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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

EXPRESSANDO A NOSSA CONFESSIONALIDADE.


A DOUTRINA DA SALVAÇÃO NO PRESBITERIANISMO[1]
Professor: João Ricardo Ferreira de França.
Introdução:
É deveras curioso vir a uma conferência como esta e falar sobre este assunto. Qualquer pessoa que se insere dentro do sistema presbiteriano consegue nitidamente perceber que de fato há uma forma distinta de se abordar a questão da salvação.
Mas é também notório o desconhecimento de muitos desta percepção singular que oferece o Presbiterianismo. Falar sobre a doutrina da Salvação para os presbiterianos é ter dois pensamentos: Primeiro edificar a Igreja naquilo que ela já crê a respeito do plano redentivo de Deus para o homem; e o segundo pensamento seria, ensinar as doutrinas fundamentais que os presbiterianos sempre acreditaram, mas que tem sido desconhecido entre os próprios presbiterianos; e sinceramente, sempre o segundo pensamento é que tem predominado.
Em qual destes pensamentos esta Igreja deveria se encaixar? Este é o nosso primeiro desafio. O segundo desafio é a vastidão deste assunto: O assunto concernente a salvação poderia ser abordado sob os seguintes tópicos da teologia: A visão pactual – onde Deus progressivamente se revela como redentor do seu povo estabelecendo um pacto com o homem; a segunda maneira de abordarmos poderia ser estudando aspectos específicos ou temas específicos da teologia sistemática – como regeneração, santificação, conversão, a fé redentora e o papel do Espírito na conversão de pecadores; mas, penso que o que se enquadra adequadamente para os nossos propósitos – e para o tema desta aula – a abordagem dos cinco pontos do calvinismo.
Talvez alguns de vocês não tenham conhecimento disto, mas a nossa Igreja é Calvinista quanto a questão da salvação. Mas o que é o calvinismo?
O calvinismo é um ponto de vista universal, derivado de uma clara visão de Deus como o Criador e Rei do mundo inteiro. O calvinismo é a tentativa coerente de reconhecer o Criador como o Senhor, Aquele que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade. O calvinismo é uma maneira teocêntrica de pensar acerca da vida, sob a direção e controle da própria Palavra de Deus. Em outras palavras, o calvinismo é a teologia da Bíblia vista da perspectiva da Bíblia — a visão teocêntrica que vê o Criador como a origem, o meio e o fim de tudo quanto existe, tanto no âmbito da natureza quanto no âmbito da graça. O calvinismo, assim sendo, reflete o teísmo (a crença em Deus como o fundamento de todas as coisas), reflete a religião (a dependência a Deus como o doador de todas as coisas), e reflete a posição evangélica (a confiança em Deus através de Cristo, para todas as coisas), tudo na sua forma mais pura e mais altamente desenvolvida. O cal­vinismo é uma filosofia unificada da história, que encara a inteira diversidade de processos e eventos que têm lugar no mundo de Deus, como nada mais e nada menos do que a concretização de Seu grandioso plano preordenado, visando Suas criaturas e Sua Igreja. Os cinco pontos asseveram precisamente que Deus é sobe­rano quando salva o indivíduo; mas o calvinismo, como tal, preocupa-se com assertivas muito mais am­plas, acerca do fato que Deus é soberano em tudo (PACKER, 1992, Pg. 6).

Esta é a verdaeira visão do calvinismo expresso no Presbiterianismo. Diante disso iremos agora discorrer sobre os cinco pontos do calvinismo. Antes de tudo precisamos situar cada um de vocês no devido contexto histórico da problemática sobre Calvinismo e Arminianismo.
Na Holanda do século XVI houve um homem chamado de Jacob Armínio que questionara os ensinos das Igrejas presbiterianas (conhecidas como reformadas) quanto a questão da salvação do pecador. Ao morrer Armínio deixou um grupo de discípulos que ficaram conhecidos como os Remonstrance – este grupo elaborou cinco artigos de fé para derrubar as confissões presbiterianas na época – Confissão de fé Belga e Catecismo de Heidelberg – então, na Cidade de Dort é convocado,nos anos de 1618-1619, um Sínodo para resolver a questão soteriológica.
Os teólogos calvinistas constituídos de 84 renomados eruditos reformados reuniram-se na cidade de Dort, na Holanda, após sete meses de discussões em 154 seções. Colocaram-se contra a Remonstrance e suas proposições: Livre-arbitrio, eleição condicional, expiação universal, vocação resistível e perca da salvação. Estes pontos da Remonstrance ficaram conhecidos como os cinco pontos do arminianismo.
Os teólogos de Dort formularam as suas respostas ao arminianismo e formularam os cinco pontos do calvinismo, uma homenagem ao grande teólogo do Presbiterianismo João Calvino. Um século depois nos anos 1643-1649 a Confissão de Fé de Westminster é redigida re-confirmando e aceitando, como bíblico, os cinco pontos do calvinismo.
I – A DEPRAVAÇÃO TOTAL DO HOMEM.
Este é o primeiro ponto do Calvinismo no qual se entende que homem depois da queda em pecado conforme vemos em Gênesis 3. Ele se tornou indisposto e incapaz na prática de todo e qualquer bem que o acompanhe, é exatamente isto que nos ensina a nossa Confissão de Fé de Westminster no capítulo 9 seção 3:
O homem, com a sua queda num estado de pecado, perdeu totalmente a capacidade da vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação; de tal maneira que o homem natural, tornando-se totalmente indisposto no tocante àquele bem, e morto em pecado, não é capaz, por sua própria força, de converte-se nem ainda preparar-se para isto.

Este ensino reflete o que a Bíblia nos ensina em Romanos 3.10-18 onde o Apóstolo Paulo inspirado pelo Espírito Santo nos diz:

10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer, 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; 12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. 13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, 14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; 15 são os seus pés velozes para derramar sangue, 16 nos seus caminhos, há destruição e miséria; 17 desconheceram o caminho da paz. 18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.

Em outro texto lemos que o homem é morto espiritualmente falando conforme Efésios 2.1,5: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, -- pela graça sois salvos,”. Isto tem implicações significativas na vida da Igreja Presbiterina de forma específica. A primeira delas é a prática do apelo após os sermões; é comum em nossa época ouvirmos pregadores que depois do sermão costumam chamar os pecadores arrependidos a virem até a frente e confessar a Cristo.
Tal posição nega taxativamente que o homem é totalmente depravado em seus pecados, nega que ele está morto e que não pode fazer nada em favor de sua alma. E que a sua vontade está corrompida e que não pode querer o evangelho apresentado por Cristo.
A segunda implicação deste ensino é que não há amigos do evangelho; muitos crentes convidam os descrentes a virem para a igreja, mas ao apresentá-los dizem: “alí está um homem ou mulher que não é crente, mas é amigo do evangelho”; este não é uma pressuposição bíblica – o homem está em rebeldia contra Deus! Este é o ensino claro das Escrituras. Então, quem é presbiteriano não prática o sistema de apelo e nem diz que pecadores impenitentes são amigos do evangelho de Cristo.
II – ELEIÇÃO INCONDICIONAL
Este também é um dos pontos do calvinismo e do sistema de salvação presbiteriano; este assunto é pertubador para muitos crentes. Este aspecto é conhecido como sendo a doutrina da predestinação. Ou seja, os presbiterianos acreditam, ensinam e defendem a PREDESTINAÇÃO.
No Presbiterianismo não há lugar para o acaso ou sorte, ou mesmo para o livre-arbítrio do homem. Não há espaço para o fatalismo ou determinismo fatalista; há no presbiterianos um determinismo bíblico, teocêntico onde Deus deterimina tudo o que há de acontecer neste mundo.
O catecismo Maior de Westminster na pregunta 12 define decreto (predestinação) nos seguintes termos:
“Os decretos de Deus são so seus atos sábios, livres e santos do conselho de sua vontade, pelos quais , desde toda a eternidade, Ele para a sua própria glória, imutalvelmente predestinou tudo o que acontece, especialmente com referência aos anjos e aos homens”
A nossa Confissão de Fé de Westminster tratando da providência no capítulo 5 seção 1 nos ensina:
Pela sua mui sábia providência, seundo a sua infalível presciência e o livre e imútável conselho de sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações de todas as coisas, desde a maior até a menor]

Deus decreta todas as coisas conforme lhe apraz é a sua vontade que decreta tudo. Ou seja, a salvação é realmente de Deus conforme nos ensina Jonas 2.8 “porque a Salvação é do Senhor”.A doutrina da eleição incondicional é o contra-ponto do sistema que acredita que Deus espera uma decisão do livre-arbítrio do homem para poder salvá-lo.
No presbiterinismo a salvação é planejada por Deus desde toda a eterinidade. Isto é lógico, pois, se o homem está morto em pecado o que ele precisa para sair da situação na qual se encontra. Alguém disse:
O criador deve intervir misericordiosamente para salvar esses rebeldes, mesmo quando eles escorregam alegremente para a cova. Desde a eternidade, Deus desejou, decidiu, planejou, pretendeu e escolheu salvar alguns pecadores...Eleger é escolher, e eleição é, portanto, a escolha de Deus de quem será salvo. Se Deus não tivesse escolhido salvar alguns e não fizesse o que era necessário para salvá-los, ninguém seria salvo. (WRITH, 1998, p.129)

A Escritura é clara sobre a doutrina da eleição conforme lemos em João 15.16: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.”
Outro texto é Atos 13.48: “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.” Quem creu na mensagem pregada por Paulo? Os que haviam sido predestinados para a vida eterna. Mas um texto forte em favor da eleição e reprovação divinas é Romanos 9:11-15:
1 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), 12 já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço. 13 Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú. 14 Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! 15 Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.

III – EXPIAÇÃO LIMITADA OU SACRIFÍCIO PARTICULAR.

O que temos visto até o presente momento nos indica a seqüência lógica da soteriologia do Presbiterianismo histórico; um vez que o homem está morte em delitos e pecados, sendo totalmente depravado, Deus antes que fossem lançado os fundamentos do universo decidiu escolher que ele salvaria da massa humana caída no pecado; isto leva-nos para o questionamento: Então, Jesus Cristo não morreu para salvar cada pessoa deste mundo?
Nas igrejas evangélicas de nosso tempo predomina um ensinamento de que Cristo na cruz do calvário morreu para salvar toda a humanidade indiscriminadamente. Ou seja, a salvação segundo estes ensino estende-se a todos os homens de forma que a morte na Cruz tem efeito eficaz sobre todos os homens.
Mas, o ensino bíblico não é este. A Bíblia ensina que Jesus Cristo morreu para salvar apenas os eleitos de Deus, pois, apenas estes são os que hão de ser certamente salvos. A nossa confissão de fé nos declara isso:
Visto que Deus designou os eleitos para a glória assim ele, pelo seu eterno e mui livre propósito de sua vontade, preordenou todos os meios para se alcançar este propósito. Por conseguinte, aqueles que são eleitos, achando-se caídos em Adão, são redimidos por Cristo; ...nenhum outro é redimido, eficazmente chamado, justificado, adotado, santificado e salvo por Cristo, senão unicamente os eleitos (WESTMINSTER, cap. 3. seção: 6).

A Igreja Presbiteriana defende e crer que Deus enviou a Jesus Cristo para morrer unicamente pelos eleitos de Deus. Este é o ensino claro da Bíblia. Qual foi o propósito da morte de Cristo?
A) Salvar um grupo específico:

Mt.1.21 – “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” Tito 2.14 – “qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.” Cristo veio a este mundo com o objetivo de salvar os pecadores; e sabemos, que este objetivo foi alcançado Rm.5.8-10: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;” Efésios 2.15-16: “aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, 16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.”

B) Cristo se sacrificou por este grupo específico: Efésios 5.25-26: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra,”

Diante disso levanta-se uma pergunta: estão todos homens inseridos nestes textos que lemos nas Escrituras? Todos os homens tem os dons apresentados nestas passagens concernete a salvação de pecadores?
A partir de todas essas evidências, o ensino da Bíblia é claro: o propósito da vinda de Cristo foi (e realmente cumpre tal propósito) trazer perdão ao homem, no tempo presente, e glória no porvir. Por tanto se Cristo morreu por todos os homens, então 1) Todos os homens estão agora livres do pecado, 2) e estão perdoados e serão glorificados, ou: 3) Cristo falhou em Seu propósito (OWEN, 1996, p.18).

Esta é a conseqüência lógica se advogarmos que Cristo morreu para salvar toda a raça humana na cruz do calvário. John Owen levanta uma objeção significativa para a crença em uma expiação universal:
Colocamos o assunto da seguinte maneira: Cristo sofreu 1) Pelo pecado de todos os homens, ou 2) pelos pecados de alguns homens, ou 3) por alguns pecados de todos os homens. Se a última afirmativa é verdadeira, então todos os homens ainda tem alguns pecados, e, portanto, ninguém pode ser redimido. Se a primeira afirmativa é verdadeira, então por que não estão todos os homens livres do pecado? Você poderá dizer: “por causa da incredulidade deles”. Mas eu pergunto: “A incredulidade é um pecado”? Se não é, então por que todos os homens são punidos por causa dela? Se é um pecado, então deve estar incluída entre os pecados pelos quais Cristo morreu. Portanto, a primeira afirmativa não pode ser verdadeira! Assim, é claro que a única possibilidade restante é que Cristo levou sobre si todos os pecados de alguns homens, os eleitos, somente. Creio que este é o ensino da Bíblia. (OWEN, 1996, p.20-21).

IV – GRAÇA IRRESISTÍVEL OU VOCAÇÃO EFICAZ.

No Presbiterianismo histórico no que respeita a salvação entende-se que se Cristo morreu apenas pelos eleitos de Deus, segue-se que apenas estes serão salvos, chamados e atraídos pelo Espírito Santo e pela graça de Deus no Evangelho.
A Confissão de Fé da nossa Igreja Presbiteriana diz:
Todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e só esses, é ele servido, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente pela sua palavra e pelo seu Espírito; tirando-os por Jesus Cristo daquele estado de pecado e morte em que estão por natureza, e transportando-os para a graça e salvação. Isto ele o faz, iluminando os seus entendimentos espiritualmente a fim de compreenderem as coisas de Deus para a salvação, tirando-lhes os corações de pedra e dando-lhes corações de carne, renovando as suas vontades e determinando-as pela sua onipotência para aquilo que é bom e atraindo-os eficazmente a Jesus Cristo, mas de maneira que eles vêm mui livremente, sendo para isso dispostos pela sua graça ( WESTMINSTER, Cap.10, seção 1)
A doutrina enunciada no sistema presbiteriano de redenção é que os homens uma vez alvos da morte expiatória de Cristo são alvos da graça irresistível de Deus pela sua Palavra e Espírito.
O termo graça irresistível é ambíguo. Os calvinistas todos crêem que os homens podem resistir à graça de Deus, e o fazem. A pergunta é: ‘pode a graça da regeneração falhar em cumprir seu propósito?’ Lembre-se que as pessoas espiritualmente mortas são ainda biologicamente vivas. Elas ainda têm uma vontade que não é inclinada para Deus. Elas farão tudo ao seu alcance para resistir à graça de Deus.(SPROUL,2002, p.86)

O homem sendo incapaz de vir por suas próprias forças a Cristo Deus, em sua graça, traz o homem até Cristo (João. 6.44). Note o verbo “trazer” no texto bíblico. “e`lku,sh” no grego tem o sentido de arrastar. Este mesmo verbo aparece em passagens que indica o emprego de força persuasiva como Tiago 2.6. Então, não significa um convite para se ir para a cadeia, mas é um arrastar para lá. Logo a vocação é a ação de Deus em trazer o pecador a Cristo.
Paulo fala desta mesma forma em Efésios 1.19: “E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder,” o coração dos pecadores são abertos pelo poder de Deus (Atos.16.14). As ovelhas de Cristo ouvem a sua voz e o segue (João 10.26-28) .
Sproul falando sobre João 6.44 diz que o “significado das palavras de Jesus é claro. Nenhum ser humano tem a possibilidade de poder vir a Cristo a menos que aconteça alguma coisa que torne possível que ele venha”(SPROUL, 2002,p.50) , esta condição é concedida pelo Pai apenas aos eleitos de Deus (João 6.65). É o Pai quem leva os pecadores até Cristo. Este é o ensino da Bíblia.
V – A PERSEVERANÇA DOS SANTOS.
O último ponto do Calvinismo e consequentemente do Presbiterianismo é que a salvação ela é eterna, uma vez que os homens estavam mergulhados no pecado, e Deus em sua graça os elegeu para serem alvos da redenção trazida por Cristo, sendo estes no tempo propício chamados eficazmente para a comunhão com Deus e com Cristo Pelo Espírito Santo; então, agora eles são preservados de cair total e finalmente da graça de Deus.
Neste aspecto a nossa Confissão de Fé ensina o seguinte: “Os que Deus aceitou em seu Filho amado, que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair do estado da graça nem total, nem finalmente; mas, com toda certeza hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos” (WESTMINSTER, Cap.17, seção 1)
A certeza da salvação é algo peculiar ao Presbiterianismo pois somos ensinados pela Escritura que a salvação é dom da graça de Deus (Ef.2.8). Os que não acreditam na segurança da salvação aceitam a noção de que a salvação pode ser perdida. Mas a doutrina da perseverança e segurança da salvação é assegurada pela Palavra de Deus em diversas passagens, vejamos algumas:
Philippians 1:6 6 Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.
John 10:27-29 27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. 28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. 29 Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.
1 Peter 1:3-5 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4 para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros 5 que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.
Hebrews 10:14 4 Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.
Romans 8:33-39 33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. 35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? 36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. 37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, 39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Conclusão: A Escritura é o nosso único fundamento, precisamos ressoar estas verdades mais uma vez em nossos púlpitos, pois, há uma necessidade de resgatarmos as bases sólidas de uma verdadeira doutrina da redenção; os motivos da salvação devem ser teocêntricos e não antropocêntricos .
Estas verdades redentoras devem nos conduzir à proclamação do evangelho de Cristo e gerar em nós amor pela almas perdidas que carecem ouvir a mensagem de redenção; temos consciência de que os homens estão mergulhados no pecado e que Deus planejou a salvação de uma multidão de eleitos que o número é como a areia do mar, mas também temos a ciência que o sucesso de nossa evangelização está no fato de que Cristo morreu por pessoas especificas, e que não é nosso argumento, teatro ou coisa afins que irá atrair os pecadores até Cristo, mas apenas Deus com a sua Palavra e seu Espírito. E uma vez o homem encontrado em Cristo ele está preservado e guardado no amor de Deus.



BIBLIOGRAFIA.
ANGLADA, Paulo, Calvinismo – As antigas Doutrinas da Graça. São Paulo: Editora os Puritanos, 2000.
KUIPER, R.B. Evangelização Teocêntrica. Tradutor: Odayr Olivetti . São Paulo: PES, 1974.
KUYPER, Abraham. Calvinismo. Tradutor: Ricardo Gouveia e Paulo Arantes. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
MACEDO, Aproniano Wilson de. Teologia de Missões. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.
MURRAY, Iain H. Spurgeon versus Hipercalvinismo – A Batalha pela Pregação do Evangelho.São Paulo: PES.
OWEN, John. Por quem Cristo Morreu. Tradutora: Sylvia E. de Oliveira, São Paulo: PES, 1996.
PACKER, J.I..O “Antigo” Evangelho, São Paulo: Fiel, 1992.
PLANTINGA JR. Cornelius. Não era para ser assim – Um resumo da dinâmica e natureza do pecado, Tradutor: Wadislau Martins Gomes., São Paulo: Cultura Cristã, 1998.
SPROUL, R.C. Eleitos de Deus – o Retrato de um Deus amoroso que providencia salvação para os seres humanos caídos, Tradutor: Gilberto Carvalho Cury, São Paulo: Cultura Cristã, 2002.
SPURGEON, Charles Handdon. Livre-Arbítrio - um escravo, São Paulo: PES.
WRIGHT, R.K. Mc Gregor. A Soberania Banida – Redenção para a Cultura pós-moderna, Tradutor:Héber Carlos de Campos., São Paulo: Cultura Cristã, 1998.


[1] Palestra proferida na 2aConferência Reformada na Igreja Presbiteriana em Ouro Preto – Olinda – PE. Tema Geral: Presbiterianismo – Doutrina e Identidade.Data desta Palestra: 19/10/2009.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

EXPRESSANDO NOSSA CONFESSIONALIDADE



IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL.
ESTUDOS NA CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER.
CAPÍTULO 21 – DO CULTO E DO DIA DO SENHOR.
Prof. João Ricardo Ferreira de França.
Seção 6: "Agora, sob o evangelho, nem a oração, nem qualquer outra parte do culto religioso se restringe ou se faz mais aceitável a um certo lugar em que se ofereça ou para o qual se dirija; mas Deus deve ser adorado em todo lugar em espírito e em verdade; tanto em família, diariamente e em secreto, estando cada um sozinho; como também mais solenemente, em assembleias públicas, que não devem ser descuidadas nem voluntariamente negligenciadas ou esquecidas, quando Deus, por meio de sua Palavra ou por sua providência proporcione ocasião."
Ensinos claros desta seção:
1. Não existe um local sacro para a adoração Pública:
2. A adoração a Deus envolve a vida.
3. O culto solene deve ser observado.
Exposição: A nossa aula de hoje visa esclarecer alguns pontos cruciais a respeito do culto cristão, muitos não se percebem a questão da temporalidade e localidade da adoração; o tempo do culto deve ser sempre levado em consideração, por hora não entraremos nesta questão, mas dedicaremos atenção ao segundo aspecto da localidade da adoração. Existe muita falta de compreensão sobre isso, alguns dizem que há um lugar específico – falando de espaço físico – dedicado à adoração; outros, advogam que se a nossa vida é uma adoração, então, devemos fazer tudo o que der na cabeça no culto. Outros, negligenciam o culto solene com a desculpa que podem adorar a Deus em qualquer lugar. Vejamos o que esta seção nos ensina:
I – NÃO EXISTE UM LOCAL SACRO PARA A DORAÇÃO PÚBLICA NA DISPENSAÇÃO DO EVANGELHO.
A CFW nos ensina claramente que na nova administração pactual – chamada de evangelho ou Novo Testamento – nenhuma parte do culto religioso ( os elementos do culto ) não estão limitados ao espaço geográfico. Isto é um contra ponto estabelecido pelos autores da CFW em ralação ao Antigo Testamento ( onde o culto estava restringido ao Templo) que estabelecida a verdadeira adoração no Templo de Jerusalém. Cristo quebra tal concepção quando ensina que adoração não está limitada (João 4.21-24). Três proposições são fundamentais neste texto:
O culto não se limita a espaço físico.
Os verdadeiros adoradores são aqueles que o Pai chama.( em qualquer lugar)
Que o verdadeiro culto transcende porque é espiritual e fundamentado na verdade
II - A ADORAÇÃO A DEUS ENVOLVE A VIDA.
Outro aspecto bastante claro nesta seção e bastante negligenciado em nossos dias é a questão de que o culto envolve a vida; os que são contrários ao "principio regulador do culto" ( que ensina que o que deve ser realizado no culto deve ser ordenado pela palavra [confira o cap. 1 da CFW seção 6,8]. Dizem que tudo na vida é culto (o que nós não negamos) e assim, decidem trazer para o culto solene – a asssembleia pública – aquilo que não é ordenado pela Palavra (corais, coreografia, danças, palmas), isto porque em suas casas eles dançam, batem palmas em suas devocionais religiosas. E se posso adorar a Deus em qualquer lugar, dizem os que são contrários ao principio regulador, não há necessidade de ir ao culto solene!
Alguns aspectos precisam ser esclarecidos aqui. A CFW reconhece que a vida é para a glorificação a Deus, este principio já fora estabelecido na primeira pergunta do Catecismo Maior de Westminster – Qual o fim supremo e principal do homem? Glorificar a Deus e goza-lo plena e eternamente. – então, o ensino aqui deve ser avaliado à luz daquela pergunta. Assim podemos esboçar adequadamente esta questão:
2.1- Deus deve ser adorado em todo lugar: Este é o principio geral que governa as nossas vidas, este deve ser o alvo (propósito) de todo homem conforme aprendemos em Malaquias 1.11 e 1 Timóteo. 2.8 algumas verdades são aprendidas destes dois textos:
A soberania de Deus requer que ele seja objeto de adoração:
E que não importa o lugar onde o homem esteja ele deverá invocar a Deus por meio da oração.
2.2 – Deus deve ser adorado espiritualmente e segundo a sua palavra: Este é o segundo ensino que podemos observa, esta adoração da vida deve também ser espiritual conforme já vimos acima; é um erro pensar que a adoração é mais espiritual quando se está limitado a um local especifico para aquela finalidade, a adoração não está limitada a quatro paredes. Então onde e quando devemos adorar? Esta seção nos diz:
a) em família: O culto familiar tem sido negligenciado em nossos dias, e por isso, temos uma igreja fraca, capenga, se solidez na Palavra – nossos filhos são abandonados espiritualmente falando; nós não nos importamos com a alma deles, então, deixamos que a convivência na Igreja se encarregue de fazer o que é de nossa responsabilidade, o culto familiar consta:
1º de Ensino da Palavra aos nossos filhos – Dt.6.6-7 – note que não se limita ao ensino verbal, mas também ao ensino prático: "andando, na hora de dormir, nas praças"
2º de oração em favor dos filhos – Jó 1.5 – note que o papel do pai é deveras importante na educação do filho – "santificava-os" observe o que Paulo diz em 1 Coríntios 7.14 "os filhos são santos" ou "santificados na representatividade pactual dos pais", por isso, devemos reservar este precioso tempo em família. O casal deve orar juntos em família conforme temos e 1 Ped.3.7
b) diariamente: Todos os dias deve ser visto como um dia de culto a Deus – viver para a sua glória (Mt.6.11- a devoção diária em solicitar o sustento para as nossas vidas é um culto diário a Deus).
c) em secreto: A confissão reconhecer o culto secreto ou adoração particular sozinha. Este aspecto é demonstrado no ensino de Cristo em Mt.6.6; isto não é porque o diabo vai saber ou outra coisa, segundo o contexto da passagem é para que não haja vanglória; um culto deve produzir em nós humildade
III - O CULTO SOLENE DEVE SER OBSERVADO.
A CFW reconhece que a convocação solene deve ser observada. Ele chama-se solene porque nele encontra-se todos os elementos do culto – leitura da Palavra, pregação, oração, salmos de louvor a Deus, sacramentos, e ofertório. Este culto solene não pode ser negligenciado ou voluntariamente esquecido. Por quê?
1. O culto solene envolve uma relação pactual: Este é um ensino claro das Escrituras e o selo pactual do culto é o shabbath – dia do Senhor – o descanso onde o povo da aliança ser reuni diante de Deus (Is.56.6,7)
2. A Negligência ao culto solene revela rebeldia: O ensino claro da Bíblia diz que devemos estar sempre no congregando; isto faz bem à nossa alma e a nossa fé (Hb.10.25).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Razões Pelas Quais Um Cristão Não Deve Ser Um Maçon!!!



1)A Maçonaria nega a Inspiração Divina das Escrituras Sagradas, a Bíblia:

"A opinião maçônica predominante é que a Bíblia seja apenas um símbolo da vontade, da Lei ou da Revelação Divina e não que seu conteúdo seja Lei Divina, inspirada ou revelada"(Henry Wilson Coil; Coil's Encyclopedia, 1961, p.520).

No entanto, o verdadeiro cristão considera a Bíblia como a Palavra inspirada de Deus(2 Tm 3:16-17; 2 Pd 1:20-21; Jo 10:35). A Confissão de Fé de Westminster(CFW), diz que os livros da Bíblia foram "todos dados por inspiração divina"(I:2).

(2)A Maçonaria não tem a Bíblia como a Única Regra de Fé e Prática;

"A Bíblia é usada entrer os franco-maçons como símbolo da vontade de Deus, qualquer que seja sua manifestação. Portanto, o que quer que manifeste essa vontade(divina)para alguma pessoa pode ser usado como substituto da Bíblia numa loja maçônica... Seja isso os Evangelhos aos cristãos, o Pentateuco aos israelitas, o Alcorão aos mulçumanos, seja os Vedas aos brâmanes(hindus), em todo lugar transmite maçonicamente a mesma idéia - a do simbolismo da Vontade Divina revelada ao homem"(Albert Mackey; Mackey's Revised Encyclopedia of Freemasonry, 1975, I, p.133).

No entanto, o verdadeiro cristão têm a Bíblia como a Única Regra de Fé e Prática(1 Co 4:6; At 20:27; Is 8:20; 34:16). a CFW define a Bíblia como "A Regra de Fé e Prática"(I:2).

(3)A Maçonaria rejeita a Doutrina da Trindade:

"A doutrina da Trindade é de orígem pagã"(Albert Pike; Moral and Dogmas of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, 1906, p.552).

No entanto, o verdadeiro cristão crê na doutrina da Trindade(1 Jo 5:7; Gn 1:26; 11:5-8 comp.com Ef 1:3; Jo 1:1; At 5:3,4). A CFW diz: "Na unidade da Divindade há três pessoas... Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo"(II:3).

4)A Maçonaria ensina que Lucífer é o próprio Deus, e que o Deus da Bíblia é o
deus das trevas e do mal:

"A Religião Filosófica é a crença em Lucífer. Lucifer é Deus, o Deus da Luz do e do bem, que está batalhando pela humanidade contra Adonay, o Deus das trevas e do mal"(A. C. de LaRive., La Feme et l'Enfant dans la Franc, Maçonnerie Universele, Paris, 1889, p. 588/ Lady Queenborough, Occul Theocracy, pp.220-221, citando uma carta de Albert Pike, aos Supremos Conselhos Maçônicos Mundiais, em 14/07/1889).

No entanto, o verdadeiro cristão reconheçe Lucífer como o falso deus das trevas e do mal(2 Co 4:4; At 26:18; Is 14:12-15; Ez 28:14-15) e o Deus da Bíblia(Adonay), como o Deus da absoluta luz!(1 Jo 1:5; Jo 14:30).

(5)A Maçonaria é uma religião não cristã:

"A religião da Franco-Maçonaria não é Cristianismo"(Albert Mackey; Mackey's Revised Encyclopedia of Freemansory, p.618).

No entanto, o verdadeiro cristão sabe que sua religião é a única verdadeira(Ef 4:4), a ponto de considerar 'malditos', todos os ensinos que não condizem com sua religião(Gl 1:8-9)e de não manter laços espirituais com quem não segue os ensinos da religião cristã(2 Jo 9-11).

(6)A Maçonaria nega a divindade de Cristo:

"Reunimo-nos neste dia para comemorar a morte de Jesus, não como inspirado ou divino"(Henry C. Clausenm Practise and Procedure for the Scottish Rite, 1981, pp.75,76).

No entanto, o verdadeiro cristão crê na divindade de Cristo(Jo 1:1; Rm 9:5; 2 Pd 1:1). A CFW define Cristo como "o Verdadeiro e o eterno Deus"(VIII:2).

(7)A Maçonaria se refere ao seu 'deus' Gadu, usando os nomes dos deuses conde-
nados na Bíblia:

"Jah, Bel e On aparecem no ritual americano do grau do Real Arco na suposição de que Jah era o nome siríaco de Deus, Bel(Baal), o caldeu, e On, o egípcio"(Henry Wilson Coil; Coil's Masonic Encyclopedia, p.516).

Bel e On eram deuses falsos condenados pela Bíblia(1 Re 16:19-23; gn 4:45,50). O termo 'Bel' é abreviação de um nome neotestamentário de Satanás('Belzebu')baseado no termo veterotestamentário 'Baalzebu'(Mt 12:24), enquanto que o termo "On" é uma referência ao deus de Faraó. O verdadeiro cristão sabe que Deus odeia que lhe coloquemos ao lado de outros deuses(Ex 20:3).

(8)A Maçonaria ensina que todos os homens são filhos de Deus:

"O nosso Pai, que habita no céu, habita tambem no coração de todos os bons maçons"(J. Blanchard, Scottish Rite Masonry Illustrated, 1979, I:148).

O verdadeiro cristão reconhece que a doutrina da paternidade universal de Deus, não é bíblica, visto que somente os que recebem Jesus como Salvador, é que tornam-se verdadeiros filhos de Deus, regenerados(Jo 1:12-13; At 17:23b,25,29,30b,31). Os espíritas, mórmons, papistas(adeptos da maçonaria), foram regenerados por Deus???

(9)A Maçonaria rejeita o monoteísmo bíblico:

"O monoteísmo viola os princípios maçônicos, pois requer a crença num tipo específico de Deidade Suprema"(Henry Wilson Coil; Coil's Masonic Encyclopedia, p.517).

O verdadeiro cristão é monoteísta convicto(1 Tm 2:5). A CFW diz: "Há um só Deus vivo e verdadeiro"(II:1).

(10)A Maçonaria proíbe a pregação do Evangelho:

"Ninguém tem o direito de ditar algo a outro em questões de crença ou fé; nenhum homem pode dizer que tem a posse da verdade, como ele tem a de um bem'(Scottish Rite Masonry Illustrated, p.47).

Assim, os maçons que alegam ser cristãos, não devem obedecer ao 'ide' de Cristo, isto é, não devem anunciar o Evangelho aos maçons que não são cristãos!(espíritas, católicos, budistas, etc)(Mt 28:18-20; Mc 16:15; 1 Co 9:12,16).

(11)A Maçonaria nega que Jesus Cristo é o Único Mediador entre Deus e o Homem:

"A Maçonaria reverencia todos os grandes reformadores. Vê em Moisés, o legislador dos judeus, em Confúcio e Zoroastro, em Jesus de Nazaré e nos iconoclastas árabes grandes instrutores de moralidade e reformadores eminentes, ou mais ainda; e permite a cada irmão da Ordem atribuir a cada um deles caraterísticas mais elevadas e até mesmo divinas, conforme seu credo e verdades demandarem"(Albert Pike, Moral and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, 1906, p.525).

O verdadeiro cristão exclusivamente reconhece Cristo como o único Mediador entre Deus e os homens(1 Tm 2:5), isto é, 100% Deus e 100% homem(Fl 2:6-7; 1 Tm 3:16 Almeida Corrigida Fiel). A CFW diz: "O Senhor Jesus Cristo, em sua natureza humana unida a divina... o único Mediador entre Deus e o homem"(VIII:2-3).

(12)A Iniciação na Maçonaria é uma negação da regeneração do cristão:

"Sr.(nome), o qual tem estado nas trevas, e agora busca ser trazido à luz, e receber uma parte dos direitos e benefícios da venerável Loja, erigida por Deus e dedicada a São João, da mesma que todos os irmãos e companheiros já fizeram"(Malcom C. Duncan; Duncan's Masonic Ritual and Monitor, p.29).

Como pode um cristão dizer tal coisa, se a Bíblia diz que ele é a luz do mundo?(Mt 5:14-16; Jo 8:12; Ef 5:8; 1 Ts 5:4-5).

(13)A Maçonaria nega a realidade do castigo eterno:

"Não adota a Maçonaria, nenhuma doutrina como definitiva imutável: reconhecer a indispensabilidade do homem ter crença num Ser Supremo, que é Deus, mas amá-lo sem temê-lo, acreditar na sua Justiça, porém sem considerá-lo rancoroso, capaz de supliciar eternamente"(A. T. Cavalcante de Albuquerque, O Que é a Maçonaria, p.34).

O verdadeiro cristão crê na existência do inferno, como lugar de castigo eterno(Mt 25:46; Lc 16:23,28; Sl 9:17). A CFW diz: "Mas os ímpios... serão lançados nos eternos tormentos"(XXXII:2).

(14)Para ingressar na Maçonaria, pronunciam-se terríveis juramentos:

"Eu(nome), de minha livre vontade e acordo, na presença do Deus Todo Poderoso e desta venerável Loja, solene e sinceramente prometo e juro que sempre ocultarei e jamais revelarei nenhuma das artes, das partes ou dos pontos dos mistérios ocultos da Franco-Maçonaria... Tudo isso devo solene e sinceramente prometer e jurar submetendo-me à punição não menor que a de ter a garganta cortada, a língua arrancada de sua raiz e o corpo enterrado nas ásperas areias do mar caso alguma vez intencionalmente viole essa minha obrigação de Aprendiz. Assim ajude-me Deus"(Malcom C. Duncan; Duncan's Masonic Ritual and Monitor, pp.34,35).

"Enquanto se presta este juramento, o Grande Preboste e Juiz segura a ponta de sia espada no coração do candidato). Eu,(nome)de livre vontade e acordo, por este, solene e sinceramente, prometo e juro manter fielmente os segredos do sublime graqu dos Cavaleiros Kadosh(Grau 30 do Rito Escocês)e obedecer estritamente aos estatutos da Ordem. Tudo isso prometo fazer, sob a pena de morte. Quando tua precipitação te faz entrar neste temível Santuário, foste sem dúvida informado do perigo que te ameaçava e das provações que ainda te aguardam. Jura, portanto, com a tua palavra de honra, jamais revelar o que viste ou ouvistes até agora. Não te esqueças de que a menor indiscrição te custará a vida"(Scottish Rite Masonry Illustrated, II, pp.269,270,275).

Tais juramentos são contrários às Escrituras!(Lv 5:4-5; Mt 5:34-37; Tg 5:12)

(15)Os Ritos Secretos da Maçonaria são contrários às Escrituras, e são um plágio
dos cultos satânicos:

"Como os pecados de todo o mundo foram lançados uma vez sobre a cabeça de nosso Salvador, que possam todos os pecados da pessoa a quem este crânio uma vez pertenceu, em adição aos meus próprios serem amontoados sobre a minha cabeça, e que essa libação possa apareçer no julgamento contra mim, se eu algum dia consciente ou voluntariamente violar meu voto mais solene de Cavaleiro Templário; que Deus me ajude"(Illustrated Ritual of thre Six Degrees of The Council and Commandery, 1975, pp.227-228).

Ora, como pode um cristão [que já teve todos os seus pecados purificados e perdoados em Jesus - 1 Jo 1:7,9; Tt 2:14)] jurar, pedindo que todos os pecados de outra pessoa, mais os pecados de sua própria pessoa, devam ser reaplicados à sua vida??? Esta é uma blasfêmia sobre a Ceia do Senhor - uma paródia iníqua semelhante à missa negra do satanismo!!!

(16)A Maçonaria ensina a salvação pelas obras e pela adesão à Loja:

"Os maçons que deram prova de que aderiram aos estatutos e regulamentos da Ordem, os quais no fim os tornarão merecedores do ingresso na Jeruzalém celeste'(Scottish Rite Masonry Illustrated, II:32).

"Somente a Maçonaria é capaz de redimir a humanidade, meus irmãos"(Luiz Umbert Santos, Literatura Maçônica Contemporânea, 1948, p.32).

O verdadeiro cristão crê que a salvação é somente pela graça de Deus(Ef 2:8-9) e é obtida somente através de Cristo(At 4:12; Rm 5:1,17), e não de uma organização de homens pecadores(Sl 49:6-8; Mt 19:25-26; At 4:12).

Diante de tudo isso exposto, biblica e confessionalmente falando, considera-se ridículo um ingresso de um protestante presbiteriano(ou qualquer outro genuíno cristão) na maçonaria!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Línguas e profecias hoje? - algumas proposições


É possível concluir lendo os textos bíblicos que cessou o dom de línguas conforme o ensino do Novo Testamento. Pensemos nos seguintes motivos:

1. Em todas as ocorrências são idiomas ou dialétos inteligíveis que eram falados por algum grupo étnico.

2. O seu caráter sempre era homilético-revelacional ao lado do dom de profecia.

3. A natureza SOBRENATURAL do dom aponta para o fato de que os que usufruiam dele não haviam APRENDIDO, nem sido CONDICIONADOS, nem mesmo SUGESTIONADOS por comportamento ou, qualquer outro motivo artificial.

4. Como qualquer outro dom, todos têm a finalidade de edificar o CORPO e não somente o indivíduo. Na Escritura a edificação ordinariamente ocorre pelo ENTENDIMENTO inteligível da Palavra de Deus, e não pelo estímulo sensorial.

5. Dentro da Igreja de Corinto [a mais problemática do NT] haviam crentes que realmente tinham recebido o dom de línguas, e outros que imitavam por motivo de orgulho. Paulo nos capítulos 12-14 orienta os verdadeiros, ironiza o falso, e organiza a bagunça que se encontrava naquela comunidade.


CONCLUINDO:
1. Há uma diferença copérnica entre o verdadeiro dom de línguas como ocorria no NT e estas estranhas [e quase bizarras] manifestações ininteligíveis e emocionalistas que ocorrem contemporaneamente.

2. O que temos hoje, e isto pode ser verificado por qualquer lingüista, é que não existe mais o "dom de línguas" como no NT. Qualquer um pode chegar a esta conclusão mesmo sem um conhecimento técnico ou teórico de linguística. A moderna prática de "línguas" nas igrejas é a emissão de sons inarticulados, ininteligíveis, grunidos, rosnados, cacarecos, zunidos e toda sorte de sonorização que são qualquer coisa, menos que uma comunicação proposicional que é composta por pronomes, substantivos, verbos, adjetivos, sujeito e predicado e, etc.. É possível categorizar estes sons ininteligíveis de qualquer coisa menos do que uma língua.

3. Estes estranhos sons nada comunicam à alma, porque nada passa pela mente. As palavras nada mais são do que idéias vestidas de símbolos sonoros. A mente perfeita e infinitamente sábia do Espírito não produziria tão desordenada ação visando a edificação pela confusão de sons desarticulados. A Palavra de Deus comunica através de palavras humanas, produzindo no homem uma disposição divina, e isto em momento algum dispensa o uso do entendimento.

4. Em toda a história da redenção sabemos que a revelação, comunicada e inspirada pelo Espírito Santo, é normativamente chamada de PALAVRA DE DEUS. O dom de línguas no NT era um meio revelacional, de modo que, a sua manifestação se dava pela comunicação de palavras reveladas (falavam das grandesas de Deus) aos ouvintes que entendiam em sua própria língua materna. As línguas do NT não eram sons inarticulados, de modo que somente os sentimentos, ou uma forma generalizada de sensações santas eram comunicadas à percepção do indivíduo, deixando-o decifrar qual era a "intenção" do Espírito. De fato, neste dom "a Palavra de Deus" era revelada num idioma não aprendido, mas sobrenaturalmente dotado.

Por
Rev. Ewerton Barcelos Tokashiki
Fonte:
http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/09/linguas-e-profecias-hoje-algumas.html

domingo, 11 de outubro de 2009

EXISTE MESMO A LÍNGUA DOS ANJOS?????




O falar em línguas na primeira carta de Paulo aos Coríntios 14

Já temos comentado sobre o falar em línguas no Novo Testamento nos artigos “e as línguas?” e “O falar em línguas no livro de Atos dos Apóstolos”. Agora nosso objetivo é fazer uma breve análise sobre o fenômeno em 1 Co 14, visto que às vezes se questiona se as línguas nesta carta são idênticas às de Atos. A dúvida se dá também por causa das línguas hoje faladas no meio pentecostal, as quais não aparecem na forma de idiomas humanos, mas como o gritar ou falar sílabas desconexas e sem sentido.
Antes, porém, convém dar uma “olhadinha” nas chamadas línguas dos anjos de 1 Co 13.1. A revista do mestre da Escola Bíblica Dominical da Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil (CPAD), no ano de 2004, na lição 7, página 46, nos diz que tal fenômeno “Pode ser uma língua dos homens... ou dos anjos (1Co 13.1)”. Mas quando olhamos o texto de forma atenta, logo percebemos que em 1Co 13.1-3 o autor faz um exagero (uma hipérbole) sobre falar em línguas, profecia, fé e liberalidade em ajudar os necessitados, a fim de mostrar a superioridade e importância do amor. Ele diz “ainda que” eu fale as línguas... e (exagera) dos anjos... tenha o dom de profetizar e conheça TODOS OS MISTÉRIOS E TODA CIÊNCIA( alguém tem o dom da onisciência ?)... tenha fé... TRANSPORTE MONTES ( é essa a finalidade???)... distribua meus bens... e ENTREGUE MEU CORPO PARA SER QUEIMADO ( isso ajudaria alguém??). Além de Paulo NÃO ESTAR AFIRMANDO que o dom de línguas seja o falar também em línguas dos anjos, a Bíblia também não registra em nenhum lugar um crente sequer falando em língua dos anjos, e, PASMEM, NÃO HÁ TAMBÉM NEM UM ANJINHO SEQUER FALANDO EM LÍNGUA DOS ANJOS! Gabriel quando aparece a Maria fala na língua dela, e não em “gabrielês” (Mt 1.20,21), os anjos com Abraão e Ló (Gn 18-19) etc. Nem os serafins em Isaías 6.1-3 aparecem falando em tais línguas! Não esqueça: Paulo diz “AINDA QUE” antes de discriminar cada dom no texto. O batismo é com o Espírito Santo e não com o arcanjo Miguel!
Mas, e 1 Co 14? Bem, Paulo em todo o Capítulo 12 havia dito que a finalidade dos dons era a edificação da igreja como um todo, e não indivíduos apenas. Em 1Co 14 ele inicia exortando a busca pela profecia, em detrimento das línguas, com o fim de edificar a igreja (v.1), a não ser que haja interpretação para que todos sejam edificados (v.5). É aí que muitos pentecostais se equivocam sobre a natureza das línguas e acham que nessa epístola elas não são idiomas por causa dos v.2,3 e 4. Não devemos nos esquecer que a carta foi escrita com o fim de corrigir os erros que estavam ocorrendo na igreja de Corinto. É por isso que Paulo diz que quem “fala em língua não fala aos homens, senão a Deus...”. PORQUE ELE DISSE ISSO? Ele mesmo responde: “... visto que ninguém o entende”. Ele está dizendo o que está ocorrendo NA PRÁTICA! É como se alguém dissesse: “A sua esposa preparou um bolo, não para você, mas para as formigas, visto que ninguém comeu”. O bolo era para você, mas já que ninguém o comeu, na prática parece ter sido feito para as formigas. Paulo não estava dizendo, como muitos podem pensar, que a finalidade das línguas é a comunicação com Deus, mas falando o que estava OCORRENDO NA PRÁTICA, NA IGREJA. Então alguém pode perguntar o por quê de Paulo escrever “em espírito fala mistérios...”(v.2). Ora, a palavra mistério aparece no Novo Testamento cerca de 28 vezes, cujo sentido é o de uma verdade sobre o método redentivo, outrora oculta, mas agora revelada. Exemplo: “...a vós é dado SABER OS MISTÉRIOS do Reino dos céus, mas a eles não lhes é dado...” ( Mt 13.11); “Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos” ( 1Co15,51). Note que mistério aqui é algo revelado e que edifica a igreja. Quando Paulo diz “em línguas fala mistérios”, mistérios aqui é o que é falado, o conteúdo, não a natureza da língua. Paulo falou mistérios várias vezes ( Rm11.25; 16.25;Cl 1.25,26). Quem falava em línguas trazia um mistério da parte de Deus. É por isso que Paulo deseja que haja quem traduza, para que toda a igreja seja edificada (v.5). O v.4 deve ser lido nessa perspectiva, pois, não havendo interpretação, se há algum tipo de edificação, essa só se daria para o falante simplesmente por saber que possuía o dom, visto que sua mente ficava infrutífera (v.14). O v.6 mostra que as línguas sem interpretação não tem utilidade. O v.9 chega a dizer que não havendo entendimento, os crentes, na prática, estariam como se ‘falassem ao ar’. Os v.11e 12 dizem que se não houver compreensão, as línguas acabariam por transformar falante e ouvinte em estrangeiros, e que, ainda que essa não fosse a finalidade das línguas, isso é o que estava acontecendo com os coríntios. O entendimento é o que edifica e o que deve ser buscado (v.19).
Os v.20-25 também são de grande relevância. Para explicar o que estava acontecendo, Paulo procura um texto que se encontra em Is 28.11,12, o qual se refere às línguas dos assírios que viriam para castigar o povo rebelde de Israel. Ora, será que o apóstolo usaria um texto que fala de idiomas para tentar explicar as línguas de Corinto caso essas não fossem idiomas humanos? Que escorregada hermenêutica teria dado o “doutor da Lei”! Contudo, Paulo sabia o que estava fazendo. Ele sabia das maldições pactuais estabelecidas por Deus em Deuteronômio 28 em caso de desobediência, e que um dos castigos era o de trazer uma nação de longe, e de língua desconhecido, para castigar Israel (v.49). Isso é repetido em Jeremias 5.15 e em Isaías 28.11,12. Sempre que Deus levantava profetas para exortar o povo ao arrependimento, para os que criam, as declarações proféticas funcionavam de sinal. Já os que não criam nos profetas, só passavam a acreditar que deveriam ter se voltado para Deus quando ouviam as línguas desconhecidas da nação inimiga sitiando a cidade santa. Lembremo-nos que Jesus certa vez falou aos fariseus e sacerdotes que, por causa da incredulidade, o reino de Deus lhes seria tirado e dado a um povo que produza seus devidos frutos (Mt 21.42-46). O tratamento especial dado a Israel (Cf. Sl 147.19,20), deixa de existir e o povo de Deus passa a ser formado por gente de todas as nações (Mt 28.19,20). Quando foi que isso ocorreu? Em Pentecostes (At 1.8; 2.1-13) e com o uso de línguas. Deus mais uma vez castigava Israel tomando-lhe o reino, só que agora seria definitivamente! Não esqueçamos que Paulo antes de ir para os gentios em Corinto, havia ido aos judeus nessa mesma cidade, havendo estes, em sua maioria, rejeitado o Evangelho (Cf. At 18.1-11). Aí ele lembra aos irmãos que o ouvir muitas línguas estrangeiras faladas ao mesmo tempo e sem tradução lembrava o castigo de Deus sobre o povo que não cria nos profetas (1Co 14.22). Esse comportamento seria motivo de escárnio para indoutos, levando o Evangelho a ser motivo de chacota (v.23). Agora, havendo a proclamação profética da vontade de Deus para o homem pecador, o descrente será confrontado com a verdade de sua condição de pecador e se prostrará diante do Senhor (v.24,25). Ainda que não tivessem sido proibidas (v.39), as línguas deveriam ser usadas com ordem e decência (v.40). E o que o autor entende por ordem e decência? Haver no máximo três que falariam no culto, sucessivamente e com tradução (v.27). Caso não houvesse intérprete, o fiel deveria ficar calado, falando consigo e com Deus (v.28). Alguns entendem que esse trecho recomenda o falar baixinho, mas note que ele diz antes “fique calado”, o que nos leva a crer que Paulo aqui recomenda uma oração silenciosa. Só assim é possível estar calado no culto e falando consigo e com Deus.
Sei que muitos poderão dizer que isso é afirmação de crentes frios, que não crêem no poder de Deus, e que com eles acontece segundo o Espírito Santo deseja, e que esse mover espiritual não seria apagado “pela letra morta”. Bem, aqueles que acharem que por que são mais espirituais devem desconsiderar as orientações deixadas pelo apóstolo, deixo as palavras de Paulo como reflexão: “Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. E, se alguém o ignorar, será ignorado.” (1 Co 14.37,38).
Que Deus abençoe a todos!
Anderson José Teixeira Cavalcanti de Barros
www.plugadoscomdeus.blogspot.com