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terça-feira, 28 de setembro de 2010

C.H.SPURGEON - O LIVRE-ARBÍTRIO É UMA TOLICE

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MÃE GENTIL?

Mãe Gentil?
Rev. João Ricardo Ferreira de França.*
“Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” (Isaías 49.15).
Todos brasileiros conhecem o Hino Nacional, especialmente nos eventos esportivos ou na homologação de um cargo público (presidente, senadores, deputados) todos elevamos a mão ao peito e o cantamos a plenos pulmões, de fato, é um belo hino! Todavia, há uma frase neste hino que nos chama a atenção “... dos filhos deste solo és mãe gentil...”, e isto nos leva a uma reflexão significativa sobre a veracidade desta frase.
Que mãe gentil é essa que deixa seus filhos na ignorância, não lhe dando a educação necessária furtando-lhe o direito do saber; ou ainda, que mãe gentil é essa que abandona seus filhos às drogas? Que mãe gentil é essa que larga seus filhos para morrer nas filas intermináveis dos centros médicos?
Que mãe é essa que cria regras e leis para prender seus filhos? Que mãe gentil é essa que cria regras para amordaçar os lábios de seus filhos? Os filhos do Brasil não podem mais educar seus filhos. O direito à informação tem sido cerceado.
Que mãe gentil é essa que só lembra que tem filhos a cada quatro anos? Que mãe gentil é essa que não protege seus filhos da violência crescente? Que mãe gentil é essa que vê seu filho pedindo pão e lhe dar pedras? Será que é mãe mesmo? Olhamos para os filhos do Brasil. Onde eles estão? Jogados nas sarjetas da vida! Filhos abandonados, rejeitados, desprezados por uma mãe insensível.
A felicidade destes filhos está na graça do bondoso Deus. Pois, ele diz em sua Palavra por meio do profeta Isaías que ainda que essa mãe gentil nos esqueça, nos abandone como tem feito, Ele não se esquece de nenhum de nós. A Palavra do Evangelho é clara para nós, e em seu colo encontramos um Deus de amor que não nos larga na orfandade da vida! Ele estende seu coração generoso a cada um de nós, e nos mostra que seu coração é colocado em nossa miséria.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O apelo da multidão

Um pastor para enfrentar os leões vorazes

No início de 391, a chamado de um funcionário imperial, Agostinho segue para Hipona. A cidade, com cerca de 30 mil habitantes, funcionava com grande centro comercial: no seu porto era embarcado o trigo enviado a Roma. Encostada nas montanhas cobertas de pinheiros, a segunda metrópole africana em importância gozava de posição privilegiada, sendo até mesmo bem protegida por fortificações.
Certo dia Agostinho assistia à missa quando o velho bispo da cidade, Valério, começou a explicar ao povo as necessidades da diocese, acentuando a urgência de ter um sacerdote que o ajudasse. Da multidão elevou-se, cada vez mais distinto, o pedido: "Agostinho padre". Agostinho procurou resistir, defendendo a tranqüilidade de sua vida monástica, mas a insistência da população triunfou: com os olhos cheios de lágrimas, ajoelha-se frente a Valério e é ordenado sacerdote. Tem 37 anos e sabe que pesadas tarefas o esperam; terá de lidar com necessidades objetivas do povo, ao lado de suas preocupações espirituais. Seu temperamento contemplativo, porém, permanecerá sempre fiel aos ideais de Cassiciaco e Tagaste. Funda, com Alípio, um segundo mosteiro. Seus discípulos serão, mais tarde, bispos em várias cidades da África – o catolicismo deste continente será marcadamente agostiniano.
Em 396, atendendo ao pedido de Valério, Agostinho é sagrado bispo auxiliar. Conserva o hábito de penitente, recusando-se a usar anel e mitra. Desde os primeiros dias de sua sagração, teve de se defrontar com "leões vorazes", os heréticos que estavam por toda parte. Ele mesmo, em seu livro sobre heresias, chegaria a contar 88. A principal delas era a seita dos donatistas, que, em fins de 312, se havia separado da Igreja, alegando que os católicos mostraram-se demasiado servis ao poder imperial por ocasião das perseguições de Diocleciano. Na época, os donatistas lutavam violentamente, e não só com discussões. O próprio Agostinho salvara-se por milagre de uma emboscada. Um outro bispo fora ferido de morte diante altar.
Ainda quando simples padre, Agostinho havia percebido a gravidade do cisma que se desencadeava sobretudo nas regiões berberes menos romanizadas, entre os pobres do campo oprimidos pelos proprietários rurais. Na agitação donatista havia um amplo aspecto de revolta social. Camponeses, escravos e desertores incendiavam e saqueavam os grandes domínios.
Sessenta cristãos já haviam sido trucidados. Era tempo, como escrevia Possídio, de que a Igreja "longamente humilhada reerguesse a cabeça". Agostinho iniciou a luta convidando os chefes donatistas para discussões públicas. Escreve contra eles mais de uma dúzia de livros e opúsculos, nos quais procura demonstrar que a santidade da Igreja universal não pode ser negada ou destruída pelas culpas de alguns de seus membros.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Atos de Pilatos

Lave bem as mãos!

Lave as mãos pra injustiça dos fatos!

Como fazem tantos por aí, como fez Pilatos...

Lave as mãos todos os dias!

No caso Arruda, pra pedofilia...

Lave as mãos pro fracasso da família,

Lave as mãos pra gravidez da sua filha,

Lave as mãos pra delinquência juvenil,

Lave as mãos pro futuro do Brasil!

Não foi você, não é culpa sua,

Lave as mãos pra condição dos meninos de rua...

Lave as mãos e assista à TV.

Relaxe, não vai sobrar pra você!

Lave bem as mãos com álcool gel!

Esqueça os planos que não saíram do papel!

Não se culpe, não se estresse!

Com o tempo tudo passa, todo mundo erra, todo mundo esquece!

Lave as mãos pros problemas políticos.

Não seja chato, não participe, não opine, não seja crítico...

Mude de canal ao começar o telejornal,

Lave as mãos pro problema da desigualdade social.

Não se envolva com questões profundas demais; assuntos intelectuais...

Não leia a Bíblia! Não pondere sobre questões espirituais!

Quem sou eu? De onde vim? Pra onde vou?

Faça de conta que o sonho acabou!

Jesus foi duramente criticado por não lavar as mãos!

Por preferir lavar os pés dos seus irmãos...

O evangelho verdadeiro não se cala!

Não se omite e nem diz bobagens quando fala!

Atinge o alvo como uma flecha, um bisturi, uma bala.

Vai até o âmago da questão; não deixa por menos, não lava as mãos.

Lave as mãos e relaxe! Deixe que outros pensem, que outros achem...

É o melhor modo de envelhecer, sem atingir a maturidade;

Ter, sem ser de verdade.

Por Mário Machado

sábado, 18 de setembro de 2010

O problema do julgar: Até onde ir com a tolerância?

Por Cleber Olympio

"Quem é você para julgar teu próximo? Acaso estás se colocando na posição de Deus?"
Um dos argumentos mais usados em debates apologéticos, em quaisquer fóruns de debates - cristãos e não cristãos - versa sobre a questão do julgamento. Boa parte deles é derivada da famosa passagem bíblica, tratada como se texto de lei fosse: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão." (Mateus 7:1-5). Acontece que, como sabemos, muitos equívocos são cometidos quando alguém tira a passagem bíblica de seu contexto, e termina por deturpar o ensino bíblico sobre a questão do julgamento.
1. Da necessidade de julgar
Afinal, qual a raiz do problema? O ser humano, até como instinto de autoproteção, começa a colocar - ou até a impor - freios numa situação de conflito. É, de fato, desagradável uma sensação de antagonismo, vinda de quem quer que seja. Se a pessoa consegue se armar, inclusive psicologicamente, é um bom aspecto; difícil é quando a pessoa se sente acuada, sem ter como enfrentar a força contrária. Restam-lhe alternativas possíveis: render-se, atacar ou o escape. Render-se fica sem cogitação; atacar só é possível com as armas certas; daí que lhe vem, até como meio instintivo de sobrevivência, buscar um escape. Nisso vem a problemática do "não julgar" que, como colocado pelo argumento da tolerância, não possui qualquer validade, senão é uma tentativa errônea e grosseira de se fugir de uma questão.
Esse instinto de sobrevivência, em nome da cordialidade e da tolerância, mascara por vezes uma atitude arrogante de quem não admite a perda, diante de evidências ou argumentos mais fortes. Escorar-se numa pretensa base bíblica não conduz a nada, mas acaba sendo uma alternativa contra quem levanta o argumento e também não está devidamente protegido contra a "falácia do não julgar". Falácia é um argumento que possui a aparência de verdade e legitimidade, mas que no fundo esconde uma enorme mentira.
A cordialidade e a tolerância, levada a limites fora da normalidade, conduz a um comportamento incoerente e insensato. O crente é levado pelo seu Senhor a provar pensamentos e atitudes, a exercer suas faculdades mentais para promover uma análise de tudo o que se lhe apresenta aos olhos. Não fosse assim, Paulo não teria recomendado aos crentes: "Examinai tudo. Retende o bem" (1 Tessalonicenses 5:21). Em outra passagem, o mesmo Paulo exorta aos coríntios: "Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados" (2 Coríntios 13:5). Os crentes de Bereia examinavam as Escrituras para conferir se o que os apóstolos ensinavam era, de fato, verdade (Atos 17:11). Jesus mesmo manda que exerçamos nosso discernimento, examinando as Escrituras (João 5:39). Examinar, analisar, pesquisar, procurar, são atitudes do intelecto, que precisa exercer sua capacidade de juízo. Julgar, então, é necessidade de quem caminha com Jesus. Obedece-se aos mandamentos somente por meio da análise de uma situação real e com o juízo transformado pelo poder da Palavra de Deus, a fim de se produzir uma atitude. Se o crente não pudesse julgar, como viveria a realidade dos mandamentos de Cristo? Seria ele submisso a dogmas, impostos por um deus raivoso e mesquinho, que se preocupa tão somente em exigir comportamentos diversos de uma civilização, já corrompida pelo pecado? Entendemos que não. Deus sempre mostra, por toda a Bíblia, que sua Palavra tem finalidade educativa. Os versículos áureos sobre a importância das Escrituras demonstram plenamente esse fator: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2 Timóteo 3:16-17).
Vê-se, então, que há coerência na atividade do julgar, inclusive por necessidade de se viver uma vida cristã autêntica, com plena capacidade de discernimento, orientado em obediência às Escrituras. Outro aspecto é a condução necessária do crente na atividade julgadora, uma vez que ele deva examinar todas as coisas e reter o que é bom. Sendo assim, por que pautar-se numa suposta tolerância e expressão de cordialidade para supostamente eviatr um confronto?
2. Do julgamento justo
Aparentemente a tolerância ensinada por Jesus deva ser observada em quaisquer circunstâncias. Cita-se também a passagem em que Jesus liberta a mulher adúltera, partindo-se do seguinte encadeamento de ideias: "Jesus condenou quem tivesse pecado e perdoou a adúltera - Ora, Jesus tem o poder de julgar alguém, e sou pecador - Logo, eu não posso julgar ninguém". Esse raciocínio também é falacioso. A inferência à primeira afirmativa não leva em consideração que Jesus usou-se de um julgamento com um importante adjetivo: "justo". Nisso ele exerceu um julgamento coerente, dada a situação em que se apresentava a condenação pura e simples de uma adúltera, sendo que seus algozes cometiam adultério e coisas até piores aos olhos de Deus às escondidas. O sentido do ensino de Jesus era demonstrar a força do perdão divino a quem cometeu uma série de pecados, não de produzir apenas um julgamento e execução de sentença conforme a Lei de Moisés. Caso ele apenas condenasse a adúltera, demonstrando somente a necessidade da aplicação da lei, que estaria fazendo, senão uma repetição de atos de pecadores, embora ele mesmo não tivesse pecado? Seu ensinamento estaria em franca contradição, ainda mais sendo Jesus conhecedor dos corações de cada um da multidão que se preparava para lapidar a mulher pega em adultério.
Com isso, havemos de discernir sobre o julgamento justo. Deus tem sua medida de justiça, e com ela exorta os homens: Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja?" (1 Coríntios 6: 2-4) Em todos os períodos há a certeza de que os santos haverão de julgar, seja o mundo, os anjos, ou até mesmo as coisas pertencentes a esta vida. O dever de um santo é julgar. Santo é aquele separado por Deus para constituir um povo eleito e para exercer, perante todos, as ordens de seu Pai celeste no que este comandar. Se isso deve ser feito até entre irmãos - versículo 5: "Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?" - quanto mais no que diz respeito a outros assuntos, conforme a necessidade?
A restrição bíblica que se faz a esse respeito está exatamente no termo "justo". Julgamento sem justiça produz injustiça. Se Deus investe os seus santos crentes com a capacidade de a tudo julgarem, Ele o faz requerendo justiça; caso contrário, não é julgamento que proceda do Deus cujo nome é Justiça. Deus requer que o homem faça justiça: "Assim diz o SENHOR: Guardai o juízo, e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, para se manifestar" (Isaías 56:1). Repare o leitor acerca da importância de se praticar a justiça, a fim de que a própria justiça divina se manifeste. Não fosse assim, por que Deus incluiria na lei mosaica o mandamento de não se fazer injustiça no juízo (Levítico 19:15)? O justo age exatamente como o salmista: "Fiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores." (Salmos 119:121). Deus ama a justiça e o juízo (Salmos 33:5); naturalmente, seus filhos amados haverão de observá-la e exercê-la e, ao agirem assim, nada mais farão do que a vontade do Pai.
Sendo assim, fazer julgamentos e exercer a justiça é próprio de quem caminha com Deus, conquanto o faça com a mesma motivação justa de seu Pai celeste. Se, porventura, o crente distorce a justiça, e passa a julgar por seu próprio entendimento, sem que haja fundamento baseado na verdade da Palavra de Deus, ele proferirá um julgamento injusto. Ele se tornará um hipócrita, que não enxerga as próprias falhas e vê as menores praticadas por seu irmão, assim como Jesus diz no texto de Mateus 7. Ele se tornará inimigo da verdade e condenado a suportar o mesmo fardo de justiça que tentou impor a quem não tinha culpa. Nisso estão as opiniões puramente pessoais, baseadas por vezes em suposições preconceituosas e relegadas a costumes, sem qualquer embasamento bíblico; isso também esconde um comportamento legalista ou ascético, que impõe a dureza da letra da lei para que o incauto, debaixo de uma força normativa, venha a se calar e a acatar os mandamentos como lhe são apresentados, sem ponderar. O mesmo comportamento legalista é aquele que provoca a simples conclusão de que "o crente não deve julgar", contrariando João 7:24: "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça".
Outro texto usado pelos defensores do "não julgar" encontra-se em Romanos 14:10: "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo". A solução para esse aparente problema encontra-se justamente na segunda questão: "por que desprezas teu irmão?" Ora, se há desprezo por parte de quem julga, então o julgamento é parcial, interesseiro. Logo, não é justo, e não deve ser feito. O julgamento com justiça persiste, portanto.
3. O comodismo e os perigos da tolerância
O comportamento legalista de comandar um "não julgamento" encerra dois perigos: o de produzir comodismo e o de tolerar o pecado. A postura cômoda de não enfrentar uma ideia antagônica torna-se perigosa por produzir indiferença quanto à verdade. Exalta-se a ignorância, com o pretenso argumento de que "no dia do Juízo Deus trará a lume todas as coisas, e que para isso não estamos preparados". Ora, Deus nos deu discernimento para usá-lo; se não o fazemos, cometemos pecado. O fato, ademais, de não termos como vislumbrar um julgamento futuro de todas as coisas não nos dá o direito de ignorarmos o ensino do exercício do juízo, inclusive para assuntos relacionados à nossa jornada nesta terra. E ainda: exercemos nesta vida propósitos e promessas que nos são dadas por Deus, e para tanto ele dá pessoas como juízes, inclusive para executar juízos em seu Nome. Relegar ao "etéreo" é uma forma de escapar da realidade, um recurso ridículo diante da seriedade com que a justiça divina deva ser levada. Por pura negligência, causada pelo comodismo, ações não são corrigidas hoje, e com isso mais vítimas são feitas pelas obras da injustiça.
Além disso, busca-se evitar o conflito pela pretensa tolerância. Comportamentos, organizações e fatos têm clara omissão em nome de uma cordialidade que não deveria existir. Deus chama os pecados pelo nome, e assim deve ser para conosco. Não se defende a "falta de educação", tampouco a falta de compromisso trazida pela tolerância exacerbada. Esse comportamento esconde medo do confronto, de uma indesejável exposição, afora outras consequências advindas de um comportamento mais ousado, desde que esteja seguramente pautado pela Palavra de Deus. O crente deve repudiar a tolerância a qualquer custo: por conta de não agir dessa maneira, toleram-se comportamentos mundanos no seio da igreja, a penetração de doutrinas estranhas que dividem o povo, a semelhança cada vez maior de cultos com shows e espetáculos produzidos por ímpios, dentre outras características que trazem repulsa ao Senhor e serão objeto de julgamento naquele Dia. E se somos do Senhor, devemos repudiar exatamente as mesmas obras, sob pena de sermos julgados pecadores por conivência ao aceitarmos conscientemente algo que Deus condena. O limite da tolerância está naquilo que contrarie, ainda que sutilmente, os ensinamentos das Escrituras. O pecado deve ser tratado como pecado, não como um "sentimento negativo" ou uma "energia do mal". Erros doutrinários devem ser tratados como problemas passíveis de eliminação da seara do Senhor. Tais ideias podem soar como "radicais", mas o ensino de Cristo é radical! Se não fosse assim, por que a Palavra foi comparada como espada? Jesus trouxe a espada, não a paz da falsa tolerância! Não se pode tolerar o pecado: caso tivessem sido tolerantes, Ló e sua família jamais teriam escapado de Sodoma.
Conclusões
Dessa maneira, podemos concluir que:
  • Julgar não é um mau em si mesmo, pois a tudo devemos examinar e reter o que é bom.
  • Julgar é necessário, pois é coerente com o discernimento que possuímos da parte de Deus.
  • Julgar não é tarefa exclusiva de Deus, pois se O imitamos, temos dele a propriedade para exercer juízo sobre todas as coisas.
  • Julgar, porém, deve ser feito sob o exercício da justiça, para não produzir o efeito contrário.
  • Julgar, ainda que contrarie o argumento da pretensa tolerância, deve ser efetivado, pois o crente verdadeiro não concorda com aquilo que a Bíblia chama de pecado, tampouco vem a exercer, em sua vida particular, comportamentos que o levem a ser incluído entre os mentirosos e os hipócritas.
  • Julgar é um ato de obediência à verdade e de amor a Deus, pois Ele é justo e ama a justiça.
Dessa maneira, que ninguém venha a condenar o leitor na sua nobre e necessária atividade de julgar. Que isso seja feito em plenitude, de modo justo e imparcial. Quem é de Deus não se dobrará à chantagem de um argumento que, baseado na mentira, no egoísmo, na falsidade e na corrupção, tenta promover exatamente o contrário da justiça: a tolerância com o erro.


Fonte:

KUIPER, Doug. Julgar: O Dever do Cristão (trad. Felipe Sabino de Araújo Neto).

Covenant Protestant Reformed Church.
Disponível em:
http://www.cprf.co.uk/languages/portuguese_judging.htm.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pastor Paschoal Piragine vira hit na internet.


O pastor Paschoal Piragine Júnior virou um hit na internet. Um pronunciamento seu, feito no último dia 29, já havia sido visto por 750 mil pessoas no YouTube até o fim da tarde de ontem. E o número não para de subir. No vídeo, de 11 minutos, o pastor fala de política. Não recomenda voto propriamente em nenhum candidato. Mas diz claramente aos fiéis em quem ele recomenda que não votem.

O alvo da crítica é o Partido dos Trabalhadores, especialmente pela postura adotada em relação ao aborto. O pastor lembra que o Plano Nacional de Direitos Humanos defendia claramente a legalização do aborto no país. E que o 3.º Congresso do PT também fechou questão em relação à descriminalização.

É verdade. Em seu 3.º Con­­­gresso, o PT aprovou o seguinte texto: “Defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público evitando assim a gravidez não desejada e a morte de centenas de mulheres, na sua maioria pobres e negras, em decorrência do aborto clandestinos e da falta de responsabilidade dos estados no atendimento adequado às mulheres que assim optarem”.

Em nota publicada em seu site quando o Diretório Nacional optou por não aprovar a CPI do Aborto, proposta no Congresso Nacional, o partido disse ainda que “tratar desse tema criminalizando as mulheres, impondo valores religiosos ou morais, é apostar no autoritarismo que queremos que não exista em nossa sociedade”.

Para o pastor, os fiéis devem levar isso em consideração na hora do voto para “não institucionalizar a iniquidade na forma da lei”. O próprio pastor diz que não esperava a repercussão que conseguiu. “Guardadas as proporções, entendi como Lutero se sentiu ao pregar suas teses na sua igreja e de repente ver a repercussão que aquele seu ato teve”, disse ontem.

Claro que a repercussão não foi só positiva. Enquanto muitos fiéis aplaudiram a postura do pastor, outros ficaram furiosos. Caso do presidente estadual do PT, deputado Ênio Verri, que chegou a falar em processar o pastor. Ontem, procurado pela coluna, disse que não vai mais repercutir o caso. “Está nas mãos da direção nacional do partido”, afirmou, quando perguntado se o caso seria mesmo levado à Justiça.

A manifestação do pastor não foi isolada. Dentro da Igreja Católica também já houve posicionamentos claros contra o PT em razão da postura diante do aborto. O bispo de Oliveira (MG), dom Miguel Ângelo Ribeiro, chegou a publicar um artigo, intitulado “Não Matar”. Pregava que não se votasse em Dilma.

A questão religiosa não é muito comum na eleição brasileira. Em outros países, como nos Estados Unidos, não há candidato que se apresente sem dizer se é contra ou a favor do aborto. Cumpre dizer: ambas as posições são válidas e o debate é importante. Lá, o eleitor sabe claramente, pelo menos, o que esperar nesse sentido.

Aqui, o PT tomou a frente na defesa do aborto. Chegou a cassar direitos partidários de dois deputados que foram contra a posição do partido. Agora, paga o preço óbvio por isso: quem é religioso não topa o discurso do partido.

É bom que a questão venha à tona. Os três candidatos à Presidência, na verdade, parecem saber o que querem (Dilma e Serra têm postura a favor da descriminalização; Marina é contra), mas preferem evitar o confronto aberto. Uns dizem que “ninguém é a favor do aborto”; outros dizem que deixarão tudo para um plebiscito.

Assim como em outros te­­mas, porém, como a economia e a política externa, o eleitor tem o direito de saber o que pensam os candidatos para não comprar gato por lebre. E tem muita gente interessada em saber isso: o sucesso do pastor Piragine é prova viva disso.

Comunidade criada para apoiar o Pr. Paschoal Piragine Jr.

 





Apoio ao Pr. Paschoal Piragine

Fonte: Gazeta do povo

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

URGENTE: Qual seu conselho para o Schwarzenegger?

Fonte: Genizah

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PT ameaça pastor por expressar sua opinião

Em dez dias, quase 400 mil pessoas já assistiram ao vídeo da mensagem do Pr. Paschoal Piragine Jr expondo os perigos de se votar no PT. Veja o vídeo aqui:


Tudo o que ele faz é dizer o óbvio: O PT é um partido comprometido com o aborto e o homossesxualismo. Quem duvidar disso, olhe para Lula, que passou seus oito infames anos de governo lutando para impor o aborto e o homossexualismo no Brasil.

Revoltados e desesperados com o direito de livre expressão do Pr. Piragine, líderes do PT no Paraná, segundo reportagem da Rádio CBN do Paraná, querem processar o pastor.
A reportagem completa em áudio está aqui:
http://www.cbncuritiba.com.br/arquivo/download/1995-PastorPT-Marcio.wma

Acho que os cristãos no Brasil estão acovardados. Em nosso nariz, Lula e seu bando no governo defendem descaradamente o aborto e o homossexualismo, e nenhum líder católico ou evangélico os ameaça de processo. Pelo direito democrático, todos temos direito de processá-los, pois tanto Lula quanto seu bando estão desrespeitando a maioria esmagadora da população brasileira, que não tem nenhuma obsessão de ver o aborto e a sodomia legalizados. Se há obsessão nesse sentido, é só entre os socialistas.

Convido a todos os que lerem esta mensagem a apoiarem o direito de livre expressão do Pr. Paschoal Piragine e a processarem Lula e seu bando pelo infame programa federal “Brasil Sem Homofobia” e outras iniciativas do governo que desrespeitam o povo brasileiro.

É hora de agir!

Distribua amplamente esta mensagem aos seus amigos.

Junte-se a nós em apoio a este homem de Deus: Apoio ao Pr. Paschoal Piragine

Fonte: http://www.juliosevero.com/


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

BEIJO GAY NA TV: O que Deus acha disso?



Com a palavra, os cristãos internautas...