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domingo, 26 de julho de 2009

Resposta de um Presbiteriano ao Rev. Adriano Gama


Caríssimo Rev.Adriano Gama:


Recentemente li seu artigo intitulado “A igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) apóia oficialmente a associação Billy Graham – Com este apoio que tipo de igreja reformada a IPB manifesta ser?”. Confesso que não gostei muito. Por esse motivo resolvi escrevê-lo. Gostaria que entendesse estas poucas palavras como uma “discussão acadêmica” e não como um problema pessoal; até porque há entre nós um excelente relacionamento de respeito e amizade. Mas, “por amor ao debate”, que as idéias briguem, não nós!


Primeiramente me chama atenção à grande preocupação vossa e de vossa atual igreja em emitir parecer sobre a IPB. Isso fica evidente em quase todos os “Concílios das Igrejas Reformadas do Brasil”, a exemplo do 2º concílio, onde o senhor foi, inclusive, nomeado membro da “comissão de relações com igrejas no Brasil”.


O Concílio decide nomear os seguintes irmãos para a Comissão de Relações com Igrejas no Brasil [...] Presb. Adriano Alves da Gama [...]. O Concílio decide dar o seguinte mandato à CREIB: Entrar em contato com a CRIE da IPB, para pedir discussões bilaterais. Nestas discussões, a Comissão de Relações Eclesiásticas com Igrejas no Brasil das IRBs (CREIB) terá o seguinte mandato: Manifestar a felicidade e a gratidão a Deus das IRBs que: a. A IPB tem confissões reformadas e que publicamente confessa a fé reformada; b. A IPB tem tomado uma posição publica e oficial contra os ensinos heréticos de Samuel Doutorian, e contra aqueles que promovem e apóiam tal ensino; c. A IPB tomou a seguinte posição com respeito a maçonaria: “Determinar que a partir de 2003 não sejam mais conduzidos ao oficialato membros da Igreja pertencentes á maçonaria”. d. A IPB tem mostrado firmeza em não permanecer em comunhão com igrejas desviadas como a PCUSA e IPI(1).


E ainda:
Chego a esta conclusão sobre o problema da IPB depois de dedicar muito tempo estudando a IPB, seus documentos e sua prática durante meus 6 anos (2002-2008) como membro da Comissão de Relações Eclesiásticas no Brasil (CREIB)(2)”.
Portanto, não é de surpreender que vosso artigo revele também a antiga praxe de emitir parecer sobre a IPB: “que tipo de igreja reformada a IPB manifesta ser?” (já aqui encontramos um claro parecer negativo). Creio que essa não é uma postura humilde. Não costumo contestar a “opinião” das pessoas sobre mim, nem sobre minha família ou ainda sobre minha igreja; afinal, todos têm esse direito. O que tenho dificuldades de “engolir” são os pareceres travestidos de uma espécie de “verdade absoluta”, que extrapolam a barreira da opinião pessoal (ou ainda institucional) e impõem um rótulo “impossível” de ser retirado. Tal postura revela-se bastante sintomática.
Parafraseando o escritor de Hebreus quando diz “ora, não há a menor dúvida, o menor é abençoado pelo maior”(3), digo eu: “ora, não há a menor dúvida, quem emite esse tipo de parecer quer ser maior (ou melhor) que o avaliado”. Caro irmão, devemos fugir da “síndrome de Elias” (Refiro-me à expressão de Elias, registrada em I Reis 19:10: “Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada; e eu, somente eu, fiquei), sob pena de sermos corrigidos por Deus (a referência agora é à resposta de Deus a Elias, demonstrando que ele não estava sozinho - como pretendia e supunha, talvez por um desejo incontido e inconsciente de se auto-engrandecer - na luta contra o erro, conforme I Reis 19:18: “Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou”).
O caminho do sectarismo absoluto que muitos reformados têm assumido vai acabar deixando vazio o céu. Já pensou se “apenas” os membros de vossa atual igreja habitarem a grande mansão celestial?


As críticas, caro reverendo, são importantíssimas para corrigir erros, mas perdem completamente a utilidade quando lançadas com o objetivo de deixar “as vísceras do criticado à mostra” para, por fim, tripudiar orgulhosamente, como quem quer dizer: “eu (ou nós) não estamos em situação semelhante”. Agradecemos, mas a IPB não precisa desse tipo de crítica. Já que o querido irmão preferiu deixar a IPB ao invés de criticá-la (de dentro) com o objetivo de corrigir seus erros (afinal, somos humanos, e, como tais, passivos a erros), peço que não desrespeite a muitos que insistem, conscientemente, em permanecer na IPB. Não se preocupe, a IPB está bem servida de bons críticos, como o senhor mesmo menciona em seu artigo: Na reunião da CE-SC/IPB 2008 foi registrado um voto de protesto contra o apoio da IPB ao evento de Billy Graham: CE-SC/IPB - 2008 – Doc. LXVI – Voto de Protesto – Quanto ao doc. LXIV. Registramos voto de protesto referente à decisão desta CE-2008 em apoiar programa de evangelização Minha Esperança Brasil por conter o referido programa conteúdo doutrinário de tendência arminiana, dentre outros elementos que se chocam com os nossos princípios Bíblicos Reformados. Sala das Sessões, 26.03.2008. Assinado: Rev. José Normando Gonçalves Meira – Presidente do Sínodo Norte de Minas; Presb. Denivaldo Bahia de Melo – Presidente do Sínodo Grande ABC; Presb. Airton Costa de Sousa–Presidente do Síno do Piauí-SIP”(4).


Com relação a esse evento de Graham, penso que o senhor cometeu um exagero descabido. É claríssimo que isto não implica em aceitação irrestrita, por parte da IPB, a este ministério. Nem mesmo configura uma parceria, mas, só e somente só, apoio a um “evento pontual” (que, diga-se de passagem, não maculou em nada a imagem da IPB como uma igreja séria que sempre foi). Não seria o caso de estarem “coando camelos”? Parece-me que não há boa vontade em entender as palavras simples e esclarecedoras do Rev.Dr°Agustus Nicodemus, como o senhor mesmo divulgou em seu blog. Por isso faço questão de reproduzi-la abaixo (com grifos), como resposta mais que suficiente para tal questionamento:Conheço as declarações de Billy Graham e elas são estranhas à fé reformada- aliás, são estranhas à fé bíblica. O que na verdade aconteceu não foi uma parceria da IPB com a Associação Billy Graham, mas um apoio da IPB ao divulgador da campanha, que é um pastor presbiteriano da IPB. Portanto, é um apoio somente para aquele evento. Houve muita discórdia e protestos contra essa decisão na reunião da Comissão Executiva, mas acabou passando. Um abraço, Augustus(5).


Outra coisa ainda me chama atenção em seu artigo: O uso exagerado de expressões do tipo:
Ministros presbiterianos fiéis [...]; se os fiéis da IPB [...]; Este problema só ira diminuir quando os fiéis [...]; todas as igrejas fiéis [...]; Que o Senhor Jesus Cristo mova os oficiais fiéis [...](6).
Essas expressões denotam claramente seu pensamento: a igreja reformada (instituição) é uma igreja fiel, enquanto a IPB é uma igreja infiel que tem, entretanto, ainda, algumas pessoas fiéis em seu meio. Fico me perguntando: esses infiéis são salvos ou são répobros? São crentes ou descrentes? Como a lógica de suas afirmações me induzem a pensar que são répobros, descrentes, mais uma vez me vejo preocupado com o esvaziamento do céu, já que apenas a igreja reformada e alguns poucos presbiterianos são “fiéis”; preocupação essa que não se justificaria se a fidelidade não fosse um critério requerido para entrada nos céus; mas, então, qual seria a diferença entre um fiel e um infiel? A fidelidade não é promovida pelo próprio Deus na “preservação dos santos”? Logo, devo concluir, seguindo vosso raciocínio: os fiéis (que o senhor menciona) são os eleitos e, conseqüentemente, os infiéis, os perdidos (isso é um duro e corajoso julgamento; particularmente não teria coragem de fazê-lo).


Nesse sentido ainda, vosso artigo também me tirou uma antiga dúvida: sempre escutei algumas críticas lançadas aos “reformados” (instituição), bem como até mesmo a alguns presbiterianos, taxando-os de “Xiitas Radicais” (e é claro que o senhor também já deve ter ouvido), mas não as entendia (e até não concordava). Agora me parecem fundadas. Realmente há semelhanças no discurso, como podemos ver nas citações abaixo:
O Islã prega que todos os "infiéis" devem ser caçados como ratos e mortos caso não queiram abraçar o islã(7).
O reverendo Jerry Modibo, presidente da Associação Cristão da Nigéria (CAN, sigla em inglês) e pastor da Igreja Evangélica Reformada de Cristo, afirmou ter sido testemunha do ataque aos operários na reconstrução do templo: “Os muçulmanos estavam cantando: “Morte aos cristãos! Morte aos infiéis. Essa cidade é para muçulmanos e não queremos cristãos aqui”(8).
Para o pensamento ortodoxo muçulmano [...] um infiel pode se converter e se livrar da inferioridade que o separa dos fiéis(9)
E nessa batalha, Bin Laden tem uma vantagem bélica - o vocabulário com que define o conflito. Porque o que ele procura fazer é mostrar essa batalha como sendo um choque cataclísmico de civilizações: o Islã contra o Ocidente, o fiel contra o infiel(10).
Encontramos nas escrituras uma igreja que tinha absolutamente tudo para ser considerada (e por uma autoridade apostólica) infiel: partidarismo, contenda, prostituição, problemas doutrinários, disciplinares e muito mais. No entanto, o apóstolo Paulo não ousou proferir tal julgamento contra a igreja do Senhor, antes, respeitosamente, referia-se a ela da seguinte forma:
1 Coríntios1 - 2 à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: 1 Coríntios1 - 30 Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, 1 Coríntios3 - 16 Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 1 Coríntios3 - 17 Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.
1 Coríntios6 - 11 Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. 1 Coríntios6 - 19 Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
2 Coríntios1 - 1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos em toda a Acaia,
Caríssimo Reverendo, a IPB é uma igreja do Senhor Jesus Cristo, bíblica, fiel e que tem preservado (a duras penas) seus símbolos de fé, durante seus abençoados 150 anos de existência no Brasil. Isso não é uma visão romanceada da realidade.
Reconhecemos, entretanto, que há muitos problemas; que há pessoas distanciadas desses símbolos de fé (inclusive pastores e oficiais), mas isso não a descredencia, como intentou fazer. Esses desvios de conduta (completamente contornáveis e remediáveis) ocorrem devido, naturalmente, ao grande número de presbiterianos - fala-se em 981.064 mil(11) -, bem como aos seus longos anos. Penso que vossa atual igreja não deveria manter uma visão utópica de homogeneidade total. Quando ela chegar a esse número (espero em Deus que chegue) perceberá o quanto é difícil pastorear e manter uma homogeneidade, sobretudo em um país continental como o nosso. Certamente, então, tornar-se-ão mais condescendentes.
Enquanto isso, nós, os Presbiterianos, que não abandonamos o barco, continuaremos nossa luta incansável para trazer de volta as ovelhas desgarradas, os presbiterianos que perderam o foco confessional, por não o conhecerem profundamente, não por o desprezarem deliberadamente.
Não querendo usar do mesmo expediente, mas apenas para ilustrar o que acabo de dizer, apesar de pastorear um grupo muitíssimo menor que à IPB e do pouquíssimo tempo no Brasil, comparado aos 150 anos da IPB, vossa igreja (não quero tecer maiores comentários), mesmo assim, também não está livre dos problemas, conforme podemos notar claramente em fatos relatados em um de seus concílios:
Apelação de 6 irmãos contra a eleição de um presbítero da Igreja em Unaí [...]. Exortar o conselho em Unaí que é o dever da Igreja apurar objeções levantadas, antes de prosseguir com eleição e ordenação (Artigo 3 Novo Regimento), e que foi uma falta de sabedoria prosseguir com a eleição e ordenação(12).
Esse erro, essa “falta de sabedoria”, não remediada, faz de vossa igreja uma igreja infiel? Não ousaria fazer tal afirmação. Mas, pela vossa lógica argumentativa sim.
Recentemente escrevi um artigo intitulado “Mais Huss e menos Lutero”. Não fui muito bem compreendido, mas devo confessar: em minha mente estavam os “Reformados Xiítas” (de dentro e de fora da IPB – apenas o que representa essa figura; não pessoas, não algum irmão especificamente); àqueles que preferem a fama promovida pela crítica contundente (mesmo sob pena de mais afastar as pessoas e as igrejas dos ideais da reforma que aproximá-las, pacifica e amorosamente,) a darem suas próprias vidas para trazer a igreja do Senhor de volta às escrituras, sempre que precisar, como fez Huss, Lutero e todos os outros reformadores. Nesse sentido, “mais Huss, mais Lutero”. Não retiro o que disse, antes, reafirmo, mas não sem concordar com os adendos e críticas sugeridas por um grande presbiteriano (por isso, mudei o nome do artigo), que apesar de tudo, não desistiu da IPB.
Concluo essas breves palavras (sinceramente sem mágoa alguma. Espero que também não fique chateado a ponto de romper nossa antiga amizade. Espero também que esse debate não se estenda às nossas instituições e prejudique algum tipo de relacionamento. Não falo em nome da IPB, nem fui comissionado por ninguém, nem por nenhuma instância da IPB; mas, apenas falo como um presbiteriano), com parte do artigo citado acima, rogando a Deus que abençoe vosso ministério.
Talvez fosse pedir muito, mas gostaria que publicasse essa - que quero chamar de - “opinião particular”, em seu blog.
Claro que terei uma sólida resposta, “por amor ao debate”. Aguardarei, porém, não ousarei mais retrucar. Considerarei vossa opinião como a final.
Não podemos negar que muitos líderes da IPB (e não a IPB) estão, perigosamente, se desviando das verdades escriturísticas, sistematizadas através dos seus símbolos de fé: Confissão e Catecismos de Westminster. Contudo, “atitudes isoladas” - quem sabe motivadas pela cobiça à fama de Lutero – em nada contribuem para a melhoria da IPB como instituição. Por que todos querem ser Lutero e não Huss? Todos que amam as “antigas doutrinas da graça” e que querem a firmeza doutrinária da IPB devem “doar” suas vidas, assim como fez John Huss, em busca desse objetivo e não dar “marteladas” anacrônicas, fixando posturas extremadas que só servem para dividir, torná-los chatos e criar antipatia pelos ideais da reforma protestante(13).

Em Cristo,
Presb.Fábio CorreiaIgreja Presbiteriana do Jordão, Recife/PE

Notas:
(1) http://www.irbmaceio.com.br/arquivos/confederacao/9541c74c7e77eded81cc2efaa7affea1.pdf(2) Conforme: http://www.bandeiradagraca.org/ (3) Referência ao texto de Hebreus 7:7. (4) Conforme: http://www.bandeiradagraca.org/ (5) Conforme: http://www.bandeiradagraca.org/(6)Conforme: http://www.bandeiradagraca.org/






(12)http://www.irbmaceio.com.br/arquivos/confederacao/d0f515db1aa6dfaddab0dd29557f5119.pdf(13) Jornal da Secretaria de Educação Religiosa do PRRE, edição nº 6-2008.

Retirado do Blog: http://www.eleitosdedeus.org/

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Aparecida : Padroeira do Brasil


O Padre Júlio J. Brustoloni, missionário redentorista, no seu livro História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida — A Imagem, o Santuário e as Romarias - p. 115, após achar que a imagem é motivo de contradição para muitos crentes (protestantes, evangélicos, especialmente Pentecostais), diz: O mais grave não é negar o culto à imagem de Nossa Senhora Aparecida, mas sim não aceitar o papel de Maria no plano de salvação estabelecido por Deus. Eles aceitam que o seu Filho nasceu de uma mulher, Maria, mas não reconhecem o culto devido àquela Mulher que esmagou com sua descendência a cabeça do demônio, e que, por vontade de Deus, foi colocada em nosso caminho de salvação para interceder por nós.

Com um único versículo da Bíblia, provavelmente muito conhecido pelo padre, sua teoria é desmontada: Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto (Mt 4.10b). Além do mais, não acreditamos que aquela imagem de barro, intitulada Nossa Senhora da Conceição Aparecida, seja um retrato de Maria, mãe do Senhor Jesus Cristo, conforme nos revela a Bíblia Sagrada.

São declarações como as do padre Júlio J. Brustoloni, ou o espantoso livro de S. Afonso de Ligório "As Glórias de Maria", que transferem, sem a menor cerimônia, todos os atributos e honras que pertencem exclusiva-mente ao Senhor Jesus para Maria ou a tentativa malabarista da CNBB com o livreto "Com Maria, Rumo ao Novo Milênio" -uma forçosa tentativa de justificar o culto mariano, é que nos faz pronunciar, mostrando um outro caminho, aquele da Bíblia, sem retórica ou esforço, um caminho cândido, sereno e verdadeiro, com todo respeito e amor aos católicos ro­manos, que todo cristão deveria ter, apresentando-se firmes no tocante a sã doutrina (2 Tm 4.1-5).

Trata-se de uma pequena imagem de barro, medindo 39 centímetros e pesando aproximadamente 4,5 kg, sem o manto e a coroa, que foram acrescentados1. As Anuas dos Padres Jesuítas de 15 de janeiro de 1 750, dizem que, aquela imagem foi moldada em barro, de cor azul escuro; é afamada por causa dos muitos milagres realizados2. Dr. Pedro de Oliveira Neto, que estudou a imagem, apresentando o resultado em 13 de abril de 1967, afirma, em contrapartida:

A imagem encontrada pelos pesca-dores junto ao Porto de ltaguaçu, e que hoje se venera na Basílica Nacional, é de barro cinza claro, como constatei, barro que se vê claramente em recente esfola-dura no cabelo3. A mesma conclusão chegaram os artistas do MASP — Museu de Artes de São Paulo - em 1978, declarando:

Constatamos pelos fragmentos da Imagem em terracota, que ela é da primeira meta­de do século XV!!, de artista seguramente paulista, tanto pela cor como pela qualidade do barro empregado e, também, pela própria feitura da escultura (4). Essa pequena imagem feita de barro representa Maria para o catolicismo romano.

Segundo o Dr. Pedro de Oliveira Neto, a imagem de barro foi feita por um discípulo do Frei Agostinho da Piedade: A Imagem de Nossa Senhora Aparecida é paulista, de arte erudita, feita provavelmente na primei­ra metade de 1600, por discípulo, mas não pelo próprio mestre, do beneditino Frei Agostinho da Piedade. Os estudiosos, observando o estilo da imagem, concluíram que o autor da imagem foi o Frei Agostinho de Jesus, sendo provavelmente esculpida em 1650, no mosteiro beneditino de Santana de Parnaíba, SP (5).

Apresentaremos algumas hipóteses razoáveis, embora nunca tenhamos a certeza do fato. Nossa análise levará em consideração apenas as possibilidades culturais, religiosas e históricas. O livro de Gilberto Aparecido Angelozzi, Aparecida a Senhora dos Esquecidos, Ed Vozes; Capítulo III — p. 55-66, expõe alguns possíveis motivos sobre o assunto em questão.

Partindo do princípio de que realmente os pescadores acharam a imagem da Conceição Aparecida no rio, podemos então desenvolver as seguintes idéias:

A teoria de que a imagem foi trazida pelos colonizadores brancos

• Por famílias que se instalaram no vale do Paraíba;

pelos bandeirantes, pois eles carregavam imagens de Maria por onde quer que passas­sem;

• pelos missionários carmelitas, franciscanos e jesuítas que passaram por aquela região;

por algum comerciante ou vendedor ambulante e ter sido quebrada em sua bagagem;

poderia fazer parte de um oratório familiar e, ao ter sido quebrado o pescoço da imagem, ter sido lançada ao rio.

A teoria de que a imagem foi lançada no rio por escravos negros

Algum escravo negro, devido ao sincretismo religioso, poderia associar a imagem à de algum orixá, especialmente aos que estão associados às águas;

poderia ter lançado a imagem nas águas como um oferecimento a algum orixá, fazendo pedidos relacionados à saúde: engravidar, gravidez de risco, proteção à criança etc;

poderia ter sido lançado nas águas para se obter riquezas ,ouro, dinheiro, pedras preciosas etc.

A teoria das lendas indígenas

Uma lenda indígena relata que eles criam na grande cobra que habitava nos rios a Cobra Norato. Durante o dia era uma terrível cobra e à noite era um jovem que dançava com as moças. Algum padre teria lançado a imagem para proteger os índios;

Outra lenda diz que, na cidade de Jacareí, apareceu uma grande cobra e alguém a enfrentou lançando a imagem da Imaculada Conceição ao rio, fazendo com que a cobra fugisse. A teoria oficial da Igreja Católica Romana

O catolicismo romano possui duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (1 Livro do Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma (Annuae Litterae Provinciae Brasilíanae, anni 1748 et 1749)6.

A narrativa diz basicamente que, no ano de 1719, os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso lançavam suas redes no Porto de José Corrêa Leite, prosseguindo até o Porto de ltaguassu. Lançando João Alves a sua rede de rastro neste porto, tirou o corpo da Senhora, sem cabeça. Lançando mais abaixo outra vez a rede, conseguiu trazer a cabeça da mesma Senhora. Não tinham até aquele momento apanhado peixe algum. A partir de então, fizeram uma copiosa pescaria que encheu as canoas de peixes. Após esse milagre, surgiram outros relacionados à imagem.

A explicação do Dr. Aníbal Pereira dos Reis

Segundo o Dr. Aníbal Pereira dos Reis ex-sacerdote, ordenado em 1949, formado em Teologia e Ciências Jurídicas pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, em seu livro A Senhora Aparecida, Edições Caminho de Damasco Ltda, SP, 1988; trata-se de uma grande armação do padre José Alves Vilela , pároco da matriz local. Segundo suas investigações, foi o padre José Alves Vilela quem colocou a imagem no rio e iniciou planejadamente a divulgação dos supostos milagres, além de estar manipulando todo tempo a imagem e divulgando seus supostos milagres.

Pequena cronologia da Imagem

1717— Pescadores apanharam no rio a Imagem da Conceição Aparecida

1745-1903 — A festa principal da Conceição Aparecida é celebrada em 08 de dezembro;

1888 — No dia 06 de novembro, a princesa Isabel visita pela segunda vez a basílica e deixa como ex-voto uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis;

1929 — Celebração dos 25 anos da Coroação de Maria em um Congresso Mariano;

1930— No dia 16 de julho, o Papa Pio XI assina o decreto, declarando Conceição Aparecida a Padroeira do Brasil;

1931 — No dia 31 de maio, a imagem de barro da Conceição Aparecida é declarada, oficialmente, na Capital Federal a Padroeira do Brasil. Getúlio Dornelles Vargas, era o presidente naquela época.

Segundo o padre Júlio J. Brusto­loni, Na Esplanada do Castelo, outra multidão aguardava a chegada da Imagem Milagrosa. No grande estrado, junto do altar da Padroeira, encontravam-se o Presidente da Re­pública, Dr. Getúlio Dornelles Vargas, Ministros de Estado, membros do Corpo Diplomático credenciados junto do nosso governo,

e outras autoridades civis, militares e eclesiásticas. O Sr. Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masella, estava ao lado do Presidente e sua família. Na Esplanada, a Imagem percorreu as diversas quadras para que o povo pudesse vê-la de perto, e, ao chegar ao altar, Dom Leme deu-a a beijar ao Presidente e sua família. Um silêncio profundo invadiu a Esplanada, quando a Imagem foi colocada no altar. Após o discurso de saudação, Dom Leme iniciou o solene ato da proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil7. Segundo relata o padre Júlio, após a cerimônia, o povo católico romano gritou: Senhora Aparecida, o Brasil é vosso! Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente. Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pá­tria! Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, o Brasil em vós confia! Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama, Salve Rainha!8

O QUE É IDOLATRIA

Vejamos algumas definições: Ídolo. S.m. 1. Estátua ou simples objeto cultuado como deus ou deusa, 2. Objeto no qual se julga habitar um espírito, e por isso venerado. 3. Fig. Pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo. Idólatra. Adj. 2 g. 1. Respeitante à, ou próprio da idolatria. 2. Que adora ídolos. 3. Idolátrico (2). * s. 2 g. 4. Pessoa que adora ídolos; Idolatrar. V t. d. 1. Prestar idolatria (1) a; amar com idolatria (1); adorar, venerar. 2. Amar com idolatria (2), com excesso, cegamente. Int. 3. adorar ídolos; praticar a idolatria (1). Idolatria. SE. 1. Culto prestado a ídolos. 2. Amor ou paixão exa­gerada, excessiva9. Idolatria- 1. Essa palavra vem do grego, eídolon, ídolo, e latreúein, adorar. Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição etc, que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos ( 10).

O culto à imagem esculpida, deuses de fundição, imagem de escultura, estátua, figura de pedra, imagens sagradas ou ídolos é idolatria e profanam a ordem divina.

Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Ex 20.4)

Não vos voltareis para os ídolos, nem fareis para vós deuses de fundição. Eu sou o Senhor vosso Deus (Lv 19.4)

Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vos­soDeus (Lv26.1)

Confundidos sejam todos os que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de ído­los inúteis... (SI 9 7.7)

Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não fa­lam, têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua gar­ganta; Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam. (SI .115.4-9 e 135.15-18)

A tua terra está cheia de ídolos, inclina­ram-se perante a obra das suas mãos, diante daquilo que fabricaram os seus dedos. Pelo que o homem será abatido, e a humanidade humilhada; não lhes perdoes! (Is 2.8-9)

... Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.11; Lc 4.8)

O principal de todos os mandamentos é: Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças (Mc .12.29-30; Mt 22.37).

Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e impor­ta que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo.4.23-24)

Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo vendo a cidade tão entregue à idolatria (At 1 7.16)

Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus (1 Co 6.10-11; Ef5.5)

Não vos façais idólatras, como alguns deles; como está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar (1 Co 10.7).

E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois santuários do Deus vivente... (2 Co 12.2)

As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus (GI 5.5)

Filhinhos, guardai-vos dos ídolos(1 Jo5.21)

* Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda mor­te (Ap 21.8)

Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira (Ap. 22.1 5). Deus proibiu ao seu povo a confecção e o culto a imagens, estátuas etc, visto que os povos pagãos atribuíam a esses artefatos de barro, madeira ou outro material corruptível, um caráter religioso. Acreditavam, além do mais, que a divindade se fazia presente por meio dessa prática. O Deus Todo-Poderoso ensinou seu povo a não cultuar imagens. Sua palavra era tão poderosa no coração do seu povo, que, embora muitos homens santos, profetas e sacerdotes, homens exemplares, com todas as virtudes para serem canonizados (os heróis da Bíblia), não foram pretextos para serem adorados ou cultuados, nem fizeram suas imagens e nem lhes prestaram culto. Deus proibiu seu povo de fabricar imagens de escultura, de fundir imagens para cultuá-las (Ex 20.23 e 34.1 7).

Algumas imagens que Deus mandou fazer não tinham por objetivo elevar a piedade de Israel e nem ser­viam de modelo para reflexão ou conduta. Eram apenas símbolos decorativos e representativos. Deus mandou fazer a Arca da Aliança; mandou fazer figuras de querubins no Tabernáculo e no Templo, entre outros utensílios (1 Rs 6.23-29; 1 Cr 22.8-1 3; 1 Rs 7.23-26) , além de outros ornamentos (1 Rs 7.23-28). Essas figuras, porém, jamais foram adoradas ou veneradas, ou vistas como objeto de culto. Se os filhos de Israel tivessem adorado, cultuado ou venerado esses objetos, sem dúvida, Deus mandaria destruí-los. Foi isso o que aconteceu com a serpente de bronze, levantada por Moisés no deserto, quando se tornou objeto de culto (2 Rs 18.4).

Quando analisamos esta questão na história da nação de Israel, o povo que recebeu os mandamentos de Deus e a preocupação dos judeus religiosos em manter-se fiéis, podemos entender que, apesar do Antigo Testamento proibir a confecção de imagens relativamente, no entanto a adoração ou culto a imagens era absolutamente proibido: Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto (Ex 20.4b).

Em algumas sinagogas do século III e até hoje encontramos pinturas de heróis da fé em seus vitrais etc, jamais, entretanto, veremos judeus orando, cultuando ou invocando Moisés, Abraão ou Ezequiel.

Não encontramos argumento algum que justifique o culto, veneração ou a fabricação de imagens no Novo Testamento.

• A Bíblia mostra que Paulo sofria por ver o povo entregue a idolatria: Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria (At 1 7.1 6).

• Paulo foi atacado pelos artífices, ourives e comerciantes de imagens: Certo ourives, por nome Demétrio, que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava não pouco lucro aos artífices. Eles os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria vem nossa prosperidade. E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que fazem com as mãos. Não somente há perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram. Ouvindo isto, encheram-se de ira, e clamaram: Grande é a Diana dos efésios! (Atos 19.24-28)

O culto aos santos só começa a partir de cem anos, aproximadamente, depois da mor­te de Jesus, com uma tímida veneração aos mártires11. A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de Deus é a invocação Sub tuum praesidium, formulada no fim do século III ou mais provavelmente no início do 1V12. Não podemos dizer que a veneração dos santos — e muito menos a da Mãe de Cristo — faça parte do patrimônio original13. Se o culto aos santos e a Maria fosse correto, João, que escreveu o último evangelho, aproximadamente no ano 100 d.C. , certamente falaria sobre o assunto e incentivaria tal prática. Ele, porém, nos adverte: Filhinhos, guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5.21). Na luta para justificar o culto às imagens, bem como seu uso nas Igrejas, os católicos apresentam a teoria da pedagogia divina.

D. Estevão Bettencourt resume assim a teoria: . . .0s cristãos foram percebendo que a proibição de fazer imagens no Antigo Testamento tinha o mesmo papel de pedagogo (condutor de crianças destinado a cumprir as suas funções e retirar-se) que a Lei de Moisés em geral tinha junto ao povo de Israel. Por isto, o uso das imagens foi-se implantando. As gerações cristãs compreenderam que, segundo o método da pedagogia divina, atualizada na Encarnação, deveriam procurar subir ao Invisível passando pelo visível que Cristo apresentou aos homens; a meditação das fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas se tornaram recursos com que o povo fiel procurou aproximarse do Filho de Deus14. Assim criaram a idéia de que, nas igrejas as imagens torna­ram-se a Bíblia dos iletrados, dos simples e das crianças, exercendo função pedagógica de grande alcance. E o que notam alguns escritores cristãos antigos: O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente (S. Gregório de Nissa, Panegírico de S. Teodoro, PG 46,73 7d). O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados (São João Damasceno,De imaginibus 1 1 7 PG 94, 1 248c)5 Levando-se em consideração que um dos objetivos da Igreja Católica Romana é ensinar a Bíblia ao povo através das imagens, especialmente aos menos alfabetizados, surge-nos algumas perguntas: Por que se faz culto a elas, se o objetivo é ensinar a Bíblia? Por que após passar dezenas de anos, com milhares de católicos alfabetizados, ainda insistem em cultuar imagem? Se realmente a imagem fosse o livro daqueles que não sabem ler, por que os católicos alfabetizados são tão devotos e apegados às imagens? Será que podemos desobedecer a Bíblia para superar uma deficiência de entendimento? Onde está a base bíblica para esta Teoria da Pedagogia Divina? Será que a encarnação do verbo poderia servir de base para se fazer imagens dos santos e cultuá-los?

A Igreja Católica Romana apresenta basicamente duas fontes para justificar o culto às imagens: a tradição e as opiniões de seus líderes. Em resumo: opinião dos homens. Citam a Bíblia quando existe alguma possibilidade de apoio às suas doutrinas. Esquecem o ensino do famoso clérigo católico romano, Padre Vieira: As palavras de Deus prega­das no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus; mas pregadas no sentido em que nos queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras do demônio16. A Palavra de Deus condena o culto às imagens.

Os argumentos do catolicismo romano a favor do culto às imagens fazem-nos lembrar de um rei na Bíblia, chamado Saul, que quis agra­dar a Deus com sua opinião, mesmo contrariando frontalmente a Palavra de Deus (1 Sm 15.1-23). O catolicismo romano, de modo semelhante, contrariando a Bíblia, entende que a imagem é o livro daqueles que não sabem ler. O rei Saul, achava que oferecer sacrifícios era melhor, mais lógico, mais correto, mais racional. Acreditava que estava prestando um grande serviço a Deus (1 Sm 15.20-21). Deus, no entanto, o reprovou, dizendo: Tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à sua palavra? Obedecer é melhor do que sacrificar, e atender melhor é do que a gordura de carneiros (1 Sm15.22). Deus proíbe terminantemente o culto a ídolos e imagens (Ex 20.1 -6; Lv 26.1; Nm 33.52; Dt.27.15; 2 Rs .21.11; Sl115.3-9; 135.15-18; 1s2.18; 41.29; Ez 8.9-12; Mt4.1 1; At 15.20; 21.25; 2 Co 6.16).

O catolicismo romano ensina o culto à imagem inventando uma teoria, contrária à Bíblia e insiste em dizer que está fazendo isso para ajudar a obra de Deus. Ainda que Saul pensas­se estar prestando um serviço a Deus, como fazem aqueles que prestam culto à imagem da Conceição Aparecida, seu ato foi uma desobediência à Palavra de Deus, e isso é considerado rebelião (1 Sm 15.21-26).A Bíblia diz: rebelião é como pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria. Por­quanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou... (1 Sm 1 5.2 3).

Prezado leitor, o culto às imagens será sempre uma abominação a Deus. E a marca e a continuidade do paganismo. Cristianismo é a fé exclusiva na obra do Senhor Jesus (Jo.3.1 6; Rm5.8; Ef2.8-9;1 Tm2.5;Tt2.11).E adoração exclusiva a Deus: .. Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.11; Lc 4.8). O principal de todos os mandamentos é Ouve, á Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças (Mc 1 2.29-3Q~ Mt 92 37). Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23-24).

ENTENDENDO A ESTRUTURA PIRAMIDAL DO CULTO DA IGREJA CATÓLICA

LATRIA - ADORAÇÃO A DEUS

HIPERDU LIA - DEVOÇÃO Á MARIA

DULIA- DEVOÇÃO AOS SANTOS E AOS ANJOS

A Dificuldade do Catolicismo Romano para justificar essa Teoria.

Se os católicos romanos se limitassem a exaltar os heróis da fé, e a propô-los como modelo a ser seguido, não haveria nenhum problema. Assim agem também os cristãos genuínos.

Infelizmente, não é isso que acontece. Por mais que o líderes católicos romanos se esforcem em suas infindáveis apologias ou explicações, elas não passam de tentativas vãs e superficiais. Exemplo dessa tentativa é a teoria de três tipos de devoção: a dulia, a hiperdulia e a latria. Perguntamos: qual a diferença que pode haver entre a dulia e a hiperdulia? Qual a diferença das duas com a latria? A verdade é que os três termos se confundem. Os dois termos (dulia e hiperdulia) podem estar envolvidos com a latria e tudo se torna uma distinção que não distingue coisa alguma. As pessoas que se prostram diante de uma imagem da Conceição Aparecida, ou de São João, ou de São Sebastião ou de Jesus sabem que estão cultuando em níveis diferentes? Para elas não seria tudo a mesma coisa?

Imagine um católico romano bem instruí­do que vai para o culto. Primeiramente ele pretende cultuar São João. Dobra então seus joelhos diante da imagem de São João e pratica a dulia. Depois, irá prestar culto a Maria, deixando, nesse momento, de praticar a dulia e passando a praticar a hiperdulia. Finalmente, com intenção de cultuar a Deus, ele começa a praticar a latria.

Não acreditamos que o povo católico ro­mano saiba diferenciar a dulia, a hiperdulia e a latria, e mesmo que soubesse diferenciá-las, dificilmente conseguiria respeitar os limites de cada uma.

Qual é a diferença?

Adoração e Veneração. Há diferença entre adorar e prestar culto? Se prostrar-se diante de um ser, dirigir-lhe orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar-lhe hinos de louvor não for adoração, fica difícil saber o que o catolicismo romano entende por adoração. Chamar isso de veneração é subestimar a inteligência humana.

Culto aos santos. Analisando essas práticas católicas à luz da Bíblia e da história, fica claro que são práticas pagãs. O papa Bonifácio IV, em 610, celebrou pela primeira vez a festa a todos os santos e substituiu o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo cristão para que as relíquias dos santos fossem ali colocadas, inclusive Maria. Dessa forma o culto aos santos e a Maria17 substituiu o culto aos deuses e as deusas do paganismo.

Maria é deusa para os católicos? Os católicos manifestam um sentimento de profunda tristeza quando afirmamos que Maria é reconhecida como deusa no catolicismo. Dizem que não estamos sendo honestos com essa declaração, mas os fatos falam por si mesmos.O livro Glórias de Maria, publicado em mais de 80 línguas, da autoria de Afonso Maria de Ligório, canoniza­do pelo Papa, atribui à Maria toda a honra e toda a glória que a Bíblia confere ao Senhor Jesus Cristo. Chama Maria de onipotente, além de mencionar outros atributos divinos:

Sois onipotente, á Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto vós quereis18. .Os pecadores só por intercessão de Maria obtém o per­dão19..., O mãe de Deus vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, a vida20. Em vós, Senhora, tendo colocado toda a minha esperança e de vós espero minha salvação, . . . Maria é toda a esperança de nossa salvação, acolhei-nos sob a vossa proteção se salvos nos quereis ver; pois só por vosso intermédio esperamos a salvação21.

Os querubins. A passagem bíblica dos querubins do propiciatório da arca da aliança (Êx 25.18-20), advogada pelos teólogos católicos romanos, não se re­veste de sustentação alguma, pois não existe na Bíblia uma passagem sequer em que um judeu esteja dirigindo suas orações aos querubins, ou depositando sua fé neles, ou lhes pagando promessas. Esse propiciatório era a figura da redenção em Cristo (Hb 9.5-9). A Bíblia condena terminantemente o uso de imagem de escultura como meio de cultuar a Deus (Êx 20.4, 5; Dt 5.8,

9). O culto aos santos e a adoração à Maria, à luz da Bíblia, não apresentam o catolicismo romano como religião cristã, mas como idolatria (1 Jo 5.21). Jesus disse:

Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (M t 4.10). O anjo disse a João: Adora somente a Deus (Ap .19.10; 22.9). Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At.10.25,26).

Embora a Igreja Católica Apostólica Romana tenha declarado que a imagem de barro da Conceição Aparecida seja a Padroeira e Senhora da República Federativa do Brasil, consagrando o dia 12 de outubro a esse culto estranho às Escrituras Sagradas, os cristãos evangélicos, alicerçados na autoridade da Bíblia Sagra­da, declaram como Paulo: E toda língua confesse que JESUS CRISTO E O SENHOR, para glória de Deus Pai(Fl 2.11).


Notas:

1 Aparecida, Capital Mariana do Brasil. Autor Professor. Oswaldo Carvalho Freitas, Editora: Santuário. Aparecida-SP p.85.

2 História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Autor: Júlio j.

Brustoloni, Editora: Santuário. Aparecida-SP p. 20

3 Mesmo livro citado, p. 20-21 — nota de rodapé 5.

4 Mesmo livro citado, p. 21 — nota de rodapé 6.

5 Mesmo livro citado, p. 21-22.

6 Mesmo livro citado, p. 43.

7 Mesmo livro citado, p. 346.

8 ldem — p. 347.

9 Dicionário Aurélio de Holanda Ferreira.

10 Enciclopédia de Norman Champlin e Paulo-SP. Vol 3, p. 206.

11 O Culto a Maria Hoje. Autores: Vários. Sob a direção de Wolfgang Beinert. Editora: Paulinas. São Paulo-SP p.33.

12 O mesmo livro citado. p. 33.

13 O mesmo livro citado. p. 33.

14 Diálogo Ecumênico. Autor: Estevão Bettencourt . Editora: Lúmen Caristi. Rio de Janeiro-Ri. p. 231.

15 Mesmo livro citado, p. 232.

16 Sermões. Autor: Padre Antonio Vieira. Editora: Lello & Irmãos. Porto —Portugal.

1 7 Atlas Histórico do Cristianismo. Autora: Andréa Dué. Editoras: Santuário / Vozes. São Paulo-SP p.72.

18 Glórias de Maria. Autor: Afonso Maria de Ligório. Editora: Santuário. Aparecida-SP p. 100

19 Mesmo livro citado, p.76.

20 Mesmo livro citado, p.2’7.

21 Mesmo livro citado, p.l47.

Fonte: Revista Defesa da Fé

Retirado do site:http://www.cacp.org.br/

Idolatria disfarçada

Os católicos sempre encontraram uma maneira de se livrar da acusação de serem idólatras. Quando pressionados com textos bíblicos sobre seu modo de culto prestado a Deus, aos santos, às imagens, às relíquias, à eucaristia e à Maria, prontamente respondem que não levamos em conta a cuidadosa distinção de culto feita pela Igreja Católica para não incorrer neste pecado.

Os eruditos católicos precisam fazer esta distinção, pois, sem ela, não poderiam escudar-se quando pressionados com a acusação de idolatria. Com esta nuança de palavras, sentem-se livres para prosseguir com seus sofismas teológicos. Diante das severas advertências bíblicas, foi necessário fabricar-se uma tríplice distinção entre o que eles classificam “latria”, que seria o grau mais alto de adoração, “hiperdulia”, um grau abaixo daquele (tido como veneração a Maria) e superior à “dulia”, também veneração, mas prestada aos santos e aos objetos relacionados a tais santos, como, por exemplo, as imagens.

Os católicos dizem que prestam unicamente o culto de “latria” a Deus e o culto de “dulia” aos santos, sem incorrerem no risco de confundi-los. Contudo, esta “cuidadosa” diferença desaparece na prática. Vejamos, mais à frente, como ela tende a se confundir no desenrolar do culto que o devoto católico presta.

O papa Gregório estava errado quando disse que “as imagens são os livros dos ignorantes”. A bem da verdade, as imagens são mais eficazes para cegar os olhos espirituais destas pessoas e, conseqüentemente, deixá-las mais ignorantes ainda, do que para tirá-las desta condição.

Quando a imagem de algum “santo” cai no chão e quebra, o devoto não diz apenas que a imagem se quebrou, mas afirma ter quebrado o próprio santo, seja ele Antônio, Benedito, Jorge, José, entre outros, repetindo assim o episódio de Labão, que acusou Jacó de roubar não só suas imagens, mas seus “deuses” (Gn 31.30).

Imagine um católico fazendo a oração que segue, curta e fervorosa, diante do quadro da sagrada família — Jesus, Maria e José.

Meu Jesus, misericórdia.
Doce coração de Maria, sede a minha salvação.
Jesus, Maria, José eu vos dou meu coração e minha alma.
Jesus, Maria, José assisti-me na última agonia.
Jesus, Maria, José, expire a minha alma entre vós em paz.
Amém.

Perguntamos: Qual é o católico que consegue fazer a distinção entre “latria”, “dulia” e “hiperdulia” quando se prostra para rezar fervorosamente perante os três personagens do quadro? Como bem expressou a pesquisadora de religiões, Mary Schultze: “a mão-de-obra é grande demais!”

Como quase todas as invenções doutrinárias do catolicismo através dos séculos têm seu embrião no paganismo, esta suposta distinção entre um culto e outro não é uma exceção. Os pagãos rodeados por seus muitos deuses e intercessores fizeram uma hierarquia de culto para eles, distinguindo entre divindades maiores e divindades menores. A Roma papal, cópia fiel do paganismo, também procedeu do mesmo jeito. Isto nos traz à memória um texto bíblico em que aparece uma situação análoga: “Assim estas nações temiam ao SENHOR e serviam as suas imagens de escultura; também seus filhos, e os filhos de seus filhos, como fizeram seus pais, assim fazem eles até o dia de hoje” (2Rs 17.41; grifo do autor).

O correto uso dos vocábulos da Bíblia

Os termos gregos dulia e latria não têm nenhuma semelhança com a definição que lhes dá o catolicismo. Podemos desmontar este arcabouço doutrinário levantado pela teologia romanista simplesmente recorrendo ao original grego do Novo Testamento.

Dulia: é derivado do verbo grego douléuo, cujo equivalente é “servir”, “ser escravo”, “subserviente”. Este verbo é usado para expressar o nosso dever de servir a Deus, e aparece em passagens como:

Mateus 6.24

“Ninguém pode servir (douleuein) a dois senhores...”

Atos 20.19

“Servindo (douleuôn) ao Senhor com toda a humildade...”

Romanos 12.11 (V. tb. 14.18)

“Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo (douleuontes) ao Senhor”

Latria: o termo aparece nas escrituras gregas cristãs como adoração como culto, ritos, cerimônias, serviços exteriores. Vejamos alguns exemplos de seu uso:

João 16.2

“Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço (latreian) a Deus”.

Romanos 9.4 (V. tb.12.1)

“Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto (latreia), e as promessas”

Hebreus 9.6 (V. tb. 9.1)

“Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços (latreias)”

A palavra comumente usada na Bíblia Sagrada para adoração é proskyneo, cujo significado, entre outros, é prostrar-se e adorar, e não latreia. Vejamos:

Mateus 4.10

“Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás (proskunêseis), e só a ele servirás (latreuseis)”

Tanto o culto de latria quanto o de dulia devem ser prestados somente a Deus, e a mais ninguém. Somente diante de Deus devemos nos prostrar e somente a Ele devemos servir. Portanto, servir a alguém em sentido religioso que não seja o próprio Deus é declaradamente idolatria, e foi essa a censura do apóstolo Paulo quando escreveu aos gálatas reprovando a vida idólatra que outrora levavam.

“Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses” (Gl 4.8).

No original grego aparece a palavra dulia. Era justamente este o tipo de culto que os gálatas prestavam aos seus deuses, mas nem por isso Paulo os poupou de serem chamados de idólatras.

Aos tessalonicenses, o apóstolo diz o seguinte: “Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro” (1Ts 1.9).

Diante disso, entendemos que o culto de dulia deve ser prestado com exclusividade a Deus, ficando claro que o apóstolo, ao usar o termo dulia, condena esta superstição com a mesma força com que a condenaria com o termo latria” (Institutas, livro I, cap. 12).

O que é hiperdulia?

A definição do dicionarista para o prefixo hiper é: “posição superior; além; excesso”. Será que com o culto de hiperdulia os católicos não estariam cultuando a Maria acima e além de Deus e, conseqüentemente, transformando-a em um ídolo? As Escrituras nunca registram uma hiperdulia para Deus, mas apenas a dulia, já os católicos querem prestar a Maria um culto ou serviço superior ao que é prestado ao próprio Deus, ou seja, uma hiperdulia!

Para que nenhum católico diga que estamos jogando com as palavras para acusá-lo falsamente, vejamos o que afirma o livreto intitulado “Com Maria rumo ao novo milênio”, da editora Paulus:

“Houve um tempo em que os católicos veneravam demais os santos. Esqueceram-se um pouco de Jesus. Ele até parecia um santo ao lado dos outros...” (p. 13; grifo do autor).

Evidências disso são os títulos “santóides” conferidos a Jesus, tais como: “São Bom Jesus dos Milagres” e “Senhor Jesus do Bonfim”, entre outros.

Se isto não for idolatria, então não sabemos mais o que poderia ser!

Todavia, os fatos falam por si só. E a questão em pauta envolve fatos, e não nomes. Alguém já disse que “contra fatos não há argumentos”. Não adianta querer esconder a situação espiritual em que os católicos se encontram com sutilezas e supostas distinções de palavras. Suas práticas constituem-se em atos de adoração explícita, ou seja, quando um católico se prostra diante de uma imagem de Maria e lhe faz pedidos, isto é idolatria.

Onde está a diferença da qualidade do culto que prestam a Deus, aos santos ou a Maria e suas imagens? Ela desaparece por completo no desenrolar da adoração do fiel.

Por tudo isso é que não podemos aceitar a sutileza usada pelos teólogos católicos para diferenciar os tipos de culto que prestam em seus “arraiais”.

Oremos para que o Espírito Santo conceda-lhes oportunidades de reconhecer, em tempo oportuno, aquele que é o único digno de adoração. De verdadeira adoração!



Por Paulo Cristiano da Silva

Retirado do site: www.icp.com.br