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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fundação Outreach se manifesta sobre as exigências para a ordenação na PCUSA

MANIFESTO DA DIRETORIA DA FUNDAÇÃO OUTREACH

Uma resposta às mudanças de exigências para a ordenação na PC(USA)

A maioria dos presbitérios da Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA) aprovou, recentemente, a Emenda 10-A ao seu Livro de Ordem,o qual é parte da Constituição da denominação. Esta decisão removeu as exigências que estabeleciam a obrigatoriedade de vida em fidelidade dentro da aliança de casamento entre um homem e uma mulher ou castidade para os solteiros como padrões para a ordenação.

A Diretoria da Fundação Outreach discorda e lamenta este distanciamento do que a Bíblia ensina claramente a respeito do bondoso dom de Deus, que é a sexualidade. Cremos que todas as pessoas são chamadas a viver ou em fidelidade na aliança do casamento entre um homem e uma mulher ou em castidade no celibato. Muitas igrejas e parceiros globais com quem trabalhamos têm expressado sua profunda preocupação com essa mudança nos padrões para a ordenação.

Como organização missionária independente, livre para desenvolver e buscar apoio financeiro para a missão evangelizadora à qual Deus tem nos chamado, queremos reafirmar que as parcerias em missão e o trabalho da Fundação Outreach continuarão a refletir nossa convicção de que:

Jesus Cristo é o verdadeiro Senhor e Salvador. Não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos (At 4.12).

A única e verdadeira autoridade da igreja é o Senhor, o qual tem dado sua Palavra como guia supremamente confiável de fé e prática.

O propósito principal da humanidade é o de viver para a honra e a glória de Deus.

Cada igreja é chamada a organizar sua vida e a concentrar seus recursos no propósito principal de ser agente da missão de Deus no mundo.

A utilidade de qualquer organização ou corpo eclesiástico, incluindo a Fundação Outreach, é determinada pela sua fidelidade à missão de Deus, à qual Ele nos chama em Cristo.

Neste momento em que as necessidades da igreja e do mundo são grandes, reafirmamos nossa missão de conectar presbiterianos com a missão de Deus, de forma vital e transformadora. Ficamos entusiasmados ao ver a ação de Deus no mundo. Regozijamo-nos pelo fato de que Deus continua a usar presbiterianos dedicados no trabalho de fazer convergir em Jesus Cristo todas as coisas. Agora, mais do que nunca, estamos comprometidos a proclamar as boas novas de Cristo, juntamente com nossos parceiros globais.

Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém (Ef 3.20-21).

Portal da IPI do Brasil

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Há algum conflito entre a fé e as obras?

Muitos estudiosos da Bíblia encontram um irreconciliável conflito entre Paulo e Tiago acerca do que ensinaram sobre a fé e as obras. Paulo ensina que a salvação é recebida pela fé e não pelas obras (Ef 2.8,9). Tiago, por sua vez, ensina que sem obras a fé é morta (Tg 2.17). A grande pergunta é: Existe alguma contradição entre Paulo e Tiago? Estão esses dois escritores bíblicos em conflito? A fé exclui as obras ou as obras dispensam a fé? Precisamos entender que não há contradição nas Escrituras. Paulo e Tiago não estão batendo cabeça. Eles estão falando a mesma verdade, sob perspectivas diferentes. Paulo fala da causa da salvação e diz que somos salvos pela fé independente das obras. Tiago fala da consequência da salvação e diz que as obras é que provam a fé.

Tanto a fé como as obras são fundamentais quando se trata da salvação. A fé é a raiz e as obras são o fruto. A fé produz o fruto das obras e as obras procedem da seiva que vem da raiz. A fé é a causa e as obras o resultado. Não somos salvos por causa das obras, mas para as boas obras. Não praticamos boas obras para sermos salvos, mas porque já fomos salvos pela fé. As obras não nos levam para o céu, mas aqueles que vão para o céu, porque foram salvos pela fé, serão acompanhados por suas obras.

Tanto a fé como as obras procedem de Deus. A fé é dom de Deus. Não geramos a fé, recebemo-la. As obras que praticamos são inspiradas pelo próprio Deus, pois é ele quem opera em nós tanto o querer quanto o realizar. De tal forma que não há espaço para soberba por parte de quem crê nem por parte de quem realiza boas obras, pois tanto a fé como as obras vieram de Deus e devem ser direcionadas para Deus. Nossa fé deve estar em Deus e nossas obras devem ser feitas para a glória de Deus.

Deus mesmo planejou nossa salvação e ele mesmo a executa. Ele mesmo é quem abre nosso coração para crermos e ele mesmo nos dá poder para realizarmos as boas obras que atestam a autenticidade da fé. A fé prova nossa salvação diante de Deus e nossas obras diante dos homens. Deus vê a fé, os homens as obras. Fé e obras não se excluem, completam-se. A raiz sem frutos está morta; o fruto sem a raiz inexiste.

Aqueles que defendem a salvação pela fé sem a evidência das obras laboram em erro. De igual forma, aqueles que julgam alcançar a salvação pelas obras sem a fé. É preciso afirmar com meridiana clareza que a salvação é só pela fé e não pela fé mais o concurso das obras. Porém, a fé salvadora nunca vem só. A fé salvadora produz obras. Não provamos nossa salvação pela fé sem as obras, mas pela fé mediante as obras. As obras não são a causa da salvação, mas sua evidência.

Concluímos, afirmando que não há qualquer conflito entre Paulo e Tiago. Não há qualquer contradição entre fé e obras. Não podemos confundir causa e efeito. Toda causa tem um efeito e todo efeito é produzido por uma causa. As obras não substituem a fé nem a fé pode vir desacompanhada das obras. Fé e obras caminham de mãos dadas. Não estão em lados opostos, mas são parceiras. Ambas têm o mesmo objetivo, glorificar a Deus pela salvação. Somos salvos pela fé e somos salvos para as obras. Recebemos fé e fomos preparados de antemão para as obras. Não há merecimento na fé nem nas obras. Ambas vem de Deus. Ambas devem glorificar a Deus. Ambas estão conectadas com nossa salvação. A fé nos leva a Cristo e as obras nos levam ao próximo. A fé nos coloca de joelhos diante de Deus em adoração e as obras nos coloca de pé diante dos homens em serviço. Somos salvos pela fé para adorarmos a Deus e somos salvos para as obras para servirmos ao próximo.

Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Desmistificação da Homofobia