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sexta-feira, 26 de março de 2010

A música gospel e a proliferação de heresias.



Lamentavelmente a Igreja brasileira tem experimentado nos últimos anos uma variedade enorme de falsos ensinos. São tantas as heresias disfarçadas de "doutrinas" que é impossível não sentir-se envergonhado diante de tanta aberração. Infelizmente boa parte destas discrepâncias teológicas se deve as canções cantadas em nossas igrejas.

Ora, por favor, pare, pense e reflita nas letras das músicas que são tocadas nos cultos evangélicos. Sinceramente algumas delas são absurdamente ridículas, além obviamente de um mal gosto musical que denota a incompetência dos compositores. Se não bastasse isso, os princípios teológicos disseminados nestas canções são destruidores.


Sinceramente fico a pensar por que os músicos de nossas comunidades evangélicas não submetem suas "poesias" a pessoas qualificadas para que à luz das Escrituras avalie o conteúdo de suas canções.

Para piorar a situação algumas destas pérolas musicais descaradamente atentam contra o vernáculo ultrapassando em muito a liberdade poética fazendo-nos ruborizar diante de tanta ignorância. Junta-se a isso que os louvores cantados em nossas reuniões são extremamente antropocêntricos, o que nitidamente se percebe em nossos encontros congregacionais. Se fizermos uma análise de nossas liturgias chegaremos a conclusão que boa parte das canções que entoamos são feitas na primeira pessoa do singular, cujas letras prioritariamente reivindicam as bênçãos de Deus.

Pois é, numa liturgia preponderantemente hedonista, os evangélicos são extravagantes, querem de volta o que é seu, necessitam de restituição, determinam a prosperidade, tocam no altar, pedem chuva, cantam mantras repetitivos erotizando sua relação com Deus, desejando da parte do Criador, beijos, abraços e colo.

Caro leitor, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado pelos falsos apóstolos em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual nos tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens.
Pense nisso!

Por: Renato Vargens
Fonte: http://renatovargens.blogspot.com/2010/02/musica-gospel-e-proliferacao-de.html

quinta-feira, 18 de março de 2010

REFLEXÕES APOLOGÉTICAS E REFORMADAS.

PELO AVESSO (MÚSICA DOS TITÃS)


Prof. João Ricardo Ferreira de França

Recentemente recebi uma mensagem que dizia que a música dos Titãs - Pelo Avesso. Era por de mais diabólica e que tinha uma dose de influência maligna (do ponto de vista espiritual) sobre a sociedade, posto aqui a minha resposta a esta mensagem:

Bem, a música não é uma invocação ao demônio, mas sim o reflexo do nosso tempo. Um homem que está abaixo da linha do desespero (favor ler o livro o Deus que intervém do Francis A.Shaefer- editora Cultura Cristã), ou seja, o homem pós-moderno vive em total desespero e sem perspectiva em ralação ao futuro, nega-se a existência de padrões, e isso, é bem retratado na música em questão.

É mais um grito de socorro e a igreja continua calada sem saber como socorrer essas pessoas. Tenta apresentar um evangelho muito simplista - e não o Evangelho de Jesus Cristo que confronta a morte da razão desse homem (Leia o livro a Morte da Razão da Francis A.Shaefer- editora cultura cristã) e que não revela que a crise está na negação de absolutos e universais que geram coesão e significado a existência humana (Leia o livro O Deus que se Revela do Francis A. Shaefer - editora cultura cristã).

É necessário os crentes compreenderem que esta música nega a necessidade da verdade absoluta (Leia o livro A Verdade Absoluta da Nancy Pearcy - Publicado pela CPAD) - por isso, a música evoca um anarquismo (vamos deixar que entrem e invadam o seu lar) a primeira estrofe fala do anarquismo do ponto de vista político e social; o refrão fala da falta de perspectiva e certeza quanto ao futuro (quero o mesmo inferno, a mesma cela de prisão - a falta de futuro) este é o grito do jovem de nossos dias, na segunda estrofe ele repete o conceito anárquico do ponto de vista social e político, mas adita o conceito da falta do direito a sociedade privada quando não se têm absolutos que regem e vida (Vamos deixar que entrem Que invadam o meu quintal Que sujem a casa E rasguem as roupas no varal Vamos pedir que quebrem Sua sala de jantar Que quebrem os móveis E queimem tudo o que restar) então ele volta a falar no refrão como uma tônica de desespero - alguém que pede ajuda.

Na terceira estrofe vem o conceito do relativismo (não existe verdade e nem certeza) ou seja, o problema começa pela epistemologia (o que conhecemos e como conhecemos) ele diz: "vamos deixar que entrem Como uma interrogação" - ou seja, qual interrogação? A verdade existe? Você está certo disso? Essa é pergunta que se levanta na nossa época pós-moderna.

Ele acrescenta um fato interessante ao dizer como as crianças são tratadas neste novo mundo (Até os inocentes aqui já não tem perdão) eles não respeitam mais a vida, o aborto é visto como natural, e são punidas com a morte sem perdão, porque aceitaram a ideia de que padrão absoluto que rege a vida não existe; então não vêem satisfação. E na última estrofe encontramos pontos do relativismo moral (vamos deixar que entrem e sentem sem pedir licença) isso implica em moralidade. O se comportar dignamente não faz mais parte do cotidiano das pessoas de nosso tempo. E, então o autor da música termina com o mesmo grito de desespero: em suma esse grito diz - sem futuro e sem perspectiva tudo é um inferno!

A esperança que o mundo precisa encontra-se no verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo que é a Verdade Absoluta, onde ensina que nós crentes somos por natureza uma antítese fundamental - somos diferentes do mundo, mas não alienados dele; por isso, digo que a música reflete bem o que a nossa época pensa, e não, necessariamente uma influência demoníaca como se pensa. Espero que tenha lhe ajudado, e se possível repasse este meu e-mail aos demais amigos, e ainda estou aberto a qualquer diálogo teológico sobre o assunto da epistemologia cristã e da sua pressuposição básica - A Verdade Existe, ela está revelada no Evangelho de Deus, porque Deus é a nossa Verdade Absoluta! Um abraço!

segunda-feira, 1 de março de 2010

LIVROS PARA QUEM GOSTA DE TEOLOGIA