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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pe. Jonas Abib ensina a falar em línguas. É mole?




Se você é um daqueles crentes que sonha em ser um pequeno Markito Infeliciano, um homem tocha pra levar o reteté para os quatro cantos do planeta, mas nunca conseguiu falar em línguas, "seus problemas acabaram!"








A TV Canção Nova traz até você, o Telecurso de glossolalia, com o Pe. Jonas Abib:



O conteúdo do vídeo é deprimente. O Padre Jonas Abib, um dos mais badalados padres da renovação carismática, ensina os telespectadores a falarem em línguas! Vemos aí a banalização dos dons. A glossolalia, que biblicamente é um dom concedido por Deus para a edificação do crente, é transformada em uma manifestação da vontade humana. Como disse o padre, é só querer e começar a falar:



"Kândala batiriushíba necânda gotiushuba labarí.
A Kândala batiriushiba manicátari kândali.
Uiu baritala bacarishamani kândari kori kândari.
Yuri balaia bandari Nicoticade.
Kandalá karuncunda Labaturishumanoricata.
You baturi bataleibata Shuman necateri
Kundalebat shavi..."



Nunca foi tão fácil falar em línguas. Quer ser um crente (ou católico-carismático) cheio da unchão? É só se matricular no Telecurso de Cantalabaias, campus virtual.

Fonte:
http://www.pulpitocristao.com/2009/06/uncao-da-ignorancia-pe-jonas-abib.html

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

GÊNESIS - UMA BREVE ABORDAGEM EXEGÉTICA DO CAPÍTULO 12

BREVE ESTUDO NO CAMPO DA TEOLOGIA EXEGÉTICA.
GÊNESIS 12.1-4.

Prof. João Ricardo Ferreira de França.*
“Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4 Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã.”

Introdução:
A teologia Bíblica se insere em nosso contexto como uma resposta aos desafios que a sistematização das Escrituras parece sugerir. A revelação veterotestamentária precisa se entendida e avaliada para que haja uma apologética cristã; uma catequização sólida e por fim, haja uma aplicação prática da Palavra de Deus em nossa época e para o nosso povo. Esta é de fato a tarefa do teólogo Bíblico.
O presente estudo visa trabalhar questões no campo da teologia exegética visando ajudar aos leitores na compreensão da Palavra de Deus. Visando assim uma valorização pelo Antigo Testamento e a sua mensagem.
É bom que se diga que o livro do Gênesis tem sido estruturado de diversas formas. Alguns tem sugerido que o livro possui várias seções, embora tais estruturas, não sejam facilmente percebida em nosso idioma. “Isso ocorre porque, na maioria das traduções, a palavra hebraica toledoth é traduzida por mais de uma expressão em português. A expressão hebraica completa ’elleh toledoth, que aparece onze vezes no livro de Gênesis.” (LONGMAN III, 2009, p.72). Tal estrutura nos apresenta um breve esboço para todo o livro, e assim, podemos de fato trabalhar a interpretação textual do mesmo. Conforme se observa no esquema abaixo.

"ESSAS SÃO AS GERAÇÕES DE..."
Fórmula Conteúdo Referência
No princípio, criou Deus... Criação 1.1 – 2.3
Esta é a gênese dos céus e da terra Criação 2.4 – 4.26
Este é o livro da genealogia de Adão Genealogia de Sete a Noé 5.1 – 6.8
Eis a história de Noé. Dilúvio & Aliança 6.9 – 9.29
São estas as gerações dos filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé Base das nações & Babel 10.1 – 11.9
São estas as gerações de Sem Genealogia de Sem a Abrão. 11.10-26
São estas as gerações de Tera. História de Abrão 11.27 – 25.11
São estas as gerações de Ismael, filho de Abraão, Genealogia de Ismael 25.12-18
São estas as gerações de Isaque, filho de Abraão. Transmissão de bênção de Isaque para Jacó 25.19 – 35.29
São estes os descendentes de Esaú Genealogia de Esaú 36.1-43
Esta é a história de Jacó José & Israel no Egito 37.1 – 50.26

A segunda abordagem que tem sido sugerida é que este livro deve ser divido em três níveis ou seções conforme o sistema apresentado abaixo.
NOMENCLATURA DOS PERÍODOS PASSAGEM
BÍBLICA BREVE DESCRIÇÃO.
I – História Primeva. Gn.1-11. Cobre o período de tempo entre a criação e a torre de Babel.
II – As Narrativas Patriarcais. Gn.12-36 A narrativa se desenvolve e gira em torno de um personagem central que é Abraão.
III – A História de
José. Gn.37-50. A história de José manifesta uma transição entre uma família com 75 anos que foi para o Egito e uma nação que, 400 anos depois.

I – ABORDAGEM EXEGÉTICA SIMPLIFICADA.
Esta estrutura pode nos ajudar no entendimento da passagem que estamos considerando. Vamos considerar alguns termos chaves na narrativa patriarcal da vida de Abraão:
VS 1 - Waiomer (e disse) - Um verbo que se encontra no qal com o vav consecutivo indicando um padrão narrativo estabelecido pelo autor; os fatos narrados serão viso como sendo históricos.

YAHWEH - descreve o nome pactual de Deus. Ou como coloca um erudito do Antigo Testamento:
[...] a idéia contida no nome de Yahweh insiste num risco essencial que aparece em qualquer aspecto da fé mosaica em Deus, estar sob o impacto da presença, algumas vezes terrível, outras benévola, mas sempre comovedora e eficaz, do Deus que com incríveis demonstrações de poder afirma seu senhorio e garante a vitória. (EICHRODT, 2004, p.165 – ênfase dele.).

É o nome da revelação de Deus ao patriarca do profetismo em Israel. O termo hebraico deveria “fazer referência a afirmação contida no mome de Yahweh, do Deus próximo e cuja ação é poderosa; igualmente a expressão tão freqüente ‘sabereis que sou Yahweh’, tanto em tom de ameaça quanto de consolo, alude à presença de Deus, que aflige ou bendiz”. (EICHRODT, 2004, p.165 – ênfase dele.).
Me’artsek (tua terra) – É uma construção gramatical rara. Ocorre duas vezes no Pentateuco; a primeira é aqui e a segunda vez é em Deuteronômio 26.2; o termo está prefixado com a preposição que indica origem seguida que de um prefixo que indica posse. “Tua terra”. A terra onde o pecado da idolatria era notório.
O termo é repetido novamente com uma preposição que indica localidade, mobilidade e o contraste é curioso; pois, o primeiro termo indica a “terra de Abrãao” e a segunda referência do mesmo termo temos o conceito de “terra de Deus” – este conceito nasce em Gênesis 1.1 – “no princípio criou Deus os céus e a terra” ( criação e consumação).;( ’ar’eka - Novamente nos deparamos com um termo raro nas Escrituras. Este vocábulo ocorre apenas três vezes nas Escrituras; esta é a primeira vez que este vocábulo aparece na Palavra de Deus, as outras vezes em que ocorre este termo são em 2 Reis 3.14 – com o sentido de contemplar. E última vez que o termo aparece é em Zacarias 1.9 e o conceito ali diz respeito a receber uma “visão” ou “revelação”. Este verbo está no hiphil indicando que é Deus quem vai produzir tal visão. (de forma intensa e singular).
Vs.2 - we’e‘esek (ti farei) - O termo significa criar fazer de forma manufaturada. Conotação de empregar algum poder. Este termo aparece em Gênesis 1.26-27. “Façamos o homem...” A narrativa está oferecendo a idéia de um novo começo.
Gadol - Esta palavra carrega conceitos gramaticais de importância substancial para a teologia Bíblica:
A raiz [desta palavra] é usada para crescimento físico das pessoas e outras coisas vivas como também para o aumento de coisas tangível e intangível se [for] objetos, sons, sentimentos ou autoridade. Sobrepõe significando com rabab e rabâ, mas distinto,pois, estas raízes que nunca se refere a algo numeroso, só indica para ser grande em tamanho,e, de muita importância etc. É combinado com o nome divino para dar nomes pessoais, o mais freqüente de ser Gedaliah que significa "o Deus é grande."(2 Reis.25.22-25).Em 1 Samuel 26.24 a palavra pretende fixar um valor alto na vida da pessoa. [...] A "causa de significado para crescer" ou "criar" as crianças, plantas etc. é limitado ao tronco do Piel. “Ambos Piel e Hiphil indicam origem de, porém, carrega o significado para aumentar" ou "considerar grande.” Isto é como os salmistas freqüentemente usam a palavra, enquanto convocam o adorador para designar grandeza ao Deus e exaltar seu nome (Salmo 35.27; Salmo 40. 16 [no hebraico 17] Salmo 70.4 [no hebraico 5]) ( TWOT, 2007, in: Bible Works7)

Waavarekek- O termo aqui tem um palavra de promessa. A promessa da benção.
Esta raiz e seus derivado ocorrem 415 vezes. “A maioria está no tronco do Piel (214) que é traduzido por abençoar." O Qal com particípio passivo "abençoado" acontece que ocorre sessenta e uma vez. “O significado para se ajoelhar” aparece só três vezes, duas vezes no Qal(2 Crônicas 6.13; Salmo 95.6) e uma vez em Hiphil (Gênesis.24.11).Nesta base alguns discutem aquele barak para ajoelhar" é um verbo denominativo de "joelho" de berek e é sem conexão a barak abençoar." Porém, pode ter havido uma associação entre ajoelhar e a recepção de uma bênção (cf. também baraka árabe que mostra a mesma gama de significados). Abençoar nos meios do AT para dotar poder por sucesso, prosperidade, fecundidade, longevidade, etc." Freqüentemente é contrastado com qalal para estimar ligeiramente, maldição" [...]( TWOT, 2007, in: Bible Works7)


II – A TEOLOGIA BÍBLICA DO TEXTO DE FORMA SIMPLIFICADA.

Depois, de observamos algumas palavras significativas na narrativa do chamado de Abrão. Precisamos levar em consideração a teologia bíblica encontrada neste trecho das Sagradas Escrituras.
A história de Abrão está estruturada de uma forma bem significativa. O texto sagrado nos diz:
Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4 Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã.

Longman comenta isso de forma significativa: “É difícil aquilatar a importância dessas palavras para a teologia bíblica.” (LONGMAN III, 2009, p.155). Isto é verdadeiro, pois, como vimos Abraão passa a ser o personagem central na narrativa. A linguagem da benção conforme encontrada aqui nos faz “olhar para Gênesis 1-2, quando Deus abençoou Adão e Eva, colocando-os no Jardim e lhes dizendo para serem frutíferos e multiplicarem-se e explorarem aquele lugar, mas devido ao pecado foram expulsos do jardim”. (LONGMAN III, 2009, p.155-156)
O conceito que parece ser dominante aqui é o epangelismo e Kaiser se aferra a este conceito para dizer: “O vínculo óbvio entre Gênesis 1-11 e a era patriarcal é um que o próprio texto faz com suas cinco repetições da ‘Benção’ dada a Abraão em Gênesis 12.1-3.” (KAISER, 1984, p.59). A promessa subjacente ao foco central do texto é que Deus há de manifestar bênçãos singulares na vida de Abraão e por meio de Abrão na humanidade.
Quando Deus estabeleceu a sua aliança com Abraão, incluiu uma promessa de terra. Deus chamou Abraão para que saísse para a terra que Deus lhe mostraria (Gn 12.1). Depois da cerimônia pactual na qual Deus passou entre as porções dos animais partidos, Deus prometeu a Abraão: “Aos seus descendentes dou esta terra” (15.18, “NIV”). Outra vez, quando Abraão tinha noventa e nove anos de idade, Deus renovou a promessa da aliança: “Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus” (17.8). Assim, a aliança com Abraão foi atada a esta terra e dizia respeito a tê-la como herança. A promessa da terra é central para a promessa de salvação.
Todavia, a focalização pactual também inclui a promessa de um mediador singular. A importância de Abraão neste conceito histórico-redentivo é interessante para a teologia Bíblica do texto sagrado, pois, Deus em sua revelação aproxima-se de Abraão. Groningen nos diz que o texto de Gênesis 12.1-3 é um “importante texto profético é a palavras de Deus a Abraão” (GRONINGEN, 2003, p.128). Pois, este texto tem sido estruturado para a teologia pactual da seguinte forma:
1. Deus chamou e separou Abraão (vs1)
2. Deus fez promessas a Abraão (VS.2)
3. Deus coloca as estipulações pactuais diante de Abraão (VS. 2b)
4. Deus falou de Bênçãos e Maldições futuras (VS.3).
Dentro desta estrutura pode-se construir uma teologia coesa e segura no escopo canônico das Escrituras.
Toda a linguagem empregada nestes textos nos transporta para os primeiros capítulos do Gênesis. A narrativa inicia a história como se fosse um novo Gênesis. O patriarca Abraão é chamado à existência pela palavra divina. Este chamado implicava em ser uma benção de Deus neste mundo. Isso apontava para manifestação visível das estipulações pactuais.
Estreitamente relacionadas às promessas a Abraão eram as estipulações enunciadas por Deus – ele seria uma benção. Nessa afirmação foi dito ao patriarca que ele estaria a serviço, que seria uma agente ou canal de benção. Os que seriam “todos os povos. A benção a ser concedida não procederia de Abraão mesmo, pois ele próprio seria primeiro abençoado. A estipulação exigia que Abraão se submetesse a Deus, recebesse e se apropriasse da benção prometida e a transmitisse aos demais seres humanos. Portanto, foi ordenado a Abraão que servisse como um mediador entre Deus e os homens. (GRONINGEN, 2003, p.129).

Ao usar o termo para abençoar o autor sagrado está trabalhando o antecedente das Escrituras conforme conhecido (conhecimento partilhado) pelo povo da aliança; este termo aparece em Gênesis 1.26-28.
O termo estava relacionado com o mandato cultural que perpassa o social, e assim, segue para o espiritual. Aqui no texto de Gênesis 1.28 o termo “abençoou-os” devem ser entendidos nesta perspectiva dos três mandatos.
O Senhor deu a sua benção à humanidade assegurando-lhe deste modo que sob o controle soberano e por meio de seu poder sustentador e capacitador, a humanidade seria capaz de cumprir as ordens (notem-se os imperativos) que Deus deu à humanidade e que ele espera que ela cumpra. A ênfase da passagem é sobre o mandado a ser assumido e cumprido mediante a benção sustentadora de Deus. Isto aplica-se às criaturas vivas nas águas e às aves (Gn. 1.20-22), a Noé e aos outros mencionados nas passagens relacionadas para estudo comparativo. (GRONINGEN, 2003, p.100).

A mesma tônica é repetida em Gênesis 12.1-4. As responsabilidades pactuais que se estabeleceu em Gênesis 1 seguem à narrativa de Gênesis 12.1-4; e o papel destes representantes pactuais é ser benção e fazer o reino de Deus dilatar-se neste mundo.
O conceito de fazer “uma grande nação” de um patriarca como Abraão relembra-nos o conceito de descendência conforme entendido em Gn.3.15. a descendência de Abraão implica que haverá um mediador entre o homem e Deus; todavia, tal mediador deverá ser um descendente de Abraão.
No decorrer da história redentiva nós somos informados que esta promessa fora cumprida em Isaque e posteriormente em Cristo Jesus. Na leitura veterotestamentária pela analogia da fé. Entende-se que em Cristo, descendente de Abraão, Deus tem abençoado toda a humanidade – os eleitos de Deus consistem na nova humanidade restaurada.
Longman nos lembra que
Em Gênesis 12, Deus promete a Abraão que ‘de ti farei uma grande nação’(vs. 2). Essa promessa deixa implícitas tanto uma terra quanto descendentes. E, que diz respeito a descendentes, a promessa é, com freqüência, explicada de conformidade com as idéias encontradas em Gênesis 15.5: ‘Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.’Em outras palavras, o cumprimento dessa promessa será claramente associado à multiplicação dos descendentes de Abraão, mais tarde conhecidos como Israelitas. Por esse motivo é surpreendente encontrar Paulo elaborando o seguinte raciocínio em Gálatas 3.15,16: "15 Irmãos, falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa. 16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo."(LONGMAN,2009, p. 202).

Esta abordagem nos ajudar a entender o seguinte princípio: a analogia fidei – analogia da fé – que vê o evento escatológico – Cristo; como sendo algo central à história da redenção do homem pecador.
É por esta perspectiva que a Igreja deve viver e fazer ressoar a sua proclamação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

* O autor é membro da Igreja Presbiteriana do Brasil e atualmente leciona línguas bíblicas no Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil.
1. LONGMAN III, Tremper. Como Ler Genesis. Tradutor: Marcio Loureiro Redondo. São Paulo: Vida Nova, 2009.
2. GRONINGEN, Gerard Van. Revelação Messiânica No Antigo Testamento – A Origem do Conceito Messiânico e o seu Desdobramento Progressivo. Tradutor: Claúdio Wagner. São Paulo: Cultura Cristã, 2003.
3. KAISER, Walter. Teologia do Antigo Testamento. Tradução: Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1984
4. HARRIS, at als, Theological Wordbook of the OT in: Bible Works7, 2007.
5. EICHRODT, Walther. Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Ed. Hagnos, 2004


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

DESSA VEZ DEIXO DE SER CALVINISTA...



KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!

Bispo Gay Casa Pastora Lésbica

O primeiro Bispo a ser sagrado na condição de homossexual praticante, V. Gene Robinson, da Diocese de New Hampshire, da Igreja Episcopal (TEC) dos Estados Unidos, realizou no último dia 02.01 o primeiro casamento de pessoas do mesmo sexo, depois da entrada da nova Lei em vigor naquele Estado norte-americano no dia anterior. New Hampshire seguiu Connecticut, Vermont, Massachussets e Iowa com esse tipo de legislação.

As "noivas" foram a ministra (pastora) episcopal aposentada Revda. Eleonor McLaughlin, doutora em História Medieval pela Universidade de Harvard, e Elizabeth Hess, uma psicóloga clínica com doutorado na Universidade de Montana. A Revda. Hess havia sido Deã da Paróquia de St. Barnaba's, quando já vivia, com o apoio do seu bispo de então, oRevmo. Douglas Theuner, com a sua parceira, e foi sucedida naquela paróquia por um reverendo também gay. As "noivas" haviam se casado na véspera no Civil, diante do Tabelião e do Juiz de Paz.

No sermão, o Bispo Gene Robinson falou de que, ao contrário dos tempos coloniais, não é o Estado obrigado a seguir a moral ditada pela Igreja, mas pela sociedade, que Deus crê no amor, e que bem-aventurados são os perseguidos, além de enfatizar o valor do casamento como companheirismo. Após o juramento e a troca das alianças, o Bispo, que considerou aquele um "dia santo" as abençoou e celebrou o Rito Eucarístico para uma congregação de cerca de 100 pessoas, que aplaudiu várias vezes a cerimônia.

Fatos como esse, que contrariam as deliberações dos Instrumentos de Unidade (Conferência de Lambeth, Encontro dos Primazes e Conselho Consultivo) tornam cada vez mais agudas as diferenças e as rupturas, tidas como irreversíveis, no interior da Comunhão Anglicana, de maioria teologicamente conservadora, e levou a criação, em junho último, de uma Província Anglicana doutrinariamente ortodoxa naquele país, denominada de Igreja Anglicana na América do Norte (ACNA), com quem a Diocese do Recife mantém comunhão.



Fonte: Anglican-Mainstream.net

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Batismo Infantil


O batismo de crianças, filhos de crentes (prática às vezes denominada pedobatismo), na convicção de que essa prática está de acordo com a vontade revelada de Deus, tem sido a prática histórica de muitas Igrejas. Contudo, a comunidade batis­ta em todo o mundo - que inclui notáveis pensadores Reformados - discorda dessa pratica.

Os batistas insistem em que a filiação a uma igreja local é só para aqueles que publicamente declararam sua fé pessoal. O argumento freqüentemente inclui a alegação de que Cristo instituiu o batismo primeiramente como uma profissão pública de fé e de que essa profissão é parte da definição de batismo, resultando disso que o batismo infantil, na verdade, não é realmen­te batismo. Com base nisso, as igrejas batistas rebatizam as pessoas que professam a fé, mesmo que já tenham sido batiza­das na infância, pois, do ponto de vista dos batistas, essas pessoas nunca foram batizadas. A teologia histórica Reformada contesta o ponto de vista de que somente o batismo de crentes adultos é verdadeiro batismo e rejeita a exclusão de filhos de crentes da comunidade invisível da fé. Essas diferenças relacionadas com a natureza da Igreja visível constituem o pano de fun­do de todas as discussões sobre o batismo infantil.

A prática do batismo infantil não é nem prescrita nem proibida no Novo Testamento, nem é explicitamente ilustrada (ainda que alguns defendam que a referência ao batismo de alguém com toda a sua casa provavelmente inclua batismos de crianças e recém-nascidos). Mais precisamente, o argumento bíblico para o batismo das crianças dos crentes se apóia no paralelo en­tre a circuncisão, do Antigo Testamento, e o batismo, do Novo Testamento, como sinais e selos da aliança da graça (Gn 17.11; Rm 4.11; CI 2.11-12), e na alegação de que o princípio da solidariedade familiar na comunidade da aliança (a Igreja, como é agora chamada) não foi afetado pela transição da "velha" para a "nova" forma da aliança de Deus, realizada pela vinda de Cristo. As crianças dos crentes gozam do status de filhos da aliança e, portanto, devem ser batizadas, do mesmo modo que os filhos meninos dos judeus eram anteriormente circuncidados. O precedente do Antigo Testamento exige essa prática, e não há instruções divinas revogando esse princípio.

Posterior evidência de que o princípio da solidariedade familiar continua no período do Novo Testamento é encontrada em 1 Co 7.14, onde Paulo nota que mesmo os filhos de casais em que apenas um cônjuge é cristão são, do ponto de vista dos relacionamentos e da aliança, santos (isto é, são separados para Deus junto com a mãe ou pai cristão). Assim, o principio de soli­dariedade entre pais e filhos anda permanece, como também Pedro declara no seu sermão, no dia do Pentecostes (At 2.39). E, se as crianças são consideradas membros da comunidade visível da aliança junto com seus pais, é apropriado dar-lhes o sinal de status da aliança e do lugar delas na comunidade da aliança; de fato, seria impróprio para a Igreja negar-lhes esse sinal. A justeza dessa pratica e demonstrada pelo fato de, quando a circuncisão era o sina de status de a lança e sina a inclu­são na comunidade, Deus haver ordenado que ela tosse aplicada aos meninos (Gn 17.9-14).

Contra esses argumentos, os batistas alegam, primeiro, que a circuncisão era: primariamente, um sinal da identidade étni­ca dos judeus e, por isso, um paralelo entre a circuncisão e o Batismo cristão não é correto; em segundo lugar, alegam que, sob a nova aliança, a exigência da fé pessoal antes do Batismo é absoluta; em terceiro lugar, alegam que as práticas não reco­nhecidas e não aprovadas explicitamente nas Escrituras não devem ser adotadas na vida da Igreja.

Certamente, todo membro adulto da Igreja deve professar a fé pessoalmente diante da Igreja. As comunidades que batizam crianças providenciam para que isso ocorra na confirmação ou algo equivalente. A educação cristã de crianças batistas e de crianças batizadas na infância é semelhante: são dedicadas a Deus na infância, ou pelo batismo, ou mediante rito de consa­gração; são orientadas a viverem para o Senhor e conduzidas ao ponto de fazerem sua pública profissão de fé, pela confirmação ou pelo batismo. Depois disso, desfrutarão do status de plenos comungantes. O debate que se trava não é sobre a educação cristã das crianças, mas sobre a maneira e Deus definir a Igreja.

Diz-se, às vezes, que o batismo infantil leva a uma falsa presunção e que o rito, por si mesmo, garante a salvação da crian­ça. Na ausência de instruções bíblicas sobre o significado do Batismo, essa infeliz conclusão é possível. Deve-se lembrar, no entanto, que uma tal má compreensão é igualmente possível no caso de batismo de adulto crente.

Bíblia de Estudo de Genebra - Gn 17.12