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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Modificações e Acréscimos à Confissão de Fé de Westminster

Nota Histórica de J.M.K., extraída da edição da EPPL - Rio de Janeiro, 1943

Desde Julho de 1643 até Fevereiro de 1649, reuniu-se em uma das salas da Abadia de Westminster, na cidade de Londres, o Concílio conhecido na história pelo nome de Assembléia de Westminster. Este Concílio foi convocado pelo Parlamento Inglês, para preparar uma nova base de doutrina e forma de culto e governo eclesiástico que devia servir para a Igreja do Estado nos Três Reinos. [Inglaterra, Escócia e País de Gales]

Em um sentido, a ocasião não foi propícia. Já começara a luta entre o Parlamento e o rei Carlos I, e durante as sessões do Concílio o país foi agitado pela revolução em que o rei perdeu a vida e Cromwell tomou as rédeas do governo. Em outro sentido, a ocasião foi oportuna. Os teólogos mais eruditos daquele tempo tomaram parte nos trabalhos da Assembléia. A Confissão de Fé e os Catecismos foram discutidos ponto por ponto, aproveitando-se o que havia de melhor nas Confissões já formuladas, e o resultado foi a organização de um sistema de doutrina cristã baseado na Escritura e notável pela sua coerência em todas as suas partes.

O Parlamento não conseguiu o que almejava quando nomeou os membros do Concílio. A Confissão de Fé foi aprovada, mas apenas poucos meses a Igreja Presbiteriana foi nominalmente a Igreja do Estado na Inglaterra.

A Confissão de Westminster foi a última das confissões formuladas durante o período da Reforma. Até agora tem havido na história da Igreja somente dois períodos que se distinguiram pelo número de credos ou confissões que neles foram produzidos. O primeiro pertence aos séculos IV e V, que produziram os credos formulados pelos concílios ecumênicos de Nicéia, Constantinopla, Éfeso e Calcedônia; o segundo sincroniza com o período da Reforma. Os símbolos do primeiro período chamam-se "credos", os do segundo "confissões". Uma comparação entre o Credo dos Apóstolos, por exemplo, e a Confissão de Westminster mostrará a diferença. O Credo é a fórmula de uma fé pessoal e principia com a palavra "Creio". A Confissão de Fé de Westminster segue o plano adotado no tempo da Reforma, é mais elaborada e apresenta um pequeno sistema de teologia. Esse sistema é conhecido pelo nome de Calvinismo, por ser o que João Calvino ensinou e foi aceito pelas Igrejas Reformadas, que diferiam das Luteranas.

A utilidade de uma Confissão de Fé evidenciou-se na história das Igrejas Reformadas ou Presbiterianas. Sendo a Confissão de Westminster a mais perfeita que elas têm podido formular, serve de laço de união e estreita as relações entre os presbiterianos de todo o mundo. Os Catecismos especialmente têm servido para doutrinar a mocidade nas puras verdades do Evangelho.

No tempo em que se reuniu a Assembléia, e por muito tempo antes, todos sustentavam a necessidade da união da Igreja e do Estado, e originalmente havia no Capítulo que trata do Magistrado Civil uma secção ensinando essa necessidade.

Ao formar-se a Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América do Norte, em 1788, essa secção foi omitida, pois ali quase todos entendiam que a Igreja devia estar livre de toda união com o Estado, sendo ambos livres e independentes na esfera que lhes pertence. Em 1887, ou quase cem anos mais tarde, a Igreja geralmente chamada Igreja do Norte eliminou a última parte da Secção IV do Capítulo XXIV, que dizia:

"O viúvo não pode desposar nenhuma parenta carnal de sua mulher nos graus de parentesco em que não possa desposar uma das suas próprias parentas, nem a viúva poderá casar-se com um parente carnal de seu marido nos graus de parentesco em que não possa casar-se com um de seus próprios parentes".

O Sínodo do Brasil organizado em 1888 fez igual eliminação.

No ano 1903 a mesma Igreja do Norte dos Estados Unidos fez outras emendas mais importantes que, por serem de interesse geral, ficam aqui registradas. As duas Secções que foram modificadas, rezam do modo seguinte:

CAPÍTULO XVI - SECÇÃO VII

As obras feitas pelos não regenerados, embora sejam quanto à matéria coisas que Deus ordena e em si mesmas louváveis e úteis, e embora o negligenciá-las seja pecaminoso e ofensivo a Deus, não obstante, em razão de não procederem de um coração purificado pela fé, elas não são feitas devidamente - segundo a Palavra - nem para um fim justo - a glória de Deus - e ficam aquém do que Deus exige e não podem preparar homem algum para receber a graça de Deus.

CAPÍTULO XXV - SECÇÃO VI

Nosso Senhor Jesus Cristo é o único Cabeça da Igreja, e a pretensão de qualquer homem ser vigário de Cristo e cabeça da Igreja, é contrária à Escritura nem tem base alguma na História e é uma usurpação que desonra o nosso Senhor Jesus Cristo.

Também foram acrescentados mais dois Capítulos à Confissão de Fé, que são os seguintes:

CAPÍTULO XXXIV - DO ESPÍRITO SANTO

CAPÍTULO XXXV - DO AMOR DE DEUS E DAS MISSÕES

4 comentários:

Fabiano Sales disse...

Vocês não ficam com a consciência pesada ao seguirem uma teologia feita por um assassino (Calvino)?A predestinação é uma doutrina diabólica,criada por um homem diabólico.

eronilde disse...

Homem, estou pasmo com tamanha ousadia com que falas.
Por sua ousadia eu o adimiro, mas como conhecedor de TEOLOGIA você está a anos luz de saber alguma coisa.
Um dia eu pensei como você pesa hoje; mas depois de EXAMINAR as escrituras, tenho um entendimento totalmente diferente.
Por isso é que eu acho que há esperanças para pessoas como você é, e como eu era.
Continue estudando sobre o assunto... um dia, segundo a soberana vontade de Deus, você poderá compreender coisas profundas nas Escrituras Sagradas .
Fica na paz.

Djalma de Jesus disse...

Homem, estou pasmo com tamanha ousadia com que falas.
Por sua ousadia eu o adimiro, mas como conhecedor de TEOLOGIA você está a anos luz de saber alguma coisa.
Um dia eu pensei como você pesa hoje; mas depois de EXAMINAR as escrituras, tenho um entendimento totalmente diferente.
Por isso é que eu acho que há esperanças para pessoas como você é, e como eu era.
Continue estudando sobre o assunto... um dia, segundo a soberana vontade de Deus, você poderá compreender coisas profundas nas Escrituras Sagradas .
Fica na paz.
[2]

Obra da Graça disse...

Se alguém fala mau de outro é pecado contra o nono mandamento.
Se o propósito da fala contra alguém não é santo, é pecado.
Falar sobre qualquer de vocês, é pecado.
Agora, podemos falar sobre o que alguém escreveu. O Conteúdo público está sujeito à crítica, seja o de Calvino ou os comentários postados aqui.
http://igrejasreformadasdobrasil.org/