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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Réplica...


Caros leitores , o nosso blog através deste artigo visa responder aos questionamentos do artigo: A INTERPRETAÇÃO DE ROMANOS 9 À LUZ DA ORTODOXIA. Artigo este publicado no site arminianismo.com. Devido a ambos os textos serem longos, segue o link onde pode ser lido o artigo do Ebenezer . http://www.arminianismo.com/index.php?option=com_content&view=article&id=759:a-interpretacao-de-romanos-9-a-luz-da-ortodoxia&catid=158&Itemid=28



Segue agora a "réplica", por Sérgio Moreira.

“A INTERPRETAÇÃO DE ROMANOS 9 À LUZ DA ORTODOXIA”. Mas, qual ortodoxia??

“Como a Bíblia não é um livro de cunho científico e sistemático, porque foi escrita com objetivo final de alcançar o povão, por isso não é tão simples interpretar exatamente de acordo com que cada autor quis transmitir, como muitos imaginam”. Esta é a retórica da interpretação alegórica.

“Como a Bíblia não é um livro de cunho científico e sistemático”... “A regra máster da hermenêutica é: a Bíblia explica a Bíblia”. A menos que meu 0,05 por cento de QI não funcione, vejo aqui uma contradição fatal. Como pode a hermenêutica ser rejeitada num parágrafo e no seguinte ser usada como meio de interpretação de texto. Hermenêutica é uma ciência usada para interpretar textos, utilizando um conjunto de outras ferramentas como: lingüística, situação social, situação cultural, aspecto geográfico, aspecto político... claro que a Bíblia não é um tratado científico sobre física, ecologia, biologia, e outras logias, porém, a hermenêutica é uma ciência para interpretar textos. Este argumento é nulo para ser incluso nesta discussão. Concordaria, se estivéssemos falando da teoria da evolução, da teoria do “big-ban”, existência de vida extraterrestre, etc.

”mas pelo Seu absolutismo (predestinação incondicional), todas estas são de cunho liberal”. A doutrina da predestinação incondicional defendida pelos reformados não tem nada a ver com o liberalismo teológico, é muito pelo contrário. Como uma pessoa, que não consegui diferenciar as correntes teológicas, pode argumentar teologia??

“Deus seria injusto (porque condenaria com penas eternas a quem Ele mesmo programou, inelutavelmente, para uma vida de impiedade). Poderíamos dizer, pela análise desta teoria calvinista, que Deus seria tão imperfeito moralmente quanto o homem”. Os termos “fatalismo, determinismo, livre-arbítrio, Deus respeita a liberdade do homem...”, São palavras usadas pejorativamente (como o termo usado contra os reformados na Inglaterra, “puritanos”), argumentos falaciosos, meros silogismos dos inimigos da graça de Deus, fruto de mentes carregadas do falso humanismo.

Queria falar de pelo menos 2 dilemas insolúveis para os inimigos de Deus:

1. Se Deus é injusto por ter eleito uns para usar de misericórdia e outros para demonstrar Sua ira, então, que diríamos de um Deus amoroso e bondoso, que também é Todo-poderoso, sabendo de antemão tudo o que iria acontecer (que Adão iria pecar, que todo o sofrimento e morte iria se instalar) e nada fez para impedir, logo, Deus pecou por omissão, não teve compaixão, foi um Deus mauzinho???

2. Ouço dizer que, “se Deus predestina, logo o homem não pode ser responsabilizado por nada”. De fato, isto dá um nó na mente, porém, Deus revela que Ele predestina e o homem é o responsável. Vamos fazer uma perguntar a Deus: QUEM MATOU JESUS?
-Ele diz que foi Ele mesmo: Is. 53.1-12; MT. 16.21; 17.12,22; 20.20.28; 26.28; Mc. 14.36; Jo. 5.30,36; 6.38; At. 2.23;3.17,18; 4.27,28; Rm. 8.10; AP.13.8. E Deus DETERMINOU a morte de Cristo.
Ele diz que foram os homens: At. 2.23; 3.13-15; 4.10,27,28; 5.30; 7.52. E Deus RESPONSABILIZA os homens.
Se Deus predestina e ao mesmo tempo responsabiliza o homem, logo os termos comumente usados, fatalismo, determinismo, livre-arbítrio sem a qual não posso ser responsabilizado, não passam de meros silogismos falaciosos desprovidos da verdade.


Entendo ser desnecessário refutar todos os parágrafos, irei fazê-la na análise do próprio livro de romanos.

Romanos 1
Vs. 2,3 “o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, com respeito a seu filho, o qual, segundo a carne , veio da descendência de Davi”; vs. 5 “por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé entre os gentios”; vs. 7 “A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”; vs. 16 “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”

Romanos 2
Vs. 9-11 “tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também do grego; glória, porém, e honra, e a paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego. Porque para Deus não há acepção de pessoas”; vs. 17 “se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus”; vs. 25 “Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão”; vs. 28,29 “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus”

Romanos 3
Vs. 1 “qual é pois a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus. E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus?” vs. 9-11 “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus”; vs. 21,22 “ Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem, porque não há distinção”; vs. 27-30 “ Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei ? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso”

Romanos 4
Vs. 1,2 “Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça”; Vs. 10-21 “Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso. E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado. Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé. Pois, se os da lei é que são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa, porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão. Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós, como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí.), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem. Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera”

Romanos 8
Vs. 15-17 “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados”.

Romanos 9
Vs. 3-6 “porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne. São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém! E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas”. Com esta conjunção explicativa, o apóstolo começa a discorrer fatos do povo de Deus na antiga aliança, falando justamente de pacto e promessas, mostrando que estas não perderam suas validades, e continuam, não para uma etnia de raça, mas uma “etnia” de fé. Este processo de continuidade e descontinuidade, Paulo já vem preparando desde o capítulo 1, versos 3 “veio da descendência de Davi”, 5 “para a obediência por fé entre os gentios", 16 “para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”; 3.1,9,10; 4.21-23; 9.8, continuando em textos posteriores 9.23-27,30; 1 Cor.12.12-14; Ef. 2.11-22; Col. 2.11.

Com este entendimento de Paulo, do verdadeiro Israel de Deus, entraremos nos capítulos 10 e 11, com ele, usando exemplos e uma linguagem pactual (esta linguagem os dispensacionalistas nunca entenderam, por isso, criaram dois povos e duas igrejas para Deus).


Rm. 9.23,24 “Vasos de misericórdia ... os quais somos nós ... os judeus, mas também os gentios”


Romanos 10
Rm. 10.1 “a favor deles”. Paulo tem um público gentio. Vs. 12 “Pois não há distinção entre judeus e gregos”. 1.16; 2.9,11; 2.25-29; 3.9,22,29; 9.24; 10.12;

Romanos 11
Vs. 1,2 “Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura refere a respeito de Elias, como insta perante Deus contra Israel, dizendo:”
Vs. 1,2. Paulo aqui, liga ao que disse em (9.6 “não pensemos que a palavra de Deus haja falhado”)
Vs. 5,6 “remanescente segundo a eleição da graça ... se é pela graça, já não é pelas obras”. Paulo já falou disto no capítulo 9 verso 11 “para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama” e 4.4 “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida”
Vs. 7 “O que Israel busca, isso não conseguiu” (9.25,30,32 “Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada ... Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé ... Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras.”)
Vs. 7 “e os mais foram endurecidos”. Por quem foram endurecidos? Vs. 8 “Deus lhes deu espírito de entorpecimento” como se deu isto? “olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até ao dia de hoje. Vs. 9 “Torne-se-lhes a mesa em laço e armadilha, em tropeço e punição”; Vs. 10 “escureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e fiquem para sempre encurvadas as suas costas”, o apóstolo no capítulo 9.31,32 diz “Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço, como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido”, que também não está solto, pois a causa primeira é Deus, como foi dito por Paulo no verso 8 e no capítulo 9.12-33 (22) “Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição” e para que isto aconteceu? “Mas, pela sua transgressão, veio a salvação aos gentios”. Dt. 29.3,4; Is. 6.9,10,13; 1Pe.2.8; Rm. 9.17,18,22
Vs. 26 “todo o Israel”. No verso 27 “endurecimento em parte a Israel...” entrado (enxertado) na plenitude dos gentios. Essa parte de Israel que foi endurecida, é parte da etnia de Israel. Este “todo o Israel” só tem sentido e cumprimento cabal, se entendermos como no capítulo 9.6-8; 1Pe. 2.4-10 (povo e nação aqui, não significam etnia, mas o grupo dos fieis)

Na verdade, Paulo, desde o capítulo 1, vem mostrando que o povo de Deus não se resume mais a raça e sim a fé, a circuncisão do coração, onde nos capítulos 9,10 e 11, é afunilado, revelando como se deu este processo. Nunca existiu dois povos de Deus, isto faz parte dos delírios dos despensacionalistas.

No Capítulo 1, Paulo diz que Deus veio da descendência de Davi para o Judeu e também para o grego.

No 2, diz que Deus não faz acepção de pessoas, e isto, fala de judeus e gregos, que vivem as mesmas tribulações e angústias, que circuncisão e incircuncisão da carne (sarke) nada é, mas a circuncisão do coração, que é a fé.

No 3, Paulo começa perguntando, qual a vantagem do judeu? Ele mesmo responde que não há vantagem na etnia da carne, mas na etnia da fé.

No 4, dia que a justiça recebida pelo pai Abraão não veio pela lei da circuncisão, mas da fé, sendo assim, as promessas e a herança pertencem aos da fé, vs. 11-14. Nos versos 19-22, Paulo fala que os filhos da promessa, são os filhos de Abrão, são os que crêem.

Agora podemos ver no capítulo 9, Paulo deixa claro que, foi por meio da nação judia que Deus revelou e estabeleceu as leis e as promessas. Porém, deixa claro que a etnia judia não é exclusiva, a luz do que já vinha falando, mas que o direito era para os filhos de Abraão pela fé, que são os filhos da promessa, são a sua descendência. Isto deixa claro que o povo de Deus, os filhos de Abraão não são os da raça, e sim os da fé, onde, como lemos nos capítulos anteriores e também no 9,10 e 11, esta é a motivação de Paulo ao escrever mais da metade da carta. Fala também, que os filhos da promessa são os da fé, são os escolhidos soberanamente, não por causa da lei (Sara e Hagar); Jacó é escolhido ao invés do primogênito Esaú, mesmo sem obras (conhecimento prévio), logo após, Paulo lança a inevitável pergunta: “Há injustiça da parte de Deus?”. Esta pergunta é feita a respeito dos dois filhos que nasceram primeiro e não tiveram a preeminência, face a eleição soberana e graciosa de Deus. Esta pergunta, nós também fazemos aos inimigos de Deus. O próprio apóstolo responde a pergunta, Deus não é injusto, Ele usa de misericórdia com quem quer independentemente da moral, da liberdade, das obras do homem. Além de dizer que Deus não é injusto, diz que também não pode se queixar da vontade, dos propósitos e da eleição Dele, donde ELE MESMO, preparou vasos para a perdição e vasos para a glória, dizendo que são de entre judeus e gentios (isto está seguindo rigorosamente, o que Paulo vem falando nos capítulos 1,2,3,4. No verso 25, diz que vai chamar de meu povo os gentios, porém, absolutamente não são todos os gentios, da mesma forma, nos verso 27, só os remanescentes, ou melhor, poucos, os da fé entre os da raça judia, serão também seu povo. Desta forma, no verso 28, Paulo diz que a promessa de Deus se cumprirá (vs. 6) como Seu povo, Israel da fé, da promessa, que está EM Cristo.

A IGREJA DE DEUS

-MT. 1.21; Gl. 3.15-29; 1Pe. 2.4-10 “são estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos” (Rm. 9.22);
-Gl. 4.21-31 (Rm. 9.6-9)
-Ef. 2.11-22. a igreja que é família de Cristo, é formada somente pela família da fé, que são judeus e gentios crentes EM Jesus Cristo.
-Ef. 3.4-13. “Os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa EM Cristo Jesus por meio do evangelho” (vs. 6)”; Rm. 9.8 “mas devem ser considerados os filhos da promessa”
-Rm. 10.4 “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de TODO aquele que crê”; vs. 12 “Pois não há distinção entre judeu e grego”; vs. 21 “Todo o dia estendi as mãos a um povo rebelde e contradizente” (9.16,21-24,32).

Bem, dentro do tema principal, que é a JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ, onde o apóstolo já vem, desde o capítulo 1, mostrando que somente pela fé judeus e gentios são justificados e isto se faz mais detalhadamente nos capítulos 9,10 e 11, onde o apóstolo deixa claro que a promessa, a filiação e a aliança não foram dadas quando da circuncisão (etnia da carne), mas quando da incircuncisão (antes da etnia da carne), mostrando que foi feita pela fé. Paulo não poderia usar outro povo, pois foi este mesmo que Deus usou para se revelar e revelar o plano da redenção. Podemos usar como exemplo, os elementos da ceia, que sendo pão e vinho comuns em si mesmos, só alimentam o estômago, mas quando é ministrado no culto representando o corpo e o sangue de Cristo, então alimenta a fé do fiel. E Paulo diz que, tanto judeus quanto gregos são pecadores, mas quando JUSTIFICADOS PELA FÉ estão EM Cristo, são herdeiros das bênçãos e promessas feitas ao pai Abraão.

Isolar romanos 9,10 e 11 dos capítulos anteriores, é o mesmo que começar a ler um livro a partir da metade.

William Hendriksen, em seu comentário aos romanos, do capítulo 2 ao 11, nos esboços iniciais sempre repete o tema JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.
Calvino, em seu comentário do livro aos romanos, no ponto argumento, que vai da página 23 a 31, ele também usa a JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ como base dos capítulos 1 ao 11.

Quanto aos títulos usados pelos comentaristas da Bíblia de Genebra (títulos que não fazem parte do texto original, porém são postos para orientar o desenvolvimento da leitura), não traz nenhum problema, pois os textos falam do processo ocorrido com a etnia judia, que são as referências histórico/redentivas usadas por Paulo.

No esboço trazido pela Bíblia de Genebra, o tema principal é “A justiça de Deus para judeus e gentios”. Agora observe a seção VI deste esboço, as letras A, B e C:
A justiça de Deus estabelecida na história (cap. 9)
A justiça de Deus recebida somente pela fé (cap. 10)
A justiça de Deus revelada nos judeus e gentios (cap. 11)

Isto uni os tópicos aos sub-temas e o tema principal da carta. E no meio de tema, sub-temas e tópicos, é revelada, muito claramente, a soberana e graciosa eleição de Deus segundo o conselho da Sua vontade.

Conclusão:
Tenho lido alguns textos aventureiros como este que, para parecer acadêmico, erudito e teológico, usam literatura teológica reformada, porém não valem de nada, no fundo são meninos brincando com fogo, e todos sabem o resultado disto. Dizem usar a própria literatura reformada para disqualificá-la, isto é o resultado de um cego alienado guiando outro cego. Teologia não é coisa para menino. Qualquer pessoa séria não chegará a outra conclusão. Confesso que não empreguei o melhor do meu tempo de leitura para escrever esta refutação, pois não merece mais atenção do que esta.
Por Sérgio Moreira!!

8 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns pelo post, Sérgio! O arminianismo é tão profundo qt° uma literatura de cordel. Eles gostam de ficar dentro de sua bolhinha iludindo seus súditos analfabetos teológicos. São semelhantes a um cãozinho pinscher miniatura que fica se olhando no espelho e dizendo "sou um doberman"...
Anderson Teixeira

Lucinda disse...

Cuidado! Está a chamar inimigos da graça de Deus a pessoas que amam a Deus com toda a sua alma... Qualquer cristão não calvinista crê que foi salvo pela graça de Deus e não por seu mérito. Deveria ter mais respeito pelos seus irmãos que têm o Espírito Santo também.
Graça e Paz
Lucinda Alves
(não arminiana, mas jamais calvinista)

Anônimo disse...

À ilustre Lucinda, é bom aprender a ler direito e deixar de lado o método de interpretação alegórico próprio dos pentecostais. Eu não disse que um cristão símplice, de pouca leitura e que não compreende bem assuntos teológicos mais profundos são inimigos da graça de Deus. Onde foi que eu disse isso? Cuidado para não quebrar o 9º mandamento! Seria bom vc ler os artigos arminianos e ver quão doces são eles qdº se referem aos calvinistas... Não sei o conceito de graça que vc tem, mas os arminianos crêem numa ação sinergística. Vc sabe o que é isso? Acesse o site www.monergismo.com e veja. É fato que os arminianos vivem a cantarolar sua teologia da turma da Mônica e seus argumentos sofismáveis como as grandes respostas aos calvinistas, pelo menos aqui em Pernambuco. Qtº ao fato de vc afirmar que nunca seria uma calvinista, mesmo não sendo arminiana, seria bom que soubesse que em termos de soteriologia o protestantismo se divide nessas duas linhas. Vc certamente é de um lado e não sabe, ainda que o calvinismo esteja muito além da soteriologia.
Anderson Teixeira
(já fui arminiano, mas hoje sou cristão)

Lucinda disse...

O meu comentário refere-se ao artigo e não ao seu comentário. Não percebo como podem ser tão agressivos. nem vou argumentar porque reagem sempre com uma atitude que nâo me agrada: gosto de debater idèias; nâo atacar pessoas

Lucinda alves

Anônimo disse...

Gosta de debater idéias sem nem saber que é arminiana...
Anderson Teixeira

Anônimo disse...

Seria bom, Sérgio, mandar pra eles lá do arminianismo.com, pois gostam de ficar proclamando suas falácias para outros pentecostais iludidos.
Anderson Teixeira

Anderson Loureiro disse...

A mãe do pelagianismo e arminianismo é a incredulidade na doutrina bíblica da depravação total. Enquanto o homem pensa que possui algum bem em si mesmo ele sempre permanecerá arminiano. No momente em que ele percebe que é inerentemente mau e fadado a derrota e ao inferno, ele recebe a doutrina da eleição incondicional com alegria e nunca mais deixará de crer nela. Repetirei o jargão: "Todo homem nasce arminiano" e permanecerá assim até o Senhor poderosamente trocar seu coração. Não a nós, Senhor, mas ao teu Nome dá glória!

Adilson Marques disse...

Caro Sérgio Moreira,
Escreveu um bom texto, o que muito me agradou, apesar de não partilhar do mesmo em termos de crença. Não obstante, a forma como explica é muito pedagógica, o que me fez desejar aprender mais sobre o assunto apresentado.
Quero manifestar o meu desagrado e admiração pelos comentários que têm sido colocados, com a sua autorização e conivência, porque se é para ser um texto educativo e amoroso, procurando ensinar, acho que há demasiada agressividade por parte dos seus simpatizantes. Reitero, essa agressividade é todo mantida com a sua conivência, o que me faz não desejar ser diferente e não ter o mesmo comportamento.

Um abraço.

Adn