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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A Réplica......


Caros leitores , o nosso blog através deste artigo visa responder aos questionamentos do artigo: Determinismo e a agenda oculta de Deus do site; http://www.arminianismo.com/index.php?option=com_content&view=article&id=835:o-determinismo-e-a-agenda-oculta-de-deus&catid=142&Itemid=28




Segue agora a "Réplica" , por Sérgio Moreira




ANÁLISE DO TEXTO
O DETERMINISMO E A AGENDA OCULTA DE DEUS


O que é dito sarcasticamente de agenda oculta, é na verdade o decreto de Deus, que de fato só conhecemos o que Ele nos revela na Sua Palavra, agora, se não é suficiente, reclame a Deus por que Ele não fez do jeito que você queria.
Vou fazer três destaques e tratá-los:


- Portanto, se este Decreto Incondicional de “tudo” quanto acontece existe de fato e que por isso o homem não tem o livre-arbítrio, deve ser entendido também que este não poderia ser responsabilizado por nada do que fizesse, nem sequer ser repreendido, pois foi Deus quem o determinou que fizesse tudo isso de acordo com a lei da lógica conhecida como Antecedente-Consequente. Se o “antecedente” é que “foi Deus quem determinou”, “consequentemente”, o homem não tem culpa e não poderia ser responsabilizado. Vejamos alguns textos que não deveriam estar na Bíblia da maneira como estão;
- Se Deus determina, logo não sou responsável;
-- Se o “decreto” é eficaz e determinista, o “livre-arbítrio humano é um mito”;
-
-Estas premissas lógicas não se aplicam a Deus, como muitas outras coisas: mortalidade, limitação, pecabilidade, envelhecimento, arrependimento, multiplicidade, temporalidade...
-Se usarmos a lógica do "antecedente/conseqüente", então Deus seria culpado (segundo a conclusão do texto refutado) de todo jeito, pois quem criou o homem, os anjos..., segundo esta lógica, se o fabricante coloca alguma coisa no mercado que venha a causar danos, o próprio fabricante é o responsável, são os casos em que ocorrem "recalls", é do fabricante a responsabilidade de reparar o erro do produto que colocou no mercado. O que muda então, se as criaturas de Deus estão causando problemas? Vamos explicar isto de outra forma: Se Deus criou o homem, e o homem destrói o planeta, então Deus é responsável pela destruição do planeta. Isto é a lei do antecedente/consequênte, ou podemos chamá-la também de causa e efeito. Vejam que estas leis não se aplicam a Deus, pois teríamos de tratá-lo como um de nós.

-Onde é que responsabilidade pressupõe liberdade? Responsabilidade pressupõe ordem, mandamento, soberania.
-1. Se Deus é injusto por ter eleito uns para usar de misericórdia e outros para demonstrar Sua ira, então, que diríamos de um Deus amoroso e bondoso, que também é Todo-poderoso, sabendo de antemão tudo o que iria acontecer (que Adão iria pecar, que todo o sofrimento e morte iria se instalar) e nada fez para impedir, logo, Deus pecou por omissão, não teve compaixão, foi um Deus mauzinho???
-2. Ouço dizer que, “se Deus predestina, logo o homem não pode ser responsabilizado por nada”. De fato, isto e incompatível, mas para os falsos humanistas, os antropocentristas, porém, Deus revela que Ele predestina e o homem é o responsável. Vamos fazer uma perguntar a Deus: QUEM MATOU JESUS?
-- Ele diz que foi Ele mesmo: Is. 53.1-12; MT. 16.21; 17.12,22; 20.20.28; 26.28; Mc. 14.36; Jo. 5.30,36; 6.38; At. 2.23;3.17,18; 4.27,28; Rm. 8.10; AP.13.8. E Deus DETERMINOU a morte de Cristo.
-- Ele diz que foram os homens: At. 2.23; 3.13-15; 4.10,27,28; 5.30; 7.52. E Deus RESPONSABILIZA os homens.
-Se Deus predestina e ao mesmo tempo responsabiliza o homem, logo o livre-arbítrio sem a qual não posso ser responsabilizado, não passam de mero silogismo falacioso desprovido da verdade.
-- Que dizer do "coitado", do "injustiçado" do faraó? Êx. 4.21;5.1,2,6-9;6.10; 7.4,5,14; 8.1,2,15,19-21,32; 9.1-3,7,12,13,16; 14.4-8,17,18, que temos aqui? Deus endureceu o coração de faraó e o castiga por isto. Onde está a "deusa" liberdade das criaturas.
-- Onde está o julgamento com base na liberdade? Saul e Daví que o digam, 2 Sm. 24.1,10-24; 1 Cr. 21; 1 Sm. 26.19; 18.6-11; 16.14,15.
Nos dias hodiernos, a teologia relacional, que nada mais é do que uma mistura de falso humanismo, antropocentrismo e racionalismo disfarçado, distitui Deus de sua singularidade e atributos, relegando-o aos deuses pagãos feitos a imagem do homem. Os liberais tentaram reinventar Deus, os "pentecostais" também o fizeram, mas só conseguiram gerar os herdeiros neopentecostais. Isto lembra o momento em que o povo hebreu estava ao pé do monte Sinai, enquanto esperava Moisés descer do monte, produziram um deus para adorar, um deus paupável que eles pudesse manipular, Paulo fala disto aos romanos no capítulo 1.
- O texto de Gn. 2.16,17, é o que já falamos antes, o entendimento de que responsabilidade pressupõe liberdade, e que não é verdade, RESPONSABILIDADE PRESSUPÕE SOBERANIA, ORDEM, MANDAMENTO.
- Gn. 4.7, a premissa que falamos, RESPONSABILIDADE PRESSUPÕE SOBERANIA, pode ser usada para todos os textos, pois na verdade dizem a mesma coisa. Porém, neste necessita de haver uma argumentação a mais: O caso em que um texto esteja na condicional, não significa que qualquer criatura está em condição de escolher o certo, 1 Co.2,14; Rm.3.9-12; Fl.2.13. Por exemplo, no caso quando Deus chama o povo ao arrependimento, At. 2.37,38 com At. 11.18; 2 Tm. 2.25, a causa do arrependimento é o próprio homem ou Deus? Isto de fato é um dilema para àqueles que partem do homem para entender Deus e não da revelação Bíblica.
- Gn. 6.11-13, o arranjo feito para "inocentar" Deus e colocar a responsabilidade no livre-arbítrio é desesperador, citamos a pouco os episódios de faraó, Saul, Davi, Paulo..., onde parte de Deus o decreto e Ele responsabiliza o homem. É por isso que alguns liberais e ateus intelectuais colocam a triunidade no divã de Freud. Pense num cachorro quebrando tudo, atacando pessoas, descontrolado e o dono desesperado por não ter mais domínio sobre ele, é o deus frustrado moldado pelos homens.
Os defensores do livre-arbítrio, pensam estar fazendo um favor para Deus, mas que na verdade isto tem surte efeito contrário. Como é o deus pelagiano? Bem, ele criou tudo bonitinho, certinho, e de repente, alguma coisa ficou descontrolada pegando-o de surpresa, agora vive frustrado, deprimido, adulando sua criação para obedeçê-lo. É patético, mas é verdade, esta é mais uma das religiões pagãs dos homens.

O material refutado, na verdade, é um texto feito apartir do livro de Normam Geisler, eleitos mais livres, e que carrega também os mesmos defeitos, Clark Pinnok limita a onisciência de Deus para dar ao homem uma liberdade que ele não tem, e o Geisler, limita a soberania de Deus para dar liberdade ao homem. A forma com que Geisler manipula e mutila os textos dos teólogos que ele cita, é também usado no texto refutado. Muitas palavras são usadas querendo paracer a posição Bíblica, porém só existe duas condições: ou Deus é Soberano ou o homem é livre, um anula o outro, mas sempre aparece alguém achando que descobriu uma doutrina nova ou nova condição. Deus sempre tem os remanescentes que não silenciarão.

Se estes mesmos forem coerentes com o pricípio que defendem, como irão explicar, sem comprometer o que defendem, passagens como:
Gn. 3.8-11 “esconderan-se da presença do SENHOR Deus… e lhe perguntou: onde estás?… Perguntou-lhe Deus: Quem ti fez saber que estavas nu?…”, isto quer dizer que Deus simplesmente não sabia?;
Gn. 6.5-7 “…então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isto lhe pesou o corração… por que me arrependo de os haver feito…”, também há outros testos semelhantes. Se nós formos ver a palavra arrependimento, pedro a usa para dizer que os homens mudem suas atitudes, seus atos, deixem de continuar no caminho errado, então, Segundo os critérios usados pelos defensores do livre arbítrio, Deus simplesmente pecou;
Êx. 2.24 “Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão…”, seguindo o mesmo entendimento, Deus simplesmente esquece; etc…

Se você entender a trilogia do filme matrix, verá que se trata do delirio pelágio/arminiano, que não muda em nada do texto refutado. O que temos na trilogia?, um arquiteto que perdeu o controle sobre o mundo criado; temos um oráculo, que tenta reparar as falhas; temos um escolhido que se sacrifica para salvar o restante da humanidade; temos um programa criado pelo arquiteto para proteger que se tornou um virus incontrolável, ameaçando até mesmo o mundo do próprio arquiteto, que impotente a isto, aceita a proposta do escolhido como o único capaz de destruir o programa que se rebelou. Este é o mundo e o deus do livre arbítrio.

Não se engane, velhas heresias com roupagens que parece diferente, não há nada de novo.


Por Sérgio Moreira.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O QUE SIGNIFICA SER UMA IGREJA CONFESSIONAL?



Pesquisa realizada pela secretaria de Educação Religiosa do PRRE, no início de 2007, nas igrejas de sua jurisdição, revela que quase metade dos membros de nossas igrejas, incluindo oficiais, desconhecem o fato de ser a Igreja Presbiteriana do Brasil uma igreja confessional.

Por confessional entende-se que é aquele que sempre confessa aquilo que crê. Nesse sentido, todas as igrejas, bem como todos os crentes, são “confessionais”; isto é, formulam uma “confissão de fé”, geralmente verbal, todas as vezes que afirmam crer ou não crer em determinados princípios. Estranhamente ouvimos “membros”, presbíteros, diáconos e até pastores fazendo a seguinte afirmação acerca dos “princípios confessionais” adotados oficialmente pela IPB: “Meu negócio é a Bíblia, não quero saber de mais nenhum outro livro”. Longe de ser essa uma afirmação espiritual, é, antes, extremamente contraditória, pois essas mesmas pessoas se aventuram a opinar sobre os mais diversos temas das Escrituras e mesmo sem nunca terem estudado, seriamente, o assunto, formulam, prontamente sua “confissão de fé”: “Eu penso assim ou eu não acredito dessa maneira!”. E os pastores? O que fazem quando pregam, se não uma verdadeira “confissão de fé” daquilo que estão crendo ser a interpretação correta!?

A questão é: a qual das “confissões de fé” devemos dar crédito? A confissão de fé que tem sido regularmente formulada por pessoas reconhecidamente despreparadas e que estudaram tais assuntos, apenas superficialmente (quando estudam) ou à confissão de Fé de Westminster, formulada por cerca de 121 dos maiores e melhores teólogos que a história já conheceu, em sete meses de calorosas discussões?

A confissão de Fé de Westminster nada mais é que a “interpretação oficial” e que a IPB entende como sendo correta e coerente das Escrituras Sagradas, sobre assuntos como: contemporaneidade dos dons e suficiência das Escrituras, livre arbítrio, casamento, divórcio, etc. Em síntese, é a posição oficial da IPB sobre esses e muitos outros assuntos.

A pesquisa revela ainda outro dado alarmante: a grande maioria dos membros da IPB (inclusive oficiais) não possuem um exemplar da Confissão de Fé de Westminster (gráficos 2 e 3). Isso explica porque a IPB está cheia de oficiais que “confessam” acreditar em “novas revelações”, “profecias” e “línguas estranhas”, abraçando de bom grado a “Confissão de Fé Pentecostal”, renegando, em contrapartida, a “Confissão de Fé” de sua própria igreja.

A Constituição da IPB, no artigo 28 dos Princípios de Liturgia, estabelece que nenhum presbítero, nenhum diácono e nenhum pastor, pode ser eleito e/ou ordenado se não subscrever os símbolos de fé da IPB, entre eles a Confissão de Westminster; ou seja, não podem ser eleitos/ordenados aqueles que acreditam diferentemente da interpretação oficial da IPB, vejamos: “Art.28: Os presbíteros e diáconos assumirão compromisso na reafirmação de sua crença nas Sagradas Escrituras como a Palavra de Deus e na lealdade à Confissão de Fé, aos catecismos e à Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil”.

Mas, Parafraseando o dito paulino: “como subscreverão a Confissão de Fé de Westminster, adotada pela IPB como a real exposição das escrituras, se não a conhecem? Contudo, devemos lembrar: a falta de conhecimento das leis de trânsito, por exemplo, não isenta o motorista desavisado de ser punido com multa. Da mesma forma, os Presbíteros, Pastores e Diáconos precisam, urgentemente, parar de dar suas “próprias opiniões” (sem o devido aprofundamento); precisam adquirir e estudar a Confissão de Westminster ou então abdicar de seus ofícios. Essa falta de conhecimento dos símbolos de fé da IPB está transformando nossa igreja numa imensa colcha de retalhos. Lembremos do que nos ensinou o Senhor: “Um reino dividido contra si mesmo não subsiste” (Mc 3:24).



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Presb.Fábio Correia Secretário de Educação Religiosa do Presbitério Recife - PRRE. Mestre em Filosofia pela UFPE, Licenciado em Educação Religiosa pelo SPN, Licenciado m Filosofia pela Unicap, Professor de Filosofia da Faculdade Decisão-PE.
fabiocorreia@hotmail.com

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Charges!