Somos presbiterianos, calvinistas e bíblicos. Fazemos coro com aqueles que olham com reserva para as novidades surgidas entre os neopentecostais que têm deturpado os ensinamentos bíblicos reformados.
Samuel Ferreira misturou as performances teatrais do reteté de Marco Feliciano, pastor pilão, pastor sonic e Cia Ltda. com as unções financeiras do Malafaia e do Cerrullo!
Recentemente protagonizou um show no Brás juntamente com um tal “profeta” Wesley. Ali, faz um jogo de cena, entra em transe e acorda com os pés cheios de dinheiro jogado pela platéia enganada.
Veja o relato de um irmão presente ao “evento”:
Esse “profeta Wesley”, disse, no meio de sua pregação, que o povo ia fazer um ato profético: o dízimo profético. O povo foi conclamado a levar dinheiro para "o profeta". Ele deixou bem claro que o dinheiro não era pra missões,nem para a igreja. Era para o profeta!
Então, perguntou se havia um médico na platéia, pois o Rev. Samuel não aguentaria em pé, pois receberia uma rajada de unção. O pregador então disse para o povo vir até a frente, colocar o dinheiro no bolso do reverendo e tocar nele, pois ele (o reverendo) faria o milagre acontecer. E assim foi, centenas de pessoas em fila indiana colocando dinheiro no bolso do homem, enquanto esse Wesley dizia: "Toca nele e sai... toca nele e sai..."
Nisso, ele balançou... trouxeram a cadeira pra ele, afrouxaram-lhe a gravata e os bolsos já estavam lotados. É nesse momento que o povo começa a jogar o dinheiro aos pés dele.
Ele parecia completamente catatônico, fora de si, como bêbado.
Quando acabou a fila, o Wesley diz: "Agora, a Miss. Keyla, esposa do Samuel, vai dizer uma palavra no ouvido dele e ele vai voltar" o vídeo a seguir foi gravado neste momento (sic).
Não sou capaz de explicar os mistérios da predestinação de Deus. Não sei porque Deus escolheu certas pessoas para serem Seu povo antes dEle ter formado o mundo. O homem que pensa que compreende o propósito da predestinação de Deus demonstra que ele conhece bem pouco a esse respeito. A predestinação de Deus tem sido discutida desde os primeiros dias do cristianismo. Mas não é através de argumentação que entenderemos o profundo ensino de que Deus de fato escolheu um povo para Si. Tentarei me ater ao ensino da Palavra de Deus. Erramos quando nos desviamos do que Deus ensina em Sua Palavra. Devemos crer no que Deus nos ensina. Não devemos acrescentar ao que Ele nos revelou em Sua Palavra. Quero explicar a grande doutrina da soberania de Deus, segundo as Escrituras. Posso fazer isso somente pela ajuda do Espírito Santo. Vou dizer-lhes o que a Bíblia ensina a respeito do fato de que Deus escolheu alguns para serem salvos e que Ele deixou outros para enfrentarem a punição de seus pecados. Encontramos este fato em nosso texto: "Amei Jacó, e aborreci Esaú". Este é um texto assustador. Muitos não gostam da palavra "aborrecer" ou "odiar". Tais pessoas dizem que o significado desta palavra é "amar com menos intensidade" . A Bíblia usa a palavra "odiei". Eu também usarei essa palavra. Deus amava Jacó. Deus não amava Esaú. Deus abençoou Jacó. Ele não abençoou Esaú da mesma maneira. Deus escolheu Jacó e não escolheu Esaú. A misericórdia de Deus estava em Jacó. Deus permitiu que Esaú prosseguisse em seu caminho pecaminoso, e isso mostra que o texto "odiei Esaú" é verdadeiro. Outras pessoas que não gostam deste texto dizem que ele não se refere a Jacó e Esaú. Essas pessoas, numa tentativa tola de se livrarem da dificuldade do texto, tentam dizer que o texto se refere aos filhos de Jacó e o povo de Esaú, aos filhos de Israel e aos filhos de Edom. A própria Bíblia mostra que isso não é correto. Romanos, capítulo 9, versículo 11-12 dizem: "Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme... o maior servirá o menor". Este versíuculo refere-se a Jacó e Esaú. Ele naõ refere às nações de Israel e Edom. O texto significa justamente o que diz: "Amei Jacó, e odiei Esaú". Não devemos tentar alterar a Palavra de Deus. Devemos aceitá-la como ele é e pedir a Deus que nos dê graça para entendê-la. Não podemos reduzir a verdade de Deus até nosso fraco entendimento. Devemos pedir a Deus que nos ajude a nos elevar mais e mais em nosso entendimento da verdade divina. Primeiro, vou tentar provar a vocês que nosso texto quer dizer exatamente o que está escrito. Em seguida, tentarei responder à pergunta: "O que levou Deus a amar Jacó e a odiar Esaú"? 1. O ensinamento é que Deus elegeu a alguns e não elegeu a outros. As pessoas não gostam desta doutrina da eleição. Acaso não é um fato que Deus tem elegido a alguns? Perguntem a alguém que não goste desta doutrina porque um homem é convertido e outro não é convertido. Ele responderá que o Espírito Santo estava operando no coração do homem que se converteu. Portanto, até o homem que diz não gostar da doutrina da eleição admite que Deus trata certos homens de maneira diferente do que Ele trata com os outros. É uma fato que as pessoas são diferentes porque Deus as fez diferentes. Deus trata as pessoas de formas diferentes na vida diária. Ele faz um homem rico e outro pobre. Ele faz um homem inteligente e o outro incapaz de ler um livro. Eleição também é um fato. Em matéria de religião, Deus dá a um homem mais do que a outro. Ele dá a um a oportunidade de ouvir a Sua Palavra. A outro homem, Ele não dá essa oportunidade. Deus deu-me pais que me ensinaram sobre a a Sua Pessoa. Muitas pessoas não têm pais que as ensinem a respeito de Deus. Quando fiquei adulto, Deus me colocou em situação onde fui guardado do pecado. Outras pessoas são colocadas em locais onde existe muita tentação e elas pecam. Alguns ouvem a Palavra de Deus pregada poderosamente. Outros nem sequer ouvem a Palavra de Deus. (i). Podemos ir mais longe ainda. Dois homens podem ouvir o evangelho. Deus opera no coração de um deles porém não opera no coração do outro. As pessoas que não crêem no evangelho quando o ouvem não têm desculpa. No entanto, Deus opera tão poderosamente nos corações de alguns que eles não podem resistir. Essas pessoas prostram-se aos pés de Deus e O chamam seu Salvador e Senhor. Elas crêem e são salvas pela graça de Deus. Entretanto, Deus é justo quando condena os homens incrédulos. É pecado rejeitar o evangelho de Deus. Estas coisas são fatos. temos que crer nos fatos. Uma verdade que não pode ser contestada deve ser acreditada. E o fato incontestável é que Deus trata diferencialmente a uns do que a outros. Não preciso pedir desculpas por Deus. Deus explicará Sua própria verdade e Seus caminhos. Mesmo se não gostarem do fato, é verdade inalterável que Deus amou Jacó e que não amou Esaú da mesma maneira. (ii). Sugiro que leiam na Bíblia sobre a vida de Jacó. Vocês verão que Deus manifestou Seu amor por Jacó desde que deixou a casa do seu pai até o fim da sua vida. Jacó não tinha viajado muito longe após ter deixado sua casa quando começou a se sentir cansado. Ele deitou-se ao relento, repousando sua cabeça sobre uma pedra. Dormiu. Deus apareceu a ele em sonho enquanto dormia. Jacó viu uma escada. A parte inferior da escada estava apoiada na terra e o topo alcançava o céu. Anjos desciam e subiam pela escada. Jacó acordou e seguiu viagem até seu tio Labão. Labão tentou trapacear Jacó. Mas Deus estava com Jacó e não permitiu que Labão lhe fizesse mal. Deus fez com que Jacó ficasse rico enquanto que Labão tentou mantê-lo pobre. Deus disse a Labão em sonho que ele não tratasse Jacó injustamente. Ainda mais tarde, dois dos filhos de Jacó cometeram assasinato em Siquem. Jacó ficou com medo que o povo de Siquem tentasse matá-lo. "Não toqueis os meus ungidos, e aos meus profetas não façais mal" (1 Cr 16.22). Portanto o povo de Siquem não tivera permissão de matar Jacó. Quando houve uma fome na nação e não havia mais comida, Deus enviou José, filho de Jacó, ao Egito. José foi capacitado a prover trigo ao seu pai e seus irmãos. Eles não morreram de fome. O fim da vida de Jacó foi feliz. "Ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que morra" (Gn 45.28). Jacó já tinha perdido as esperanças de ver José. Lágrimas rolaram pelo seu velho rosto, quando ele abraçou José. E a Jacó foi concedido ver o Faraó, o poderoso rei do Egito. A Bíblia diz: "E Jacó abençoou a Faraó" (Gn 47.10). No final, Jacó morreu com toda sua família ao seu redor. Poderíamos duvidar que Deus amou Jacó? Há ainda o fato de que Deus também não amou Esaú. Deus permitiu que Esaú se tornasse o pai de príncipes, contudo Ele não abençoou seus decendentes. Edom pereceu e nenhum descente de Esaú pode ser encontrado. O povo de Esaú, os edomitas, tornaram-se escravos do Egito. Os reis de Edom foram obrigados a dar lã a Salomão e aos reis de Israel que o sucederam. Finalmente, o nome de Esaú desapareceu dos livros de história. Isto prova mais uma vez que Deus de fato amou Jacó e que Ele não amou Esaú. 2. Tentarei responder a questão: "Porque Deus amou Jacó e odiou Esaú?" É melhor para nós analisarmos uma coisa de cada vez. Primeiro lhes direi porque Deus amou Jacó. Depois direi porque odiou Esaú. Muitos não entendem esta questão. Isto é porque essas pessoas tentam usar a mesma razão tanto para os eleitos como para os não eleitos. Não é possível usarmos o mesmo motivo para as duas coisas. Tomarei uma por vez. Iremos à Palavra de Deus para nos ensinar; assim não estaremos caindo em erro. (i). Por que Deus amou Jacó? Vou à Palavra de Deus para responder a pergunta. Não foi porque havia algo de bom em Jacó que Deus o amou. A Bíblia nos diz em Romanos 9.11 que a razão de Deus ter amado Jacó foi a Sua graça soberana. Jacó não tinha nada em si que fizesse com que Deus o amasse. Havia de tudo em Jacó que poderia fazer com que Deus o odiasse tanto quanto Ele odiou Esaú. Foi a graça infinita de Deus que O fez escolher e amar Jacó. Examinemos que tipo de homem que era Jacó. Seu caráter não era bom. Estava sempre tentando ganhar vantagem numa barganha. Até em Betel, onde Deus o abençoou, Jacó barganhou. Vocês certamente se lembram o que aconteceu em Betel. Jacó deitou-se para dormir e teve uma visão de anjos subindo e descendo uma escada entre o céu e a terra. Quando acordou, ele disse: "Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia" (Gn 28.16). Jacó teve e exclamou: "Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e este é a porta dos céus" (Gn 28.17). Deus lhe falou: "Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente" (Gn 28.13). Nada falou sobre o que Jacó havia de fazer. Deus disse: "E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra..." (Gn 28.15). Deus falou face a face com Jacó. Contudo, mesmo após esta maravilhosa esperiência, Jacó tentou fazer barganha com Deus. Jacó disse: "Se Deus for comigo e me guardar nesta viagem que faço e me der pão para comer... o Senhor será o meu Deus" (Gn 28.20,21). Como pode um homem que teve tal visão e recebeu tais promessas querer barganhar com Deus? Será que Jacó estava com medo de que Deus não mantivesse Sua promessa? (ii). A vida de Jacó com Labão foi muito infeliz. Tanto Jacó como Labão eram geniosos. Ao invés de confiar em Deus, Jacó usou de meios astuciosos para enriquecer-se. Nós nos sentimos incomodados quando lemos sobre a maneira que Jacó viveu e as coisas que ele fez. Então surge a mudança na vida de Jacó. Está escrito que ele lutou com Deus. Na realidade as Escrituras dizem que Deus lutou com Jacó. Jacó tinha deixado Labão e estava a caminho de casa. Ele temia encontrar seu irmão Esaú. Jacó devia ir na frente de sua família e encontrar seu irmão corajosamente, confiando que Deus o guardaria a salvo. Em vez disso, ele foi um covarde, e enviou outro na frente, para levar presentes a Esaú que estava vindo ao seu encontro. Ele em seguida enviou sua família na frente e ficou na retaguarda. Esaú era o irmão mais velho de Jacó. Deus havia dito: "O mais velho servirá o mais novo". Entretanto Jacó não deu crédito a essa promessa. À noite, Jacó foi ao ribeiro de Jaboque. Foi lá que Deus lutou com Jacó. "E Jacó porém ficou só; lutou com ele um varão, até que a alva subia" (Gn 32.24). Deus lutou corporalmente com Jacó para mostrar-lhe o quão pecador e enganador ele era. Jacó era tão forte que ele não pode ser derotado até que o anjo lhe tocou e ele ficou manco. Jacó sentiu então sua fraqueza; ele estava manco. Ele disse: "Não te deixarei ir, se me não abençoares" (Gn 32.26). Deus mostrara a Jacó que ele não tinha força própria. Jacó era agora um homem humilde. Deus o abençoou. Por isso Deus agora chamou-lhe de "Israel", que quer dizer "um príncipe de Deus". Mesmo após esta experiência havia muita incredulidade na vida de Jacó. Devemos olhar em nossas próprias vidas e perguntar a nós mesmos se somos melhores do que Jacó. Se somos duros com Jacó, devemos ser duros com nós mesmos. Jacó estava sempre querendo viver por vista, não confiando nas promessas de Deus. Somos nós como Jacó? Se estou certo a respeito do tipo de pessoa que Jacó foi, não havia nada nele que fizesse com que Deus o amasse. A graça de Deus é a única razão porque Deus amou Jacó. "Deus compadece-se de quem quer" (Rm 9.18). A única razão pela qual podemos ser salvos é somente através da graça soberana de Deus. Deus é misericordioso e Sua vontade é toda-poderosa; portanto podemos ter esperança de salvação. Este ensinamento se encontra no relato sobre Jacó e em muitas outras passagens da Palavra de Deus. Segure firme este ensinamento e nunca o deixe escapar. 3. A próxima inquirição é: "Por que Deus odiou Esaú?" Esta é uma questão bem diferente da primeira. É necessário uma resposta bem diferente. Por que Deus odeia alguém? Todo homem merece ser odiado por Deus. Há pessoas que dizem que foi por causa da Sua soberania que Deus odiou Esaú. Não penso ser essa a resposta correta. Não penso que Deus criou o homem com a intenção de condená-lo. Não posso crer que isso seja verdade sobre o Deus cujas misericórdias duram para sempre. Se Deus trata severamente qualquer homem é porque este homem merece tal tratamento. Não haverá nenhuma alma no inferno que poderá dizer a Deus que Ele a tratou mais severamente do que merecia. Toda alma perdida irá culpar-se a is mesma. Ela saberá que foram suas próprias obras malígnas que a levaram ao inferno. É caso de justiça, se Deus tiver de condenar um homem. (i). Observemos que tipo de homem era Esaú. Algumas pessoas perguntam se Esaú mereceu ser rejeitado. Sim, mereceu. O caráter de Esaú prova que ele mereceu a rejeição. Esaú perdeu seu direito de primogenitura. Ele vendeu por um guisado de lentilhas. Esaú não irá culpar Deus pela perda de sua primogenitura. Ele fez uma barganha com Jacó. Esaú vendeu sua primogenitura por espontânea vontade. Escolheu assim fazer. Ninguém o influenciou. Era também o desejo de Deus que Jacó tivesse a primogenitura. Mas se dissermos que Deus o influenciou, estamos dizendo que Ele fez com que Esaú pecasse. Nunca podemos dizer que Deus faz com que um homem peque. Todo o homem que perde o céu, como Esaú perdeu a primogenitura, abondona-o de livre vontade. Deus não recusa dar vida eterna ao homem. Pelo contrário, o homem não vai a Deus para que receba a vida eterna. O homem permanece pecador porque ele gosta mais do pecado do que das coisas de Deus. A culpa está com o homem e não com Deus. Você, amigo, é escravo do pecado, porém isso é porque não quer ficar livre do pecado que está gozando. Você nunca vai querer ficar livre do pecado até que Deus opere em seu coração. Quando Deus opera de fato em seu coração, então vai querer ser livre do pecado. (ii). Alguém pode dizer: "Esaú se arrependeu". Sim, de fato. Mas com que tipo de arrependimento? Todo homem que verdadeiramente se arrepende e crê será salvo. Quando Esaú descobriu que tinha perdido a primogenitura, ele quis tê-la de volta. Ele pediu com lágrimas por sua primogenitura, todavia não a obteve de volta. Pensou que pudesse conseguí-la de volta de seu pai, ao preparar-lhe uma refeição. Pecadores dizem que, tendo perdido o céu devido à iniquidade própria, eles podem ganhá-lo novamente ficando pesarosos dos seus pecados e vivendo uma vida melhor. Mas Esaú não tinha como conseguir sua primogenitura de volta do seu pai, não importa o que fizesse. Pecadores não podem comprar seus passe para o céu simplismente desistindo de seus pecados. Eles só podem alcançar o céu mediante a livre graça de Deus. Esaú não se arrependeu verdadeiramente. Ao saber que seu pai não daria de volta sua primogenitura, prometeu que quando seu pai morresse ele iria matar seu irmão Jacó. Assim ele teria sua primogenitura de volta. Esse não é o tipo de arrependimento que vem do Espírito Santo. Não obstante, muitos homens são assim. Eles dizem que sentem muito pelos seus pecados só porque seus pecados os fazem muito infelizes. Não se arrependeram verdadeiramente. Farão as mesmas coisas de novo! Este tipo de arrependimento deixa-os em seus pecados e agrava ainda mais a culpa que sentiam antes. Reitero: Esaú não se arrependeu verdadeiramente. Não seria verdade, então, dizer que ele mereceu perder sua primogenitura? Não seria verdade que Esaú mereceu a ira de Deus? Nosso texto é extraído de Romanos, capítulo 9. No versículo 22 lemos "E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou" (Rm 9.22,23). Esta passagem não diz coisa alguma sobre Deus destinar homens à destruição. Os homens se preparam a si mesmos para a destruição. Deus nada tem a ver com isso. Quando os homens são salvos, é Deus que os destina à salvação. Toda a glória pela salvação de qualquer homem pertence a Deus. Toda a culpa pela condenação de qualquer homem pertence àquele homem. No último grande dia todo mundo virá até Jesus para ser julgado. Os justos irão para o lado direito. Jesus dirá a eles: "Vinde, benditos, de meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25.34). Para as pessoas à Sua esquerda, Jesus dirá: "... apartai-vos de mim, malditos" - Ele não dirá: "Vocês que são amaldiçoados pelo meu pai" - "para o fogo eterno, preparado (não para vocês, e sim) para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41). A salvação é inteiramente de Deus. "Vinde, benditos de meu Pai". A eleição está embutida nessas expressões; livre graça está ai em toda sua extenção. Porventura respondi a essas duas questões honestamente? Tentei dar razão bíblica para o procedimento de Deus com os homens. Deus salva os homens através de Sua graça; se os homens perecem é por sua própria falta. Estas são duas coisas diferentes. (iii). Alguém me pergunta: como é que eu reconcilio estas doutrinas? Não tento reconciliar amigos. Estas duas doutrinas são amigas. Ambas são encontradas na Palavra de Deus. Estas verdade não são inimigas. Elas não precisam ser reconciliadas. Concordo que há coisas na Palavra de Deus que são difíceis de se entender. Até mesmo se eu não posso compreendê-las, ainda tenho que crer nas coisas escritas na Palavra de Deus. Não é questão de ter fé mais do que entendimento. Deus não Se contradiz, embora Ele ame a alguns e outros não. Pecadores, se vocês perecerem, a culpa estará sobre suas cabeças. Suas consciências dizem isso. A Palavra de Deus confirma esta verdade. Vocês se destroem a si mesmos porque rejeitam Cristo. Se são salvos não é por causa de suas boas obras. Vocês só podem ser salvos pela livre e soberana graça de Deus. O evangelho que é pregado a vocês é este: "... Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa" (At 16.31). Que graça seja dada a você, meu amigo, para obedecer este mandamento. Que você creia em Cristo, que veio ao mundo para salvar pecadores. Quem pode contar as glórias e as vitórias da livre graça de Deus? A graça disponível traz o esperto Jacó à glória. Esta graça leva muitos pecadores miseráveis e desobediente aos céus. Que Deus faça com que esta doutrina se torne realidade na sua vida. Peça ao Espírito Santo de Deus que o ensine.
Extraído do livro "Sermões Sobre a Salvação", Editora PES, p.p. 74-82
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
A Teologia dos Pactos – Uma Introdução à Teologia Bíblica Reformada.
Prof. João Ricardo Ferreira de França
Introdução:
O assunto que vamos abordar nesta noite é singularmente desconhecido de muitas igrejas herdeiras da reforma. Vivemos em um país em que a maioria das Igrejas Evangélicas vivem sob a influência daquilo que chamamos de Dispensacionalismo. Em muitas igrejas reformadas (presbiterianas) há um total desconhecimento da Teologia pactual ou federativa – como é conhecida – isto deve-se a dois fatores: (1) a divulgação maciça do Dispensacionalismo na mídia televisiva e radiofônica; (2) a falta de doutrinação de nossas Igrejas em nossos dias. O estudo deste assunto é importante porque nós precisamos resgatar a identidade reformada / presbiteriana em nossos dias; a doutrina do pacto é pertinente porque lida e abordar questões como: a salvação, relação familiar, trabalho, emprego, ecologia etc... Precismos pensar sobre este tema para que a nossa vida seja de fato uma vida que glorifica a Deus.
I – DEFININDO O TERMO PACTO OU ALIANÇA. Antes de entrarmos na discussão do problema precisamos definir o que seja pacto ou uma aliança; alguém já disse que se as pessoas “definissem os termos teológicos antes de estabelecer um debate ficaria tudo mais claro”. O que é uma aliança? Esta é a pergunta que precisamos responder antes de entramos na discussão sobre esta temática. “já desde o alvorecer da Reforma e nos períodos seguintes, a formulação da teologia do pacto se tem visto influênciada profundamente pela ideia de que um pacto é convênio entre duas partes”(MURRAY,1999, p.7). Esta é uma boa definição,todavia, não é satisfatória; pois, “pedir definição de aliança é como pedir definição de mãe. Pode-se definir mãe como a pessoa que nos trouxe ao mundo. Esta definição pode ser formalmente correta. Mas quem se satisfará com ela?”(ROBERTSON,1998, p.7). A colocação do O.Palmer Robertson pode até desencorajar a uma procura por esta definição. Mas isto é natural, uma vez que os eruditos estão divididos quanto ao significado do termo ‘pacto’ ou ‘aliança’. A definição bilateral de pacto implica que o “contrato possui recompensa aos cumpridores e ao mesmo tempo punição aos infratores da lei do contrato”(BEZERRIL,1998, p.4). Entretanto, a definição que se enquadra adquadamente na revelação bíblica é a concepção unilateral de aliança que define aliança como sendo “um pacto de sangue soberanamente administrado”(ROBERTSON,1998, p.8). II – O USO DO TERMO PACTO NAS ESCRITURAS. A necessidade do pacto na vida da Igreja tem sido expressa pela Confissão de Fé de Westminster sob os seguintes termos:
Tão grande é a distância entre Deus e a criatura que, embora as criaturas racionais lhe devam obediência como o seu Criador, nunca poderiam fruir nada dEle, como bem-aventurança senão por alguma voluntária condescêndencia da parte de Deus, a qual foi ele servido expressar por meio de um pacto. (WESTMINSTER, Cap. 7, seção.1).
Há uma distância entre nós de Deus que só pode ser encurtada pela volutária vontade de Deus em vir se comunicar com o homem, isto ele o faz por meio do pacto; a ação nasce unica e exclusivamente nele. 2.1 – No Antigo Testamento:
Precisamos analisar o termo no Antigo Testamento. A Palavra hebraica que é usada é Berith que significa aliança vem de uma raíz que significa “cortar uma aliança”[1], este significado está presente em Gênesis 15.7-19. Palmer Robertson comenta esta passagem nos seguintes termos:
Não somente a terminologia, mas o ritual comumente associado com o estabelecimento da aliança reflete, de maneira dramática, um processo de ‘cortar’. Na medida que se faz uma aliança, animais são cortados em cerimônia ritual. O estabelecimento, exemplo mais claro deste procedimento nas Escrituras acha-se em Gênesis 15, no tempo em que foi feita a aliança abraâmica. Primeiro, Abrão divide uma série de animais e põe os pedaços, uns defronte para os outros. Então, Deus passa entre os pedaços divididos dos animais. O resultado é ‘fazer’ ou ‘cortar uma aliança’.(ROBERTSON,1998,p.12-13).
Através deste rito Deus estava dizendo ao patriarca que quem há de sustentar toda a aliança seria o Criador de todas as coisas. Então, Pacto é Unilateral e não bilateral. Nesta passagem Deus está assumido toda a obrigação de cumprimento da aliança que estabelecera com Abrão. 2.2 – No Novo Testamento:
O vocábulo “pacto” ou “aliança” no período Neotestamentário tem a mesma significação do Antigo Testamento. O termo grego que temos é Diatheke o termo sempre aparece no Novo Testamento para indicar a aliança de Deus; todavia, o termo foi traduzido uma única vez por testamento em Hebreus 9.15-20; isto certamente foi sob influência da vulgata latina de Jerônimo que traduz o termo por Testamentum . Esta tradução deve ser rejeitada, porque “na grande maioria das passagens a ideia de aliança está proeminentemente em primeiro plano”(BERKHOF,2001,p.244). Ao traduzir o termo por testamento ignora-se o fato de que a morte de Cristo foi substitutiva, e não uma disposição de última vontade, em lugar daquele que fora infrator da aliança, pois, “a substituição é essencial para a compreensão da morte de Cristo”(ROBERTSON,1998, p.15). III – A UNIDADE TEMÁTICA DAS ALIANÇAS. Faz-se necessário compreender que existe um tema que perpassa toda a Escritura, isso é conhecido em Teologia Bíblica como Mitte( do alemão) tema unificador das Escrituras. Há várias propostas para um tema unificador das Escrituras. Será que existe um tema que integre toda a revelação veterotestamentária? Há diversas propostas. O problema pode ser colocado da seguinte forma: “existe na fé veterotestamentária um núcleo central, do qual tudo parte e em torno ao qual tudo se move?” (FÖHRER,1982, p.137).
Nós de tradição reformada compreendemos que o tema que integra toda a mensagem cristã é o pacto de Deus com o homem. Mas, a doutrina da aliança também tem uma unidade temática. Existe um tema que permeia toda a doutrina da aliança. No registro bíblico nós encontramos uma frase temática que permeia a doutrina da aliança que tem sido a seguinte: “Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo” – este tem sido conhecido como sendo o “princípio Emmanuel”, pois, “o coração da aliança é a declaração ‘Deus está conosco’(ROBERTSON,1998, p.43). Este tema unifica os pactos desde Adão até Cristo. Deus se faz conhecido nesta relação pactual como o Deus das gerações. O Senhor de todas as coisas tem sido revelado nas Escrituras como o “nosso Deus” que nos transforma em “sua possessão” ou em seu “peculiar”. Aqui entendemos porque Deus lida com as famílias! Este era o tema que unificava as alianças com Abraão, Moisés e Davi. A primeira vez que esta expressão ocorrem é em Gênesis 17.7. Aqui Deus afirma ser o “teu Deus e da tua descendência”. Este é o autêntico relacionamento que se deve ter quando se fala de doutrina da aliança. Deus o Susserano e o homem o vassalo. Deus é o nosso Deus e de nossos filhos. Esta tônica repete-se em Hebreus 11.11,16b. Na aliança sob Moisés este tema volta em Levíticos 11.45; este dizer divino como lema do pacto se apresnta em Deteuronômio 29.13. No Novo Testamento este tema unificador da aliança retorna com grande peso na encarnação do verbo de Deus conforme lemos em João 1.14. O verbo habitar aqui no grego evskh,nwsen – eskênôsen – significa armar a tenda do tabernáculo – a figura do tabernáculo que indicav a a presença dinâmica de Deus no AT – apontando para a realidade de que Deus estava presente entre os homens. Deus em Cristo entrou em aliança com os pecadores e precisamos de fato mobilizar as nossas Igrejas para que cada pessoa saiba o que isso significa para nós. Este assunto tem implicações: 1. A certeza que apenas Deus vem ao encontro do homem por meio de um pacto. 2. Este pacto envolve vida e morte – vida para aqueles que obedecem as estipulações pactuais e morte aos rebeldes. 3. Que o Pacto indica a incapacidade do homem de se relacionar com o Deus criador. 4. A necessidade de um mediador pactual é pressuposta pela doutrina da Aliança.
________________________________________ [1] É importante observar a evolução língustica que termo adquiriu conforme abordada por ROBERTSON,O. Palmer. O Cristo dos Pactos. São Paulo: LPC,1998, p.11-12 – veja-se as notas de rodapé.
Na década de 90, um grande volume de empresas migrou para os negócios na web e logo em seguida, muitas dessas pediram falência pela retração do mercado. No ano de 2008 aconteceu algo parecido, onde o setor imobiliário desencadeou um profunda crise no mundo todo.
Analisando o mercado da fé capitalista neo-pentecostal instalada no Brasil, se pode afirmar então, que em alguns anos uma bolha evangélica poderia explodir e mudar o cenário religioso em território nacional, deflagrando o fim do neo-pentecostalismo no país.
Antigamente o protestantismo tinha certa simpatia pelos movimentos sociais, mas isso foi mudando através dos anos e hoje a teologia da prosperidade segue uma política de direita de fazer inveja os políticos do DEM.
Enriquecer é o mandamento principal, eles alegam que deus quer prosperidade a todo custo na sua vida e para isso não economizam argumentos. Tem unção dos últimos dias, através de bíblia financeira de R$ 900,00 reais, cimento da prosperidade, água benta de R$ 1000,00 reais e até dízimo de 30% especial no mês de dezembro. Tem unção para todo tipo e gosto do fiéis.
Há quem critique o Bispo Edir Macedo, entretanto pelo menos esse senhor investiu em uma rede de televisão, diminuindo o monopólio da informação e gerando empregos a custo de oferta dos fiéis, mas a comunicação ganhou uma concorrência.
O negócio se tornou tão lucrativo que em breve irão encomendar jatinhos por meio de licitação com a Embraer. Eles brigam por horário de televisão, compram aviões e até emissoras de filiadas de outras redes.
Essas igrejas neo-pentecostais estão com os dias contados, os blog apologéticos, agnósticos e ateus se convergem a cada dia na web, trocando vídeos sobre denúncias da alcatéia religiosa voraz instalada em território nacional.
O mesmo vídeo postando por um ateu é utilizado por blogueiros apologéticos conscientes da sua fé verdadeira.
De uma coisa todos devem saber, se os ateus tiverem errados e existir um deus, saiba que eles serão a primeira linha de frente para enfrentar o tal do anticristo, pois esse viria para implantar ums religião forçada.
E nesse caso um ateu não aceita nem de livre espontânea vontade, quanto mais algo imposto, entretanto um religioso é facilmente manipulado, a prova disso é a crença na tal de teologia prosperidade, que muitos aceitaram e não conseguem enxergam o engano que cometem quando ofertam sementes em troca de um acordo com o tal deus.
Mas essa bolha vai estourar, onde uma hora os evangélicos vão acordar desse sono profundo hipnótico da teologia da prosperidade que nada mais é do que a aplicação da lei da atração discutida no livro do segredo da Rhonda Byrne.
Confira um versão de ” Faz um milagre em mim” adaptada para o neo-pentecostalismo da alcatéia religiosa brasileira: