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sábado, 26 de março de 2011

Pr Silas Malafaia será investigado por conduta homofóbicas

Necrofilia e zoofilia




A procuradora da República em Brasília Ana Carolina Araújo Roman investiga se Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus, teve conduta homofóbica em uma audiência pública na Câmara dos Deputados na qual se discutiu o chamado Estatuto das Famílias.
O encontro, realizado em maio passado, foi marcado para discutir mudanças no direito de família. Malafaia fez um discurso contrário à união homoafetiva. Até aí,nenhuma surpresa em relação às posições conservadoras defendidas pelos evangélicos em geral.
Mas Malafaia foi mais fundo. Exagerou. Pegou pesado. Na sessão, o pastor chegou a dizer que se fosse para concordar com a união gay, então que se liberasse a zoofilia e a necrofilia.
No início de fevereiro, Ana Carolina converteu uma investigação preliminar sobre o caso em inquérito por entender que era necessário continuar com as apurações.
O que Malafaia disse na audiência da Câmara:
– Vamos liberar tudo que tem na sociedade. Vamos colocar na lei tudo que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei, porque tem gente que gosta de ter relação com cachorro. Eu vou apelar aqui, mas tem que dizer, é um comportamento, ué. Vamos aceitar?
– Quem tem relação com cadáver? É um comportamento, vou botar na lei. Ah, se é um comportamento, ué, estão espantados, vão discriminar, ué? É a favor de quê? Então vamos colocar tudo na lei e onde é que vai parar a sociedade brasileira?

Vejam o vídeo!



Segue abaixo mais um vídeo importante do Senador Magno Malta que fala com propriedade sobre o assunto

A lei é feita da regra para a excessão

quarta-feira, 23 de março de 2011

A tristeza no Japão e o deus de Gondim!

Por Wilson Porte Jr.

Será que Deus sabe o que acontecerá nas próximas horas? Por mais absurdo que seja, há gente no Twitter dizendo que não, que Deus não sabe o que acontecerá nas próximas horas, que Ele também será pego de surpresa! 
Há um provérbio chinês que diz: “Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos”. Gondim, pastor famoso em nosso país, tem semeado palavras ao longo deste dia que têm me feito sofrer, quase tanto quanto pelo desastre no Japão. 
O deus do teísmo aberto
Não bastasse toda aquela tragédia, vem Gondim ainda expor suas ideais sobre um deus que não sabe de nada, que não vê nada, que não ouve nada, que não pode fazer nada e, o que é mais absurdo ainda, que faz tudo isso por amor (:-P) . Gente, depois de ruminar por alguns instantes algumas ideias propostas por ele no twitter, gostaria de tecer alguns comentários sobre as tais (não estou aqui criticando sua pessoa, pois não o conheço - suas ideias, entretanto, são públicas - e são a elas que critico).
Já faz tempo que Gondim vem semeando palavras absurdas a respeito de Deus. Há um tempo atrás, discuti de modo educado com ele no Twitter. Infelizmente, por eu ser coisa nenhuma, ele me ignorou, quase me mandando cuidar da minha vida que a dele estava muito bem, obrigado. Tudo o que quis foi saber de sua fonte para dizer o que diz acerca de Deus e os desastres. Veja o que Gondim tem escrito em seu Twitter (@gondimricardo):
Ricardo Gondim
“Os imbecis me perguntam sobre o Teismo Aberto. Ué, toda teologia não deveria ser aberta? Bin Laden gosta de teologia fechada”; “Ou Deus tem tudo sob seu controle ou Ele ama. Prefiro acreditar que Deus ama”; “O amor não controla. Amor e controle são como água é óleo, não combinam. Deus é amor. Repita depois de mim: Deus é amor”; “Um Deus que tem proposito na miséria humana, na violência, na dor, é na verdade um diabo!”; “E eu ainda sou criticado? Dá um tempo. Sou contra um Deus que chacina, que tem o mal sob controle e suja as mãos para conseguir o que quer”; “A teologia que coloca todos os mínimos eventos "sob controle" precisa de seres humanos marionetados. Simples assim!”; “Toda a lógica retributiva acorrenta a gratuidade. Acreditar em um Deus que tudo controla, desumaniza e anula a criatividade”; “Deus cria o homem como o mar forma os continentes, retirando-se. Retira-se porque nos quer livres”; “@jungmosung Você me ensinou a sair da reflexão individualista; despertou-me a pensar a partir do pobre e, por isso, sou grato, muito grato.”; “Um deus q tem propósito pra tudo, inclusive pra o mal, é réu confesso! E a pena deveria ser a morte!”
Percebam que, em todas essas afirmações, não há a citação de nenhum texto bíblico. Gondim deixa claro que não acredita que Deus está no controle de todas as coisas. Justifica-se com o papo da contingência, que, pra mim, é conversa pra boi dormir (e pra derrubar muito crente que quer dar uma de intelectual e não sabe que está cavando um buraco debaixo dos próprios pés). 
“Deus não está no controle” - “Deus não sabe do que irá acontecer nas próximas horas”
Apesar de parecem absurdas tais declarações, sinceramente, eu entendo o coração de quem a escreveu. Ele não conhece o Deus da Bíblia. Tem um deus que ele mesmo criou em sua mente, cuja soberania e bondade não se encaixam ao desastre deste dia. Ele criou um deus em sua mente. Talvez por não conhecer o que as Escrituras dizem sobre o Deus trino que rege o universo com justiça e graça.
Pergunto a vocês: o que deveríamos (e o que não deveríamos) estar discutindo numa hora triste como essa?
O que NÃO deveríamos ficar discutindo é se Deus sabia ou não, se Ele poderia evitar ou não... Isso é papo de menino, de criança mimada, de gente que não se submete à Instrução Eterna e que, por isso, nunca sai da mesmice na vida e no discurso.
O que DEVERÍAMOS estar discutindo (e refletindo) é:
  1. Que deveríamos chorar com os que choram;
  2. Que deveríamos orar pela vida dos que sobreviveram e, também, pelos, agora, órfãos, viúvas, etc.;
  3. Que deveríamos orar pelos países ainda em vista de serem atingidos pela tsunami;
  4. E, por fim, e MAIS IMPORTANTE DE TUDO, deveríamos pensar no fato de que, todas as pessoas mortas na tragédia, estão vivas! Sim. Todas as pessoas mortas na tragédia, estão nas mãos de Deus que os separará em breve, como o trabalhador do campo separa o trigo do joio. Eles estão vivos, na eternidade. Estão todos conscientes, aguardando o juízo do Justo Juíz. E, certamente, seu maior problema não será a infelicidade do desastre pelo qual passaram, mas seu arrependimento ou não de pecados diante da graça de Deus revelada na cruz de Cristo. A realidade desta vida é que, um dia, todos morreremos. Alguns, de um modo trágico. Outros, de um modo não tão trágico. A morte sempre trará tristezas, dúvidas, lamentações, e medos. 
Deus está no controle de tudo! As pessoas que morreram estão nas mãos dEle. As que ainda morrerão, também não fogem de Sua soberania. Se Deus não controla o universo, quem então o faz? Se Deus não controla tudo, quem é responsável pelo mal? Seria o Diabo, Gondim? O acaso, a contingência? Se Deus não é Soberano, logo, não faz sentido esperar uma vitória sobre o mal. Se todo o futuro é uma possibilidade aberta, poderá acontecer de o mal, no final, vencer. Para mim, o nome disso é ARROGÂNCIA! Alguém que larga a Bíblia e passa a dissertar num suposto tom intelectual além de arrogante, deixa de ser cristão.
Antes que alguém me pergunte, não confundamos o tsunami com uma possível disciplina. Longe de nós tal pensamento. 
Só o Senhor reina! Só Ele sabe o por quê de tudo! Só Ele determina o que é e o que há de ser! Só Ele decide conhecer nosso futuro e apagar nosso passado (ao invés do contrário)!
Reflita nesses dois belos versos da Palavra de Deus: 
“Faz subir as nuvens dos confins da terra, faz os relâmpagos para a chuva, faz sair o vento dos seus reservatórios.” Salmo 135.7 
“Por isso, te anunciei desde aquele tempo e te dei a conhecer antes que acontecesse, para que não dissesses: O meu ídolo fez estas coisas; ou: A minha imagem de escultura e a fundição as ordenaram”. Isaías 48.5
Que Deus tenha misericórdia de nós.
Soli Deo Gloria

Fonte: Web Evangelista

quinta-feira, 17 de março de 2011

A DISTINÇÃO ENTRE OS PRESBÍTEROS DOCENTES E REGENTES- II - POR Roger L. Smalling.

PRIMEIRA PARTE
QUAL É A POSIÇÃO DA PCA COM RESPEITO A ESTAS TRÊS PROPOSIÇÕES?
São diferentes os ofícios de Presbíteros Docentes e Regentes? A resposta se mostra em um diagrama tomado da PCA em Position Digest Parte V, página 456.


O diagrama indica que ainda que exista uma classe de ofício chamado Presbítero, não obstante, os Presbíteros Docentes e Regentes NÃO são os mesmos oficiais.
A declaração oficial da PCA é como segue:
Recomendação Nº1:
Que a Assembléia Geral afirma que a Escritura ensina que em adição ao oficio fundamentos dos crentes, há também classes especiais e perpetuas de ofícios na Igreja, Presbítero e Diácono, e que há dentro da classe de Presbítero duas ordens, Docente e Regente . (Adotado, 7ª General Assembly, 1979 – Position Papers, Vol.5, p.457)
Nossos símbolos por conseguinte reconhece uma classe de Presbítero, dividido em duas ordens: Presbítero Regente e Presbítero Docente. Um Presbítero Regente não se converte em um Presbítero Docente meramente porque ele ensina em classe de escola dominical ou realiza uma pregação. Nem um Presbítero Docente chega a ser um Presbítero Regente porque ele exerce algumas funções administrativas. A diferença entre eles não é uma função particular em dado momento. Eles pertencem a ordens diferentes, segundo a posição mantida pela PCA. (A Defesa Escriturística será apresentada na Segunda Parte).
Reconhece a PCA o conceito de “paridade” no governado entre os dois ofícios? A resposta é sim. O Diagrama abaixo ilustra:


Este diagrama representa o conceito de paridade governamental. Note que os dois ofícios se sobrepõem. Juntos, governam a congregação, porém não se governa um ao outro – 1 Timóteo 5.17
Quem tem autoridade para pregar a Palavra de Deus nos púlpitos da PCA?
O Catecismo Maior estabelece:
PERGUNTA 158: Por quem deve ser pregada a Palavra de Deus?
RESPOSTA: A Palavra de Deus deve ser pregada somente pelos que foram suficientemente dotados e devidamente aprovados e chamados para tal ofício.
Aparece uma ligeira ambigüidade nesta declaração. Tradicionalmente, se tem entendido que o Catecismo Maior de Westminster delega aos Presbíteros Docentes ordenados, ainda que, o termo Pastor ou Ministro não se use aqui. Mas, depois disto tudo, que aconteceria se um Presbítero Regente pudesse pregar melhor que um Presbítero Docente qualquer? A Assembleia da PCA de 1979 responde:
Recomendação Nº 4:
A Assembleia Geral reafirma a posição Presbiteriana histórica conforme expressa no Catecismo Maior em sua pergunta 158, que ninguém deve pregar o Evangelho senão aqueles que são chamados e dotados por Deus; e que, por conseguinte, somente aqueles homens que são apropriadamente ordenados ou licenciados podem pregar nos púlpitos da PCA ; e que aos Presbíteros Regentes se lhes permite e anima a renovar a prática histórica de exortar ao povo de Deus. (Adotado, p.457-458).
Esta recomendação uni-se com a recomendação de Número 5 que trata da relação do Pastor com o Conselho. Disto nós vemos que a PCA considera o púlpito como o domínio habitual do Presbítero Docente, não obstante, o Presbítero Regente pode exercer qualquer dos dons ministeriais de exortação que possua em outros domínios e circunstâncias.
Na PCA, não se aceita a prática de programar dentro das agendas de pregação regulares da igreja, aqueles que não são ordenados como Presbíteros Docentes.
Quem tem autoridade para administrar os sacramentos?
Os Símbolos de Westminster afirmam:

A Confissão de Fé de Westminster:
Há só dois sacramentos ordenados por Cristo, nosso Senhor, no Evangelho - O Batismo e a Santa Ceia; nenhum destes sacramentos deve ser administrado senão pelos ministros da palavra legalmente ordenados. (Capítulo 27, Seção 4)
O Catecismo Maior:
169. Como ordenou Cristo que o pão e o vinho fossem dados e recebidos no sacramento da Ceia do Senhor?
RESPOSTA: “Cristo ordenou que os ministros da Palavra, na administração deste sacramento da Ceia do Senhor...”
176. Em que concordam os sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor?
RESPOSTA: “... em ambos serem selos do mesmo pacto, em não deverem ser administrados senão pelos ministros do Evangelho...”
Considerando isto, está claro que a posição dos Símbolos de Westminster é que os ministros do Evangelho e somente estes, tem a autoridade para ministrar os sacramentos em nossas igrejas. A declaração da PCA é como segue:
Recomendação Nº 8:
A Assembleia Geral afirma que de acordo com os Símbolos Confessionais da Igreja, somente os Presbíteros Docentes ordenados legalmente podem administrar os Sacramentos (Adotado, 7ª General Assembly, 1979, Position Papers, Vol.5, p.461)
Como justificativa para esta recomendação, a comissão fez duas considerações pertinentes:
Se a PCA quiser fazer mudanças maiores quanto ao fato dos Presbíteros Regentes administrarem os sacramentos seria necessário outras mudanças ainda maiores nos símbolos confessionais. Ainda que os símbolos não devem ser colocados acima das Escrituras como única regra de fé e prática, contudo, temos dado forte testemunho de sua validade e veracidade diante das Escrituras, e as mudanças só poderiam ser possíveis se houver uma clara e grande evidência de que eles estejam biblicamente errados. Não encontramos tal evidência nos caso da administração dos sacramentos (Position Papers, Vol.5, p.460).
É de notar que a Comissão considerou que o ônus da prova está sobre aqueles oponentes aos nossos símbolos, pra que provem o contrário, em lugar de que a Comissão prove a validade dos mesmos. Em seguida a Comissão acrescenta:
“A administração dos sacramentos, por sua própria natureza, é um exemplo da proclamação da Palavra de Deus e [...] deveria ser realizada somente em conjunto com a pregação da palavra” (Position Papers, Vol.5, p.460).
No contexto, a comissão ao reconhecer que somente os Presbíteros Docentes tem a autoridade para proclamar a Palavra regularmente no púlpito, então, por necessidade lógica, somente estes tem a autoridade para administrar os sacramentos, que a Palavra autoriza.
Reconhece a PCA uma só ordenação pra o ofício de Presbítero, ou reconhece duas ordenações, como são uma para os Presbíteros Docentes e outra pra os Presbíteros Regentes?
A declaração oficial da PCA diz o seguinte:
Recomendação Nº 7:
Nós afirmamos que a ordenação de Presbíteros é para uma ordem particular dentro da classe de Presbíteros, seja pra o Presbítero Docente ou para o Presbítero regente. Ambas as ordens de presbíteros incluem certas funções as quais estão descritas na Escritura,.... {aqui se segue uma longa e tediosa lista}... Adicionalmente, a ordem de Presbítero Docente inclui a função da pregação pública da Palavra e a administração dos Sacramentos; também certas coisas requeridas nos padrões contemporâneos da vida da igreja como a celebração de cerimônias matrimoniais e funerais. (Adotado, 7ª General Assembly, 1979, Position Papers, Vol.5, p.459-460)

A PCA reconhece duas ordenações distintas, porque o ofício de Presbítero Docente inclui funções que o Presbítero Regente não contempla. A diferença entre as duas [ordenações – NT] não está somente em realizar a função particular de administrar a Palavra e os Sacramentos. É um chamado e ordenação para realizar estas funções.
Qual é a posição da PCA em relação à igualdade de votantes? A declaração oficial da PCA diz o seguinte:
Recomendação Nº5, Parágrafo A3:
Os tribunais da Igreja que estejam sobre o nível de Presbitério buscam expressar a paridade com um balance numérico entre os Presbíteros Docentes e Regentes. A nível de conselho local usualmente há somente um Presbítero Docente, ou um pouco mais, diante de um número maior de Presbíteros Regentes. Ajuda a preservar a paridade dando-o a moderação a um da minoria de Presbíteros Docentes (Adotado, General Assembly, 1979, Poistion Papers, p.458)
A recomendação de número 5 é uma longa e tediosa resposta a uma sugestão feita por uma Igreja na Flórida em que dizia que um Presbítero Regente poderia moderar o Conselho no lugar do Pastor ser automaticamente o Moderador do Conselho. A recomendação reafirma a prática na PCA de que o Pastor é o Moderador (Presidente na IPB) e rejeita a sugestão da igreja da Flórida. Devido ao fato da resolução ser bastante longa resumimos aqui as razões que fundamentam a continuação desta prática:
1. O Concílio de Jerusalém, de Atos 15, foi presidido por um Presbítero Docente. Este é o precedente bíblico.
2. A prática geral das igrejas deste o tempo dos Apóstolos tem sido que as igrejas locais estejam presididas por seus ministros. Tem-se demonstrado que isto é beneficioso.
3. Qualquer outra coisa seria um rompimento com a prática reformada que perdura mais de 400 anos.
4. Esta prática ajuda a guardar a paridade devido ao fato de que os Presbíteros Docentes, normalmente, são minoria no Conselho.
5. Devido ao fato de que o Presbítero Docente é um membro do Presbitério, sua conexão com o mesmo ajuda a fortalecer os laços de unidade entre a Igreja local e o Presbitério.
6. Quando o Presbítero Docente NÃO é o Moderador do Conselho, então pode haver o perigo de que este seja considerado como um mero secretário em lugar de um Ministro da Palavra.
A introdução à recomendação também menciona que quando uma igreja elege um pastor, eles o estão elegendo, de maneira automática, como o Moderador do Conselho.
Então, pode-se deduzir que a PCA se esforça em preservar a paridade na representação no interior dos tribunais. Nos casos em que a paridade não se pode ser alcançada, se aconselha que outras formas administrativas sejam implementadas para conseguir a paridade.
Tem sido dito por alguns que a posição da PCA em relação a estes pontos é mera tradição. Tem estas posições um precedente histórico anterior ao da América do Norte?
Ainda que a tradição não é autoritativa, ela tem valor em quanto revela a verdadeira natureza da história e prática da Reforma. Se a posição da PCA está de acordo com a prática reformada ao longo do tempo, então, os missionários norte-americanos não tem ensinado sua cultura.
As citações referentes à continuação de tal procedimento vem das Confissões de Fé de várias culturas e línguas, que se remontam ao século XVI. Novamente, reconhecemos que a tradição não é autoritativa. A Bíblia é autoritativa. Elas tão pouco são referências de uma cultura. Uma revisão da história pode dar um sentido de cautela aqueles que poderiam desviar-se da norma estabelecida.
Observe as seguintes citações de Confissões Reformadas antigas, cujas datas são anexadas:
Confissão Helvética (1536):
“[...] que os mistérios das Escrituras sejam diariamente expostos e explicados por ministros qualificados [...]”
Artigos de Lausanne (1536 – Suiça):
“Dita Igreja não reconhece outro ministro exceto aquele que Prega e administra os sacramentos”
A Confissão de Genebra (1536 – escrita por João Calvino):
“Nós não reconhecemos a outros pastores na Igreja senão aos pastores fiéis da Palavra de Deus, que alimentam as ovelhas de Cristo [...]” “Nós cremos que os Ministros da Palavra de Deus e os Presbíteros e Diáconos, devem ser eleitos aos seus respectivos ofícios mediante uma eleição legal da Igreja [...]”
Confissão de Fé Francesa (1559):
“[...] nós cremos que a ordem da Igreja, estabelecida por sua autoridade, deve ser sagrada e inviolável, e que, portanto, a Igreja não pode existir sem pastores para a instrução, a quem devemos respeitar e escutar reverentemente, quando eles tem sido chamados de maneira apropriada e exercem seu ofício fielmente”.
As práticas da PCA tem sua origem em um movimento trans-cultural a mais de 400 anos, conhecido como Reforma Protestante.

obs: Se desejar a obra completa em PDF - entre em contato com o tradutor:
jrcalvino9@hotmail.com / jrcalvino9@gmail.com
Atenciosamente, o tradutor: João Ricardo Ferreira de França.

A DISTINÇÃO ENTRE OS PRESBÍTEROS DOCENTES E REGENTES- I - POR Roger L. Smalling.

INTRODUÇÃO:
Esta tese tem sido revisa por um grupo de pastores do Presbitério da Carolina do Norte das Igrejas Presbiterianas das Américas. A conclusão do concílio foi que o autor “apresentou corretamente a posição da PCA (Igrejas Presbiterianas) sobre a questão de Presbíteros Docentes e Presbíteros Regentes”
O Propósito da Tese:
O propósito desta tese é apoiar, apartir das Escrituras, as distinções Presbiterianas tradicionais entre os Presbíteros Docentes e Regentes. Todos nós estamos de comum acordo que o termo “Presbítero” se refere a uma classe de líder. A pergunta é si os dois ofícios de Presbíteros existem dentro de uma classe, ou sem algumas distinções são meramente descritivas de diferentes funções.
O assunto tem conseqüências práticas, que tem levado mais além de uma divisão teológica. Quem tem autoridade para administrar a Palavra e os Sacramentos a uma congregação local? A quem é delegada a função de discipular a igreja local e levá-la a completa obediência a Cristo? Tem um ofício o direito de governar o outro? Por sua vez, isto justificará as medidas tradicionais que os presbiterianos tem tomado para assegurar a continuação destas distinções.
Nesta tese, demonstrarei com base na Escritura três proposições lógicas:
1) Existe uma classe de Presbítero com duas ordem de oficiais: Presbítero Docente e Presbítero Regente. Ainda que eles tenham certas funções que se sobrepõem, suas vocações e ordenações são diferentes.
2) As duas ordens de oficiais são iguais em autoridade governamental nos tribunais da igreja. Um não governa sobre o outro. Este conceito é chamado de “paridade” dentro dos círculos Presbiterianos.
3) Ao Presbítero Docente somente é delegada a autoridade de pregar e ensinar a Palavra à congregação, e administrar os sacramentos. Disto tem a responsabilidade de pastorear e discipular a todos os membros da congregação, incluindo aos Presbíteros Regentes.
Procederei mostrando primeiro qual é a posição da PCA nestes pontos na Primeira Parte, seguindo para a Segunda Parte com justificações escriturísticas. Seguindo o padrão dos Símbolos de Westminster, que estabelece o que cremos, apresentando a continuação das evidências escriturísticas.
A segunda parte clarifica que estas distinções não são produtor da tradição, mas estão baseadas na unidade progressiva da Bíblia, começando desde os tempos de Moisés até as Epístolas do Novo Testamento.

A DISTINÇÃO ENTRE OS PRESBÍTEROS DOCENTES E REGENTES - POR Roger L. Smalling.

A Eclesiologia Reformada tem recebido alguma atenção em nossos dias, todavia, ainda continua sendo um assunto ignorado, desconhecido e até mesmo não estudado com afinco.
Ora o livro que o leitor lança seus olhos em cima trata de uma tema que durante muitos anos atormentou nossa mente. A chamada distinção entre os Presbíteros dentro do Presbiterianismo – Presbíteros Docentes e Presbíteros Regentes – isto porque em nosso entendimento tal distinção era superficial e não tinha apoio nas Escrituras. Até que comecei a estudar o assunto. Por diversas matizes cheguei a conclusão de que a distinção precisa ser mantida e preservada.
Aqui o leitor será levado a três passos fundamentais para analisar esta questão da distinção entre os Presbíteros; no primeiro passo o autor mostrar como a PCA – Igreja Presbiteriana da América – entende o ofício de Presbítero, dando devida a atenção a fatos que envolvem esta temática da distinção; ou seja, seremos introduzidos aos conceitos do presbiterianismo histórico.
Nesta primeira parte o leitor verá que há uma distinção sustentada pela Igreja ao longo dos séculos, também se discutirá a temática de quem deve pregar, ensinar na Igreja – de forma clara e inequívoca o autor – seguindo a tradição da PCA afirma: “Apenas os Presbíteros Docentes podem pregar, ensinar e discipular na Igreja” – ele mostra que esta é uma aplicação lógica do sistema confessional da Igreja Presbiteriana – conforme expressa nos Símbolos de Fé de Westminster.
Na segunda parte desta obra o autor procura mostrar as evidências Bíblicas para se manter tal distinção, de forma primorosa os textos são esclarecidos não deixando duvida alguma sobre o papel de cada Presbítero dentro do governo e do ensino da Igreja de Cristo. É surpreendente a forma como o autor aborda estas questões tão singulares.
É claro que após a leitura deste livro se repensará muito sobre a pregação feita por um leigo, ou mesmo por um Presbítero Regente; aqui temos um texto onde seremos todos nós desafiados a repensar tudo o quanto aprendemos até o dia de hoje.
Na terceira e última parte do livro seremos introduzidos aos questionamentos gerais e mais comuns sobre este tópico da Eclesiologia; o autor levanta questões sobre a paridade eclesiástica dentro do sistema presbiteriano – esclarecendo pontos que muitas vezes ficam turvos na discussão sobre a temática aqui enunciada.
A tradução do presente texto foi motivada por causa de conversas trocadas com o Reverendo Rodrigo Ferreira Brotto, nosso pastor e amigo, onde sempre nos oferece indicações de uma boa eclesiologia, sólida, histórica, confessional e acima de tudo Bíblica.
Esperamos que este livro ajude-nos a compreender com mais clareza o oficio de Presbítero dentro de nossa amada Igreja Presbiteriana do Brasil.
Pelo Reino, por um Evangelho da Graça,
João Ricardo Ferreira de França
Teresina, 11 de Março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

Pornografia e o leve desvio de Ted Bundy [ENTREVISTA CHOCANTE]

Se você é uma pessoa que neste ponto de alguma forma considera você mesmo uma exceção para cada regra, alguém que é capaz de dominar seu pecado sexual, essa próxima sessão deve atrair sua atenção. Criado em Seattle e formado na Universidade de Washington, Ted Bundy se tornou um dos mais notórios e medonhos seriais-killers da nação (EUA), por espancar, estuprar, e depois matar pelo menos 30 meninas e mulheres entre a idade de 12 e 26 anos. Pouco tempo antes de ele ser executado, Bundy foi entrevistado pelo líder cristão James Dobson. Chocantemente, Bundy admitiu que ele não possuía nenhum dos antecedentes normais para tal comportamento pecaminoso, como ele foi criado em um lar Cristão amoroso com 5 irmãos e não experimentou nenhum abuso sexual enquanto crescia.

Antes, ele confessou com detalhes claros como sendo um garoto jovem, como a maioria dos garotos fazem, via pornografia comum, o que cresceu e se tornou cada vez mais pesado em formas desviantes de pornografia que acabou levando ele a atuar para fora as suas maldosas fantasias. A citação abaixo é uma edição da conversa que aconteceu apenas dezessete horas antes de Ted ser levado à cadeira elétrica. Acredito que será um lembrete soberano aos meus irmãos cristãos que o pecado da luxúria é uma parasita insaciável que não deve ser alimentada, sob pena de ela crescer e levar à morte.



James C. Dobson: São por volta de 2:30 da tarde. Está programado para que você seja executado amanhã cedo às 7:00, se você não receber outra sentença. O que está passando pela sua cabeça? Quais pensamentos você tem tido nesses últimos dias?

Ted: Eu não vou enganar você dizendo que é algo que eu sinto estar no controle ou com que eu possa ter chegado a um acordo. É uma coisa de momento pra momento. Às vezes me sinto muito tranqüilo e outras vezes já não me sinto totalmente tranqüilo. O que está acontecendo na minha cabeça agora é usar os minutos e horas que me restam o quanto proveitoso for possível. Isso ajuda a viver no momento, na essência do que a gente usar como proveitoso. Exatamente agora, eu estou me sentindo calmo, em grande parte, porque estou aqui com você.

JCD: Para registro, você é culpado de matar muitas mulheres e meninas.

Ted: Sim, isso é verdade.

JCD: Como isso aconteceu? Leve-me de volta. Quais são os antecedentes do comportamento que nós vimos? Você foi criado em no que a gente considera um lar saudável. Você não foi abusado fisicamente, sexualmente ou emocionalmente.

Ted: Não. E essa é a parte da tragédia na situação toda. Eu cresci em uma casa maravilhosa com dois pais dedicados e amorosos, como um de 5 irmãos e irmãs. Nós, como crianças, éramos o foco da vida de nossos pais. Nós regularmente íamos à igreja. Meus pais não bebiam ou fumavam ou jogavam com aposta. Não havia abuso físico ou brigas (lutas) dentro de casa. Não estou dizendo isso para “dar uma de coitadinho”¹, mas era uma casa cristã excelente e sólida. Espero que ninguém vá tentar tomar o caminho fácil sobre isso e acusar minha família de contribuir com isso. Eu sei, e estou tentando te contar da forma mais honesta que eu saiba, o que realmente aconteceu. Quando era um garoto de 12 ou 13 anos, eu encontrei, fora de casa, no armazém local e nas farmácias, o softporn (pornografia leve). Garotos pequenos exploravam corredores laterais e ruas vazias dos seus bairros, e no nosso bairro, as pessoas iam despejar o lixo. De vez em quando, nós deparávamos com livros de uma natureza mais pesada – mais gráfica. Isto também incluía revista policiais etc. E eu quero enfatizar isso: o tipo mais nocivo de pornografia – e estou falando com dificuldade real, da experiência pessoal – é aquela que envolve violência e violência sexual. O casamento destas duas forças – eu sei muito bem – gera o comportamento que é terrível demais para descrever.

JCD: Me leve até aquilo. O que estava acontecendo na sua mente naquele momento?

Ted: Antes de irmos adiante o mínimo que seja, é importante para mim que as pessoas acreditem no que estou falando. Não estou culpando a pornografia. Não estou dizendo que ela me levou a sair por aí e fazer certas coisas. Assumo total responsabilidade por todas as coisas que eu fiz. Essa não é a questão aqui. A questão é como estes tipos de literatura contribuíram e ajudaram moldando e modelando os tipos de comportamento violentos.

JCD: Isso alimentou suas fantasias?

Ted: No início, isso alimentou esse tipo de processo mental. Depois, em um determinando momento, vira um instrumento de cristalização, fazendo com que aquilo se tornasse quase que uma entidade separada dentro de mim.

JCD: Você chegou tão longe quanto você poderia ter chegado em sua própria vida de fantasia, com material imprenso, fotos, vídeos, etc, e em seguida, houve a urgência de ter que dar aquele passo para um evento físico.

Ted
: Uma vez que você se tornou viciado nisso, e eu olhei para isto com uma espécie de vício, você busca o mais potente, mais explícito, mais tipos de materiais gráficos. Como um vício, você anseia por algo que é mais pesado e lhe dá uma maior sensação de excitação, até que você chega ao ponto aonde a pornografia já foi tão longe – até aquele ponto em que você acha que fazendo vai te proporcionar algo maior do que só lendo ou olhando.

JCD: Quanto tempo você ficou nesse ponto antes de você realmente ter agredido alguém?

Ted: Um par de anos. Eu estava lidando com inibições muito fortes contra o comportamento criminoso e violento. Que tinha sido condicionado e criado dentro de mim do meu bairro, o ambiente, igreja e escolas. Eu sabia que era errado o pensar sobre aquilo, e certamente, o fazer aquilo era errado. Eu estava no limite, e os últimos vestígios de contenção estavam sendo testados constantemente, e atacou através do tipo de vida de fantasia que foi alimentado, fortemente, pela pornografia.

JCD
: Você se lembra o que te levou até o limite? Você se lembra da decisão de “ir nessa”? Você lembra quando você decidiu jogar a cautela pro ar?

Ted: É uma coisa muito difícil de descrever – a sensação de chegar naquele ponto aonde que eu sabia que eu não poderia controlar mais. As barreiras que eu tinha aprendido quando criança não eram mais suficientes para me segurarem de procurar alguém e machucar.

JCD
: Seria correto chamar isto de um frenesi sexual?

Ted
: Esta é uma maneira de descrevê-lo – uma compulsão, um desenvolvimento dessa energia destrutiva. Outro fato que não havia mencionado é o uso do álcool. Em conjunto com minha exposição à pornografia, o álcool reduziu minhas inibições e a pornografia corroeu ainda mais.

JCD: Depois que você cometeu seu primeiro assassinato, qual foi o efeito emocional? O que aconteceu no dia depois disso?

Ted
: Mesmo todo estes dias depois é difícil falar sobre isso. Revive-lo falando sobre isso é difícil dizer o mínimo, mas eu quero que você entenda o que aconteceu. Foi como sair de um transe horrível ou algum sonho. Eu só posso compará-lo (e não quero dramatizar demais) com ficar possuído por alguma coisa tão horrível e estranha, e na manhã seguinte acordar e lembrar o que aconteceu e perceber que, aos olhos da lei, e certamente aos olhos de Deus, você é responsável. Para acordar de manhã e perceber que eu tinha feito com minha mente clara, com todas as informações morais e éticas necessárias intactas, absolutamente me horroriza.

JCD: Você não sabia que era capaz disso antes?

Ted
: Não existe forma de descrever a vontade brutal de fazer aquilo e uma vez que tenha sido satisfeita, ou gasta, e aquele nível de energia se retraiam, eu voltava a ser eu mesmo. Basicamente, eu era uma pessoa normal. Eu não era um cara de sair em bares, ou um vagabundo. Eu não era um pervertido no sentido que as pessoas olhassem entre si e dissessem: “Eu sei que tem alguma coisa errada com ele”. Eu era uma pessoa normal. Eu tinha bons amigos. Eu levava uma vida normal, exceto por este pequeno, mas muito potente e destrutivo segmento da minha vida que eu guardava em bastante segredo e bem perto de mim. Aqueles de nós que tem sido tão influenciados por violência na mídia, particularmente a violência pornográfica, não são uma espécie de monstros inerentes. Nós somos seus filhos e maridos. Nós crescemos em famílias regulares. A pornografia pode alcançar e agarrar qualquer criança de hoje. Ela agarrou-me para fora da minha casa 20 ou 30 anos atrás. Quão diligentes quanto foram meus pais, e eles foram diligentes em proteger os seus filhos, e com um bom lar cristão como nós tivemos, não existe qualquer proteção contra os tipos de influências que estão soltos em uma sociedade que os tolera…

JCD: Fora destas paredes, há várias centenas de jornalistas que queriam falar com você, e você pediu para que eu viesse, porque você tinha alguma coisa para dizer. Você sente que a pornografia hardcore, e a porta para ela, o softporn, está causando danos incalculáveis para as outras pessoas e fazendo com que outras mulheres sejam abusadas e mortas da forma que você fez.

Ted: Eu não sou um cientista social, e não pretendo acreditar que “um cidadão qualquer”² pensa sobre isto, mas eu vivi na prisão já faz um longo tempo até agora e conheci muitos homens que foram motivados a cometer violência. Sem exceção, cada um deles estavam profundamente consumidos pelo vício. O próprio FBI tem um estudo sobre homicídios em série do qual mostra que o interesse mais comum entre os seriais-killers é a pornografia. É verdade.

JCD: Como teria sido sua vida sem essa influência?

Ted
: Eu sei que teria sido de longe melhor, não só para mim, mas para um monte de outras pessoas – vítimas e famílias. Não há dúvida de que ela teria sido uma vida melhor. Estou absolutamente certo de que não teria envolvido esse tipo de violência.

JCD
: Se eu fosse capaz de perguntar o tipo de perguntas que são colocadas, uma seria, “Você está pensando sobre todas as vítimas e suas famílias, que estão tão feridas? Anos já passaram, suas vidas não são normais. Elas nunca serão normais. Você tem remorso?”

Ted
: Eu sei que as pessoas vão me acusar de estar mentindo pra me defender (sendo egoísta), mas com a ajuda de Deus, eu tenho sido capaz de chegar ao ponto, depois de muito tempo, aonde eu posso sentir a mágoa e a dor pela qual fui responsável. Sim. Absolutamente! Durante estes últimos dias, eu e um número de investigadores temos falado sobre casos não resolvidos – assassinatos dos quais eu estava envolvido. É difícil falar sobre, todos esses anos depois, porque isto reaviva todos os sentimentos terríveis e pensamentos com os quais eu com firmeza e diligencia tenho lidado – acho que com sucesso. Então foi reaberto e eu senti a dor e o horror daquilo. Eu espero que aqueles que eu causei tanto luto, mesmo se eles não acreditarem na minha expressão de angústia, eles vão acreditar no que vou dizer agora: Existem aqueles soltos nas suas cidades e comunidades, como eu, cujos impulsos perigosos estão sendo alimentados, dia sim, dia não, pela violência nos meios de comunicação de formas variadas – particularmente a violência sexual. O que me assusta é quando vejo o que passa na TV a cabo. Parte da violência nos filmes que entram em casa hoje é coisa que não iriam mostrar em “cinemas só para maiores” há 30 anos atrás.

JCD
: Você quer dizer os filmes de terror?

Ted
: Essa é a forma, mas gráfica de violência na tela, especialmente quando as crianças estão desavisadas ou inconscientes que elas poderiam ser um Ted Bundy, que elas poderiam ter uma predisposição a esse tipo de comportamento.

JCD
: Um dos últimos assassinatos que você cometeu foi da menina de 12 anos Kimberly Leach. Acho que o clamor do público é maior porque uma criança inocente foi tirada do parquinho infantil (playground). O que você sentiu depois disso? Eram normais as emoções depois disso?

Ted
: Exatamente agora eu realmente não consigo falar sobre isso. É muito doloroso. Eu gostaria de ser capaz de transmitir a você como é essa experiência, mas não seria capaz de falar sobre isso. Eu mal consigo começar a compreender a dor que os pais dessas crianças e jovens mulheres que eu já me sinto detestável. E eu não posso restaurar muito a eles, se alguma coisa. Também não vou fingir, e eu nem mesmo espero que eles me perdoem. Eu não estou pedindo por isto. Este tipo de perdão é de Deus, se eles possuem, eles possuem, e se não, talvez vão encontrá-lo algum dia.

JCD: Você merece a punição que o Estado impôs sobre você?

Ted
: Essa é uma pergunta muito boa. Eu não quero morrer, não vou mentir pra você. Eu mereço, certamente, a punição mais extrema que a sociedade tiver. E eu penso que a sociedade merecer ser protegida de mim e de outros como eu. Sem sombra de dúvidas. O que espero vir da nossa discussão é que eu acho que a sociedade merece ser protegida de si mesma. Como conversamos, há forças soltas neste país, especialmente este tipo de pornografia violenta, onde, por um lado, pessoas bem-intencionadas que condenam o comportamento de um Ted Bundy, enquanto eles estão caminhado passam por uma revista aterradora cheia das coisas que enviam crianças jovens no caminho para serem Ted Bundys. Essa é a ironia. Estou falando de ir além da retribuição que as pessoas querem de mim. Não há nenhuma maneira no mundo que me matando vai restaurar essas crianças lindas aos seus pais e corrigir e aliviar a dor. Mas existem muitas outras crianças brincando em ruas ao redor do país hoje que estarão mortas no dia seguinte, e no outro dia, porque outras pessoas jovens estão lendo e vendo os tipos de coisas que estão disponíveis nos meios de comunicação hoje.

JCD: Há um cinismo tremendo sobre você do lado de fora, eu suponho, que por uma boa razão. Eu não tenho certeza se há alguma coisa que você poderia dizer que as pessoas iriam acreditar, ainda que você me tenha dito (e eu já ouvi isso através de nosso amigo em comum, John Tanner) que você aceitou o perdão de Jesus Cristo e é um discípulo, que crê n’Ele. Você tira forças disso enquanto as horas finais se aproximam?

Ted: Eu faço. Eu não posso dizer que estar no Vale da Sombra da Morte é algo com que eu tenha me acostumado, e que sou forte e nada me incomoda. Não tem graça. Gera uma espécie de solidão, ainda tenho que me lembrar que cada um de nós vai passar por isso algum dia, de uma forma ou de outra.

JCD: Está ordenado para o homem (possivelmente citando Hb 9.27).

Ted
: Incontáveis milhões que já caminharam sobre a Terra antes de nós passaram por isso, assim que esta é apenas uma experiência que todos nós compartilhamos.

—-Ted Bundy foi executado às 7:15AM um dia depois dessa entrevista ter sido gravada.—-

No final, o pecado leva à morte. Jesus morreu pelos seus pecados. Você está numa guerra. Seja um homem. Mate seus pecados.

Notas de Tradução:

¹ Expressão Leave it to Beaver, lit.: ‘Deixe isso para o Castor’, muito traduzida como ‘Foi sem querer’, “Beaver” também pode significar “Trapalhão”, primeiramente traduzi como “levar toda a culpa”, mas acho que “dar uma de coitadinho” ficou mais adequada com o contexto.

² John Q.Public é um nome genérico nos Estados Unidos para designar um membro hipotético da sociedade considerado um “homem comum”, no presente texto foi usado o termo John Q. Citizen que se aplica igualmente a uma pessoa pública, especificando este “homem comum” como um cidadão.
Tradução livre do e-book (e livreto) gratuito “Porn-again Christian – a frank discussion on pornography & masturbation” de Mark Driscoll.

Tradução: Vítor Ferolla

Revisão da tradução: Ada Paiva

Fonte em português: http://www.amandoaoproximo.blogspot.com/

sábado, 5 de março de 2011

Produtos e marcas envolvidas com o Satanismo

Por Neiva Brum Teixeira Gomes

Antes de ir fazer missão nos E.U.A., eu acreditava em muita coisa que armavam de colagens e inventavam, a respeito da Procter&Glamber, Coca-cola, Walt Disney, e ao chegar lá descobri que tudo não passava de uma grande armação de concorrentes desonestos para vender mais. Por exemplo, me mostraram quando eu era mais nova que o dono da Procter&Glamber era satanista e até me mostraram recorte de jornal. Moral da História, o cara é de New Jersey, é cristão e sustenta muitos missionários no mundo todo. A fórmula da Coca-cola, por exemplo, foi criada por um Metodista e a sociedade de mulheres da Igreja Metodista nos Estados Unidos detêm uma parte das ações e ajudam a sustentar missionários, e quando elas descobriram que a Coca-cola do Brasil criou uma cerveja, a Kaiser, elas deram a eles meses para venderem, desfazer a marca ou passariam a representar Coca-cola no Brasil diretamente. Eles tiveram que vender rapidinho.

Walt Disney, antes de morrer, vendeu muitas ações do parque, e seus personagens, e acredite, para a Igreja Batista do Sul, a segunda maior Igreja americana, que ainda é detentora de 35 por cento das ações. No ano de 1985, os gays americanos (que fazem a maior passeata gay do mundo que duram 3 dias a cada ano), resolveram pedir para fechar o parque por 3 dias para que a passeata fosse lá na Disney da Flórida. A Igreja Batista do Sul juntou com outros acionistas, que eram católicos tradicionais, e formaram maioria e não permitiram. A partir daí, os gays começaram a avacalhar, por pura retalição a Disney, insinuando que houvesse mensagens subliminares nos desenhos da Disney com apologia à pornografia.

Em tempo, a Hello Kitty não é uma boneca sem boca que uma mulher americana que teve uma filha sem boca consagrou ao diabo, antes, trata-se de uma boneca estritamente japonesa, e os gatos lá, tanto como na China, são animais que, segundo se diz, traz saúde, paz e dinheiro, e tem uma turminha de gatos da qual a Hello Kitty faz parte.





* Trecho da resposta dada por Neiva Brum Teixeira Gomes, missionária metodista brasileira nos EUA, à uma amiga pelo orkut, depois que esta lhe enviou um vídeo que relacionava tais marcas e personagens ao Satanismo.

Fonte: Hermes Fernandes

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Expiação

Romanos 3:25 “A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”.

A expiação é uma reconciliação de partes alienadas entre si, a restauração de um relacionamento rompido. A expiação é realizada por ressarcir os danos, apagando-se os delitos e oferecendo satisfação pelas injustiças cometidas.

Segundo as Escrituras, toda pessoa peca e precisa fazer expiação de suas culpas, porém faltam o poder e os recursos para isso. Temos ofendido o nosso Criador, cuja natureza é odiar o pecado (jr 44.4; Hc 1.13) e punir o mesmo (Sl 5.4-6; Rm 1.18; 2.5-9). Os que têm pecado não podem ser aceitos por Deus e não podem ter comunhão com ele, a menos que seja feita expiação. Uma vez que há pecado mesmo nas melhores ações das criaturas pecadoras, qualquer coisa que façamos na esperança de ressarcir os danos só pode aumentar a nossa culpa ou piorar a nossa situação, porque “o sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR” (Pv 15.8). Não há modo de a pessoa poder estabelecer a própria justiça diante de Deus (Jó 15.14-16; Is 64.6; Rm 10.2-3); isso simplesmente não pode ser feito.

Porém, contra esse fundo de desesperança humana, as Escrituras revelam a graça e a misericórdia de Deus, que, pessoalmente, providencia a expiação que o pecado torna necessária. A maravilhosa graça de Deus é o enfoque da fé bíblica; do Gênesis ao Apocalipse, a graça brilha com glória maravilhosa.

Quando Deus tirou Israel do Egito, ele estabeleceu, como parte do relacionamento da aliança, um sistema de sacrifícios, que tinha seu âmago no derramamento de sangue de animais “para fazer expiação por vossa alma” (Lv 17.11). Esses sacrifícios eram “típicos”, isto é, como “tipos”, prenunciavam alguma coisa melhor. Pecados eram perdoados quando os sacrifícios eram fielmente oferecidos, mas não era o sangue dos animais que apagava os pecados (Hb 10.4); era o sangue do “antítipo”, Jesus Cristo, cuja morte na cruz expiou os pecados já cometidos, bem como os pecados que seriam cometidos posteriormente (Rm 3.25-26; 4.3-8; Hb 9.11-15).

De acordo com o Novo Testamento, o sangue de Cristo foi derramado como sacrifício (Rm 3.25; 5.9; Ef 1.7; Ap 1.15). Cristo redimiu os seu povo por meio de um resgate; sua morte foi o preço que nos livrou da culpa e da escravidão ao pecado (Rm 3.24; Gl 4.4-5; Cl 1.14). Na morte de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo, vencendo a sua própria hostilidade causada por nossos pecados (Rm 5.10; 2Co 5.18-19; C 1.20-22). A cruz aplacou Deus. Isso significa que ela aplacou a ira de Deus contra nós, expiando nossos pecados e, desse modo, removendo-os de diante de seus olhos (Rm 3.25; Hb 2.17j; 1Jo 2.2; 4.10). A cruz produziu esse resultado porque, em seu sofrimento, Cristo assumiu nossa identidade e suportou o juízo retributivo que pesava contra nós, isto é, “a maldição da lei” (Gl 3.13). Ele sofreu como nosso substituto, com o registro condenatório de nossas transgressões pregado por Deus na sua cruz, como a lista de crimes pelos quais ele morreu (Cl 2.14; conforme Mt 27.37; Is 53.4-6; Lc 22.37).

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pedofilia é “orientação sexual”, dizem especialistas no Parlamento do Canadá

Por Rebecca Millette


OTTAWA, Ontario, Canadá, 28 de fevereiro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Numa recente sessão parlamentar sobre um projeto de lei relativo a crimes sexuais contra crianças, especialistas em psicologia afirmaram que a pedofilia é uma “orientação sexual” comparável à homossexualidade ou heterossexualidade, uma definição que foi questionada por um membro do Parlamento que estava presente.

O projeto de lei C-54, uma Lei que servirá de Emenda ao Código Penal, busca aumentar ou impor penas ou castigos mínimos obrigatórios para criminosos sexuais de crianças em casos de crimes específicos.

O debate no Parlamento em 14 de fevereiro focalizou na prisão compulsória mínima e como os criminosos reagem a tratamento. O Dr. Vernon Quinsey e o Dr. Hubert Van Gijseghem, especialistas na questão, foram chamados para dar testemunho.

“Quando falamos de terapia ou quando indivíduos recebem terapia e sentimos como se todos tivessem sido apaziguados, a boa notícia é muitas vezes ilusória”, disse Van Gijseghem, psicólogo e professor aposentado da Universidade de Montreal.

“Os pedófilos não são simplesmente pessoas que cometem um pequeno delito de tempos em tempos. Pelo contrário, eles têm conflitos com o que equivale a uma orientação sexual exatamente como outro indivíduo pode estar em conflito com a heterossexualidade ou até mesmo a homossexualidade”, frisou Van Gijseghem.

“Os verdadeiros pedófilos têm preferência exclusiva por crianças, o que é a mesma coisa como ter uma orientação sexual. Não se pode mudar a orientação sexual de uma pessoa”. Contudo, ele acrescentou: “Apesar disso, ele poderá permanecer numa vida de abstinência”.

O parlamentar Serge Ménard mais tarde elogiou as testemunhas. “O sr. Van Gijseghem e o sr. Quinsey”, disse Ménard, “corrigiram algumas de nossas impressões”.

Entretanto, o parlamentar Marc Lemay do Bloco Quebequense desafiou a definição de Van Gijseghem. “Tenho de admitir que eu não estava esperando, neste Dia dos Namorados, estar falando sobre esse tipo impróprio de amor. Não é realmente amor. Tem mais a ver com violência e controle. Estou preocupado, Professor Van Gijseghem… pois você diz, se não me engano, que a pedofilia é uma orientação sexual”.

“Eu disse exatamente isso”, continuou Van Gijseghem.

Lemay continuou na questão, perguntando se pois a pedofilia deveria “ser comparada à homossexualidade”.

“Sim, ou heterossexualidade”, respondeu Van Gijseghem. “Se, por exemplo, você estivesse vivendo numa sociedade em que a heterossexualidade fosse condenada e proibida e você recebesse ordem de passar por terapia para mudar sua orientação sexual, você provavelmente diria que isso é um pouco doido. Em outras palavras, você não aceitaria isso de forma alguma. Eu uso essa analogia para dizer que sim, realmente sim, os pedófilos não podem mudar sua orientação sexual”.

Durante seu testemunho, Quinsey, professor emérito de psicologia na Universidade da Rainha, disse que os “interesses sexuais” dos pedófilos têm “preferência por crianças antes da puberdade”. “Não há nenhuma evidência”, disse ele, “de que esse tipo de preferência pode ser mudado por meio de tratamento ou por meio de qualquer outra coisa”.

“Dá para controlarmos o risco que os criminosos sexuais apresentam — até mesmo pedófilos”, acrescentou Quinsey, “Não é necessariamente que eles precisem mudar a orientação sexual deles; eles precisam aprender a se controlar, com nossa ajuda”. “Em minha opinião, a sociedade e ninguém neste debate aceitará a pedofilia, ainda que seja uma orientação sexual”, disse Lemay, “Recordo um período, não muito tempo atrás, em que a homossexualidade era tratada como uma doença. Agora, a homossexualidade é aceita; a sociedade a aceitou… Não consigo imaginar a pedofilia sendo aceita em 2011. Você está me dizendo que ainda que impuséssemos uma pena mínima de cinco anos nas pessoas, isso não resolveria o problema. Logo que saírem da cadeia, voltarão a cometer o mesmo crime. Isso é preocupante”.

Brian Lilley, colunista do jornal Toronto Sun, expressou choque com o testemunho de Van Gijseghem: “o que realmente me chocou foi o Dr. Hubert Van Gijseghem, professor da Universidade de Montreal, que apareceu para dizer aos parlamentares que a pedofilia é uma orientação sexual exatamente como a heterossexualidade ou homossexualidade”. Ele argumentou que “é hora de recuperamos nosso país. Para isso, temos de ignorar os ‘especialistas’”.

Contact information for Members of Parliament
Para ler a sessão parlamentar inteira, clique aqui.
Traduzido por Julio Severo: http://www.juliosevero.com/
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/pedophilia-a-sexual-orientation-experts-tell-parliament

terça-feira, 1 de março de 2011

Presbítero da Igreja Renascer comandará a bateria da escola de samba Mangueira durante Carnaval 2011

Presbítero da Igreja Renascer em Cristo, Ailton Nunes quer buscar a nota dez para a bateria da Mangueira. Cria da comunidade, ele vê a mão de Deus em seu dom de tocar. Quis o Criador abençoar o talento de Ailton André Nunes e ele acabou traçando seus passos no compasso do surdo de primeira. Ou melhor, da ‘Bateria Surdo Um’. Foi a paixão pelo ritmo, surgida quando ainda era moleque e rolava pelo lixão do Chalé, no Morro da Mangueira, em busca de latas e papelão para fazer tambores afinados com o calor de fogueiras, que fez o hoje presbítero, (uma espécie de líder) da Igreja ‘Renascer em Cristo’, aceitar o convite do presidente Ivo Meirelles e se tornar, há pouco mais de um mês, o novo mestre de bateria da Verde e Rosa.

Contradição com a fé? Não para Ailton, percussionista profissional, 39 anos, casado, pai de duas filhas e avô de outra menina. “Sou um servo de Deus e acredito que as pessoas têm um dom. E acredito no plano de Deus para a minha vida. E faz parte passar por isso, estar à frente da bateria”, explica o maestro, que também é um dos autores do samba que homenageia Nelson Cavaquinho, enredo da escola.

Antes de aceitar conduzir a bateria que ele conhece desde menino e da qual já chegou a ser um dos diretores — na época do primo Alcir Explosão, a quem elogia o talento —, além de primeiro repique, Ailton conversou com a família e seus orientadores na igreja.

A volta à escola, entretanto, levou 8 anos para acontecer. Foi quando, diz, “tinha outro tipo de conduta e estava perdendo a família”, acabou encontrando a igreja em seu caminho. Na caminhada de lá para cá, trabalhou com música, rodou a Europa como percussionista e reencontrou amigos no Brasil. Agora, só quer saber de unir a “Família Surdo Um” em torno de um objetivo: ganhar a nota dez para a Mangueira.

“Mas e as tentações do Carnaval?”, provoco eu ao entrevistado. “Todos nós somos pecadores. Só que tem um porém: eu tenho consciência que sou pecador, mas hoje não vivo pelo pecado”, responde, sem atravessar o discurso.

Texto de Fabiana Sobral publicado originalmente em O Dia.