia contemplado a Addonay (yn"±doa]-ta,), o Deus exaltado em glória e força; o profeta Isaías havia contemplado o verdadeiro Rei do Universo, ele estava consciente de que Deus reina neste mundo; ele não apenas contemplou a Deus em seu trono – ele viu um Deus Soberano reinando – mas, também viu a majestade de Deus e a sua santidade, observe o que ele nos diz nos versículos 2 a 3: “Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobria os pés e com duas voavam. E clamavam uns para os outros dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia de sua glória”. A expressão “SENHOR dos Exécitos” no hebraico está relacionando o fato de que uma vez que o povo não estava abandondo os seus pecados, Deus que governa o mundo e que é Santo moveria, um exército inimigo para punir Judá por seus pecados. É basicamente isso o que significa a expressão “tAa+b'c. hw"åhy>”
Deve Ter sido uma visão maravilhosa, tremenda e assustadora. O ponto que quero considerar é que não pode haver missionários eficazes enquanto não houverem contemplado a Deus nestes termos descritos por Isaías; ou seja, se você conhece um missionário que não conseguiu perceber que Deus é grande e que Ele reina sobre o mundo e muito menos concebe a idéia de que Deus é tremendamente santo; então, digo-lhe que tal missionário não compreende a natureza de missões e nem sua mensagem! Pois, missões está centralizada em Deus e a mensagem missionária é a proclamação de um Deus que reina e que é três vezes santo.
Quando um homem se levanta para pregar o evangelho de Deus, mas não crer que Deus é soberano, e pensa consigo mesmo que Deus não reina, então, tal homem não serve para ser chamado ministro do evangelho. O profeta Isaías compreendeu exatamente isso! E, por isso, ele disse: “Eis-me aqui envia-me a mim”.
Proclamar o evangelho é compreender e anunciar a Soberania de Deus e a sua majestade santa.

II – Em segundo lugar, a compreensão de que o homem é totalmente depravado levou ao profeta a Ter uma consciência missionária.( v.5).

Aqui é outra verdade que nós precisamos nos concentrar o profeta disse: “Eis-me aqui envia-me a mim”, ele só pode dizer isto depois de ter vivido a experiência assustadora que teve ao contemplar a Deus no templo. E como ele viveu isso em sua natureza? Observe o que o profeta nos diz no versículo 5: “Então disse eu: Ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o rei, o SENHOR dos exércitos!”. O profeta ao escrever sua visão prossegue com “w” consecutivo indicando que a sua visão não terminara com a Majestade e santidade de Deus; depois da visão da santidade de Deus ele olhou para si mesmo e reconheceu que a sua natureza era depravada, corrompida, incapaz de fazer o bem. Viu-se um pecador diante de Deus. O profeta era alguém que cresceu no meio dos sacerdotes de Israel, por isso, tinha acesso ao Templo, era um membro do povo do pacto; sempre esteve no templo – adorando ao Senhor, mas naquele dia viu a negridão do seu coração, e percebeu o quanto precisava de mudança em seu ser. Ele sendo um homem da aliança, um profeta, disse: “Eu sou desenfreadamente corrupto, sou um pecador”. O profeta quando disse: “Eis-me aqui envia-me a mim”, teve em mente essa profunda experiência, é como se ele estivesse refletido da seguinte forma: “se eu sendo um profeta do Senhor, que tenho a lei e tento obedecê-la me senti perdido diante de Yahweh, que dizer daqueles que estão deliberadamente distante de Deus?”.
Aqui está um princípio fundamental na vida daqueles que irão proclamar o evangelho de Deus, pois, como poderão falar aos pecadores se os mesmos ainda não se viram, não se contemplaram como pecadores? O profeta teve como anunciar a mensagem de Deus aos pecadores porque ele sabia o que é ser pecador.
A confissão somos pecadores não faz mais parte do vocabulário de muitos missionários, eles preferem dizer: “Vocês são pecadores!”. Mas o profeta disse: “habito no meio de um povo pecador”( ameäj.-~[; ‘%Atb.W ykinOëa') – ‘anoki uvtok ‘am teme’ – ao usar o pronome pessoal (ykinOëa) o profeta quer nos oferecer uma ênfase singular, ele não busca se desculpar, ele não se esquiva, mas se inclui na lista dos pecadores; ele não apenas convivia, mas ele habitava no meio de (‘%Atb.W) um povo (-~[;) cheio de impureza (ameäj) ele declarou que era alguém que estava perdido (ytiymeªd>nI-yki( yliä-yAa)) o verbo hebraico usado aqui para “estar perdido” é o verbo “rm*:D*:” que está sendo usado no nifal aqui, indicando a passividade sofrida pelo profeta, todavia, o significado do verbo é cortar – ou seja, o profeta diz “estou sendo cortado” também ele disse que era um profundo pecador; por quê? A resposta é porque ele era um homem de “impuros lábios”.
“‘~yIt;’p'f.-ame(j. vyaiÛ yKiä” – ki ‘ish teme’-sepataim - O profeta declarou isso depois de haver contemplado ao SENHOR, Os lábios expressam o que o coração está cheio isso foi o que Jesus disse certa vez; então, o profeta não estava apenas dizendo que falava algumas palavras imundas, mas que todo o seu ser é pecaminoso. Ele disse “Ai de mim!” Ele não disse “Ai de minhas palavras!”. Precisamos compreender que todos nascemos pecadores totalmente depravados. Como posso curar as pessoas de um “veneno mortal” como pecado se eu não conheço os sintomas, pois, nunca fui envenenado por ele? Este tem sido o mal de muitos missionários; eles não acreditam que os homens sejam totalmente depravados, eles não aceitam que os homens estejam “mortos em seus delitos e pecados”(Ef.2.1); eles não aceitam a idéia de que os homens já nasceram “em pecado e concebidos na iniquidade”(Salmos 51.5), não ensinam que os homens já nascem desencaminhando e proferindo mentiras”(Salmos 58.3); eles não ensinam que os homens odeiam a Deus e que são “aborrecidos de Deus”(Romanos 1.30). Isto tudo porque não conseguiram contemplar as suas vidas à luz da santidade de Deus, e jamais, irão desafiar aos seus ouvintes a fazerem isso; pois, não acreditam na depravação total do gênero humano, é por isso, que o mundo missionário tem sofrido, não somente porque há poucos ceifeiros, mas porque os que têm recusam-se a ensinar com fidelidade a Palavra de Deus.

III –Em terceiro lugar, a concepção de que Deus Perdoa pecadores e os salva de seus pecados levou o profeta a Ter uma consciência missionária. (vs. 6-7).

. Antes do profeta Isaías dizer: “Eis-me aqui envia-me a mim”, ele teve uma experiência graciosa de perdão. Considere os versículos 6 e 7 o profeta Isaías diz: “Então, um dos serafins voou para mim trazendo na mão uma brasa viva , que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado o teu pecado”.
A experiência do profeta foi sublime, ele compreendeu que base primordial do perdão está na graça de Deus! Note que o profeta não foi até o altar para purificar-se, não há esforço humano para tal manifestação do perdão de Deus! O livre-arbítrio não faz parte deste contexto redentor. Aqui o profeta aprendeu que por mais que ele fosse um miserável pecador, Deus em sua graça soberana – livre e imutavelmente – estava disposto a perdoá-lo. Aqui está um dos mais fortes incentivos para a proclamação do evangelho, a certeza de que Deus salva pecadores, que Deus perdoa pecadores! Este é um incentivo à obra missionária, essa experiência foi crucial na vida do profeta a ponto de ele chegar a dizer: “Eis-me aqui envia-me a mim”.
O que significa o tocar da brasa na boca do profeta? Significa que ele agora tornara-se qualificado para proclamar o evangelho, ele foi purificado; o texto nos mostra a magnitude do perdão e da graça em um paralelismo sinonímico no versículo 7: “...a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.” Note como o texto está construído:
“...tua iniqüidade” .... “teu pecado”; “...foi tirada” ...”foi perdoado”; no texto hebraico temos: “. A voz do Serafim que é uma interjeição “hNE±hi” – hineh – “Olhe! Veja só! Isto tocou os teus lábios” e a “tua iniquidade foi tirada” (^n<ëwO[] rs"åw>) – wesar ‘aneka – “e o teu pecado” (^ßt.aJ'x;w>) – wehata’theka- “foi perdoado”(rP")kuT.) – thekupar ; no final deste versículo temos “teu pecado foi perdoado” o verbo perdoar no hebraico está no pual, e significa que o profeta foi “plenamente perdoado”. A certeza de que Deus de fato perdoa pecadores deve nos motivar a proclamar o evangelho de Deus ao mundo.

IV – A Compreensão de que a obra precisa de ceifeiros levou ao profeta a ter esta consciência missionária.(v.8)

Irmãos temos aqui um homem compromissado com Deus. Compromissado com o Reino de Deus, apenas os regenerados são de fato compromissados com a obra de Deus.
Observe como o profeta inicia este versículo: “depois disto” ele começa com um waw consecutivo (w) aqui sendo usado para expressar continuidade; ou seja, depois de de toda aquela experiência dramática ele “ouviu” a voz do Deus do pacto de forma intensa: “‘yn"doa] lAqÜ-ta, [m;úv.a,w"” – waêshma’ êth-kol Adonay -; estava Isaías e Deus naquele momento; Addonay estava olhando para o profeta e perguntando:
“Wnl'_-%l,yE) ymiäW xl;Þv.a, ymiî-ta,” – eth-mi ‘eshlah umi yaleke – lanu – “a quem enviarei? E que há de ir por nós”? Isaías sabia que não era uma simples questão. Era Deus quem estava perguntando! Isto significa que ser uma voz profética exige um compromisso singular com Deus. É Deus quem envia, é Deus quem vocaciona. Nós não devemos nos introduzir em um ministério que Deus não nos chamou para fazê-lo, sempre deve ser levado em consideração que a voz profética é escolhida por Deus.
Qual foi a resposta de Isaías? O profeta prontamente respondeu: “`ynIxE)l'v. ynIïn>hi” – hinni shelahêni – “eu disse estou aqui evia-me a mim” ele sabia que a obra precisava de cefeiros, e se dispôs para fazer a vontade Deus, abriu mão do seu conforto, seguiu o chamado de Deus para a sua vida.

V – A Certeza de que o sucesso da mensagem não dependia do profeta o motivou a ter essa consciência missionária (vs.9-13).

A grande verdade aprendida neste texto é a verdade de que os profetas não produziam suas mensagens; Deus dava a mensagem ao profeta. O conteúdo da profecia era plenamente divino.
Aqui o profeta é designado a proclamar uma mensagem que iria endurecer o coração do povo. Uma mensagem que muitos hoje não gostariam de proclamar. Isaías há de pregar uma mensagem que irá tornar os ouvidos do seu público insensível; onde não possa haver possibilidade de conversão!
No versículo dez temos o profeta sendo instruído a endurecer o coração do povo; o verbo “endurecer” (‘!mev.h;) – hashmen – está no “hifil” é um ativo causativo, ou seja, a mensagem que o profeta deveria proclamar tinha especificamente a função de causar endurecimento no centro das afeições do povo “o coração” (ble) - lêb – indicando que Deus, por meio, da mensagem iria afetar profundamente o ser do povo rebelde.
Não era apenas o coração que deveria ficar endurecido, mas os ouvidos deles tembém. O que nos chama a atenção é que o verbo “endurecer”, no que se refere aos ouvidos, no texto hebraico é “dBeÞk.h;” – hakbbêd – que pode ser traduzido por “faz com que estes fiquem pesados” também está no hifil, e no modo imperativo, não era um pedido de Deus, mas era uma ordem. Deus determina o resultado da mensagem e o propósito da mensa!.
Os olhos daqueles perpetradores da aliança deveriam ser fechados “[v;_h'” – hasha’- o hifil aqui nos inclina a contemplarmos a dura tarefa de um proclamador de evangelho não ter sucesso em sua proclamação. Isaías foi chamado para um ministério espinhoso. Não há a questão de sucesso aqui, mas de fidelidade ao imperativo de Deus.
O profeta não fica preocupado com a impopularidade que sua mensagem produzira; mas como um servo Isaías pergunta até que tempo deveria proclamar a Palavra? No versiculo onze temos a resposta divina: “Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra seja de todo assolada,” o quadro que Deus mostra ao profeta era terrível a pregação seria desprezada e o resultado seria a desolação completa e final. Ou seja, não havia perspectiva de sucesso para o profeta! Mas uma coisa era certa, o resultado estava sob o controle de Deus! Porque, conforme nos informa o versículo seguinte, é Deus quem irá causar o desterro de Judá. Não é outro, ou seja, não será a nação inimiga que provocaria isso simplesmente, mas o próprio Deus.
O versículo treze termina com uma nota de esperança, somos informados que há um remanescente que será preservado da desolação completa. É chamado de a “santa semente” – a promessa pactual manifesta nos eleitos que Deus preserva da destruição. Isaías usa aqui uma metáfora das árvores, ou parte dela, como uma referência a continuidade das promessas de Yahweh aos patriarcas. O profeta fala de árvores comuns na Palestina, o terebinto e o carvalho, que deixam somente o toco – a imagem que ele transcreve é de madereiros tirando os troncos e queimando o que sobra, e só ficava o toco da primeira grande árvore que fora cortada inicialmente – o termo hebraico “tb,C,äm;” – matsebeth – é usado para significar pilar, mas somente aqui tem a significação de toco.
Mesmo em meio a toda a devastação que viria sobre o povo; Deus reserva para si uma santa semente. Indicando que ele não havia esquecido as promessas que fizera a Abraão. Esta era a garantia que Deus estava dando ao profeta. Haverá uma redenção que Deus tem planejado mesmo em meio ao caos e a devastação, pois, ele é Deus quem há de cumprir e manter sua aliança de redenção com o seu povo. Cabe ao profeta pregar a Palavra somente.

Aplicação
Gostaria de aplicar algumas verdades que podem ser aprendidas neste texto.
1. Proclame a Palavra de Deus tendo como pano de fundo a Sua soberania e Santidade. Pois, somente ele Governa o mundo e o coração dos homens.
2. Reconheça que o motivo maior de nossa proclamação é a glória de Deus, por isso, devemos proclamar o evangelho aos pecadores que precisam ouvir a mensagem que pregamos.
3. Reconheça que a sua vocação deve ser alicerçada no Perdão que Deus lhe deu, e isso deve dar-lhe força para proclamar com mais ousadia a Palavra do Senhor do Pacto.
4. Seja humilde, pois apenas Deus determina o resultado que será produzido pela pregação. Não busque fama, nome ou mesmo números, pois, apenas Deus tem o direito de produzir corações regenerados que amam a sua lei .


Conclusão

Queridos devemos tomar consciência de nosso chamado missionário. Não importa onde estejamos, precisamos proclamar a mensagem do evangelho de Deus ao mundo pecador.
O profeta Isaías fez isso. Proclamou o evangelho ao mundo nos termos ditado por Deus, ele dedicou-se a isso somente; ele se dispôs a cumprir a ordem de Deus em proclamar o evangelho de redenção ao mundo. Não volte atrás, antes apresente-se diante de Deus e diga que está disposto a cumprir o teu ministério de profeta para a glória dEle somente.
Precisamos resgatar a voz profética em nossos dias, pregue com desassombro as verdades de Deus Anuncie o juízo de Deus sobre os pecadores, mas também fale da grande redenção que o próprio Deus destina para com os seus eleitos. A consciência missionária deve nascer no culto da Igreja, no ato da adoração e dever ser efetivada na proclamação do evangelho com temor e tremor.!
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*Por João Ricardo Ferreira de França - sermão pregado na Congregação Presbiteriana da Sagrada Herança Reformada em Prazeres – Jaboatão dos Guararapes.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Os Usos e Costumes à Luz da Bíblia





Os Usos e Costumes à Luz da Bíblia
“julgai todas as coisas, retende o que é bom;” (1Ts 5.21)

Anderson Teixeira



INTRODUÇÃO

O presente estudo tem por objetivo analisar brevemente algumas regras de comportamento estabelecidas por igrejas evangélicas brasileiras. Tais “usos e costumes” são muitas vezes postos de modo abrupto, sem explicação bíblica, mesmo sabendo-se que o embasamento bíblico é indispensável à conduta do cristão. Isto está explicito no 2º artigo do credo das Assembléias de Deus no Brasil: “Cremos... na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2Tm 3.14-17)... (http://www.cgadb.com.br)/”.

Esta declaração afirma categoricamente que o membro da AD não deveria ter regras que não fossem das Escrituras. Entretanto, a conduta do fiel muitas vezes é regulada pelos “usos e costumes” estabelecidos pela tradição denominacional, e não pela Bíblia. Visto que esta análise objetiva ser clara, precisa e concisa, abordar-se-á apenas a controvérsia em torno do uso de jóias e da submissão aos pastores das igrejas.
Peço-vos que não tenham medo de abrir as Escrituras. Não rejeitem nem aceitem o que será apresentado sem conferir na Bíblia as referências citadas. Com a Bíblia fechada, abraçar uma idéia é cegueira, rejeita-la é orgulho. A ordem bíblica é observar tudo e reter o que é bom. (1Ts 5 .21)

I USO DE JÓIAS NAS ESCRITURAS

Vamos analisar do NT para o AT o que a há sobre jóias nos textos preferidos daqueles que são contrários ao seu uso.

1. As Jóias e o NT

Um texto muito usado para proibir as jóias é 1Pe 3.3. Olhando com mais atenção, vemos que a ênfase do apóstolo é na prioridade do dos valores espirituais, da submissão da mulher (v. 1,2). Ele não está proibindo as jóias, mas dizendo que o que deve ser notado é a beleza interior (v. 4). É como se hoje disséssemos a uma noiva bem vestida: “Que a sua pureza e beleza esteja no seu coração e não na brancura e adornos de seu vestido”. Isso não significa que ela não deva vestir-se de noiva! O curioso é que o texto também fala de “frisado de cabelo” e “vestimentas belas”. Porque será que aqueles que proíbem as jóias não proíbem de pentear os cabelos e de usarem roupas bonitas?Outro texto é 1Tm 2.9. A interpretação é semelhante ao texto já comentado. Paulo não diz que é pecado o uso de jóias, vestes bonitas e cabelo arrumado! Ele diz que deve haver modéstia e boas obras (v.10). Isso é que deveria ser notado pelos irmãos. Onde é que Paulo ou Pedro dizem que usar jóias é pecado? Em nenhum lugar da Bíblia. Tenhamos cuidado, pois Satanás também já tentou distorcer as Escrituras para sujeitar o próprio Senhor Jesus (Mt 4.1-11).

2. As jóias e o AT

Já que no NT as duas passagens usadas pelos legalistas de fato não condenam o uso de jóias, vejamos o AT. Um texto muito usado é Is 3.18,18. Contudo, os que não têm preguiça de ler o capítulo todo e os que sabem o básico dos básicos de interpretação de texto logo notarão o erro desse pensamento. O capítulo todo fala sobre o julgamento de Deus sobre Judá e Jerusalém. O pecado não é aqui o uso de jóias, mas o desprezo ao Senhor (v. 8,9), a opressão ao pobre (v. 14,15) e o orgulho das mulheres que viviam luxuosamente (v. 16). Se o leitor acha que as jóias são pecado só porque Deus as está tirando, então deveria achar outras coisas também pecado, pois o texto diz, dentre muitas coisas, que Deus tiraria pão e água (v.1), profeta (v.2), véu (v.19), perfume (v. 20,24), vestidos de festa e bolsas (v.22), espelhos e camisas finíssimas (v.23). Note que não são as jóias, os espelhos, o perfume, o pão, a água que são considerados pecado. Será que o evangélico que não usa jóias por causa de sua interpretação errada desse texto também não usa perfume e nem tem espelho em casa?Em Êx 3.21,22 vemos que foi o próprio Deus que determinou o uso das jóias dos egípcios. E o que fazer com Ez 16? Deus vai relatar como cuidou de Jerusalém e a ergueu e ela acabou sendo infiel. No texto, Deus é comparado a um homem que vê uma criança desprezada (v. 4,5), mas que recebe dele socorro (v. 6,7), contrai matrimônio (v. 8), lhe dá roupas belas, jóias diversas, dentre outro presentes (v.10-13). Será que Deus chama isso de pecado? Não! Ao contrário, o texto compara a glória de Deus colocada sobre Jerusalém com as jóias e presentes postos na jovem (v.14). O pecado aqui é o orgulho, a soberba, a prostituição (v. 15), as jóias não. Elas são comparadas com a glória de Deus! Será que Deus compararia a sua glória com aquilo que fosse pecado? Óbvio que não. Em Is 61. 10 o profeta compara a salvação e justiça com turbante e jóias. É pecado ou não é? Alguns se pudessem, rasgariam a Bíblia... Leia Ap 21.2, onde a nova Jerusalém desce do céu “ataviada como noiva adornada para o seu esposo”, e tente descobrir como as noivas israelitas se adornavam nas escrituras. Peça para seu pastor refutar os textos bíblicos citados, caso ele discorde. É obrigação dele calar os contradizentes! Essa é uma das qualificações dos presbíteros e pastores (Tt 1.9). NÃO ACEITE QUE ELE CORRA , A NÃO SER QUE SUA ORDENÇÃO TENHA SE BASEADO EM POLITICAGEM E NÃO NAS ESCRITURAS!Já tive a oportunidade de presenciar um “evangelista” de uma grande igreja pentecostal em Recife dizer, de púlpito, que as irmãs não poderiam ter franjas no cabelo porque a Bíblia diz para sermos “símplices como as pombas...” ( Mt 10. 16), e “ninguém nunca viu uma pomba de franjinha...”. Outros usam o mesmo texto para proibir a maquiagem feminina, mas o texto está falando para apóstolos estarem preparados para as perseguições por causa do evangelho (* Mt . 10 17-19).Note que tais igrejas não têm compromisso com a Palavra de Deus, pois a distorcem a seu bel prazer, com o objetivo de escravizar os seus membros, que em sua maioria não são preparados para examinar tudo e reter o que é bom (1Ts 5.21) e acabam aceitando qualquer heresia. Aliás, Jesus estava falando de qual pomba, a branca ou a pintadinha? Tem mais de qual cor? O texto não fala de usos e costumes. Mas você pode indagar, “e se o pastor determinar as regras, qual deve ser a nossa postura?” Isso é o que veremos no próximo tópico (Não tenha medo! Leia! Você não é testemunha de Jeová que só lê o que a sociedade torre de vigia edita...).

II A SUBMISSÃO AOS PASTORES LEGALISTAS

Alguns têm alegado que o crente deve se sujeitar aos usos e costumes extra-bíblicos ditados pela denominação à qual fazem parte, sob o pretexto de que devemos ser submissos aos nossos pastores, de acordo com Hb 13.17. Entretanto, as Escrituras não apóiam tal alegação. Vejamos o que diz a Confissão de Fé de Westminster, uma declaração doutrinaria dos protestantes do século XVII(Peço-vos que confiram as referências nas Escrituras).
“Só Deus é senhor da consciência (Tg 4.12; Rm 14. 4,10), e a deixou livre das doutrinas e dos mandamentos humanos que, em qualquer coisa, sejam contrários a sua palavra, ou que em matéria de fé ou de culto, estejam fora dela(At 4.19; 5.29; Mt 23.8-10). Assim, crer nessas doutrinas ou obedecer a esses mandamentos, por motivo de consciência; e requerer para eles fé implícita e obediência cega e absoluta, é destruir a liberdade de consciência e a própria razão (Cl 2.20-23; Gl 1.10; 2.4,5; 4.9,10; 5.1; Rm 14.23; At17. 11; 1Pe 3.15)” (CFW XX; II).
A alegação de que devemos aceitar as regras impostas só porque devemos submissão aos nossos pastores é antibíblica, caso tais regras não venham das Escrituras. Judas era apóstolo, mas nenhum fiel tinha a obrigação de seguir sua conduta errada. Pedro foi repreendido por Paulo por causa de sua conduta preconceituosa contra os gentios (Gl 2.9-14). O próprio Senhor Jesus, em Mc 7.1-23, condena a obediência a regras que não estão nas Escrituras, mesmo que venham de nossos líderes! Isso pode ser claramente percebido numa análise simples do texto. Vejamos:

1. Israel passou a observar vários costumes que não estavam nas Escrituras, mas que foram acrescentados pelos líderes do povo de Deus ao longo dos séculos (Mc7. 3);

2. Eles “estenderam as ordenanças bíblicas da purificação sacerdotal, no momento do sacrifício do templo (Êx 30.19;40.12), ao comer do pão por todos os judeus” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1157) e achavam que quem não seguissem os “usos e costumes” dos líderes estavam errados (Mc7.1,2,5), pois entendiam que a tradição deveria ser seguida zelosamente. Paulo, antes de sua conversão, também cometia tal erro (Gl1.14);

3. Para Jesus, esse comportamento zeloso com o que não é bíblico, só passa agradar a liderança religiosa, fazia do povo: hipócrita (v.6); louvavam a Deus só com os lábios, não com o coração (v.7), eram negligentes quanto aos mandamentos de Deus; e invalidavam a Palavra de Deus por causa dos costumes inventados pelos líderes (v.13).Mas erroneamente alguns dizem “o pastor presidente tem autoridade e nós devemos ser submissos ao que a denominação estabelecer. Ninguém deve questionar o ungido de Deus”! Percebam que Paulo, sendo apóstolo, não se incomodou com o fato dos crentes bereanos terem ido verificar se seu ensinamento era bíblico (At 17.10,11), além de dizer que se ele mesmo ensinasse algo que fosse além do evangelho que era pregado, que aquilo fosse condenado maldito (Gl 1.8,9)! Será que o pastor de sua igreja tem mais autoridade do que o apóstolo Paulo? A Bíblia não diz que seu pastor não pode ser questionado.
Talvez você, caro leitor, não queira falar ou aceitar a verdade, por desejar ser favorecido com alguma posição na igreja. Só que a Bíblia diz que quem procura agradar a homens para ser por eles favorecido, não é servo de Cristo ( Gl 1.10)! Não importa se alguém alegar ter recebido este mandamento por revelação, pois ainda assim seria maldito (Gl 1.8)! Jesus recorria às Escrituras para destruir os argumentos antibíblicos sobre “usos e costumes” (Mc 7.6-8,13).
Paulo fala que quem é rigoroso nos “usos e costumes”, cultua a si mesmo e sua humildade é falsa (Cl 2. 20-23). Note que aqueles irmãos que são extremamente rigorosos nos costumes se acham mais santos do que os outros cristãos. Cultuam a si mesmos (Cl 2.23), chegando ao ponto de dizerem: “Irmã fulana não tem semblante de crente”! Semelhantemente aos fariseus, Atam fardos pesados nas costas do outros, mas não os ajudam (Mt 23.4), trabalham e se vestem com o fim de serem notados (Mt 23.5), gostam de ter oportunidade nas igrejas (Mt 23.6), se preocupam só com exterior(Mt 23.25-28), perseguem aqueles que se levantam para apontar seus erros (Mt 23.34). Só que vão para o inferno (Mt 23.33)!
Jesus disse aos religiosos de Israel: “mas, porque eu digo a verdade, não me credes... quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus” (Jo 8.45,47). Certamente, os que são de Deus trocarão os “usos e costumes” estabelecidos pelos homens e ficarão com as Escrituras Sagradas.

CONCLUSÃO

Concluímos este estudo com a seguinte pergunta: Se uma denominação afirma em seu credo que a Bíblia é a única regra de fé para a vida e o caráter Cristão, será que é correto ela estabelecer normas que não estão na dita “única regra de fé”? Aquele que mente, tem quem por pai? O problema é que ensinam que seguir tais “usos e costumes” é o padrão de santidade, mesmo que não estejam na Bíblia. Provavelmente nunca leram a oração de Cristo ao Pai para que santifique os crentes pelo que está na palavra: “santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). O padrão de santidade é o que pode ser biblicamente exposto.
Aquele líder que distorce o texto bíblico ou acrescenta regras paralelas assemelha-se aos principais oponentes do ministério de Jesus. Na tentação (MT 4) o diabo distorceu as Escrituras para sujeitar o próprio Cristo, enquanto que os líderes religiosos acrescentavam regras ao povo que não se encontravam nas Escrituras, com o fim de sujeitá-los (Mt 23; Mc 7).


Se você não concorda com o exposto, peça para seu pastor lhe mostrar que estou errado (biblicamente falando). Pode responder para meu e-mail: andersontbarros@ig.com.br. Agora, venha com a Bíblia, porque os usos e costumes antibíblicos os deixo à beira do Hades juntamente com seus defensores.