rss
email
twitter
facebook

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Erros teológicos em música gospel

Os erros teológicos das músicas hoje são muito grandes. Com toda essa expansão que tivemos de igrejas neopentecostais, com suas teologias e práticas também tivemos a expansão da música por parte desses grupos, no entanto, ficaram refletidas em suas músicas erros doutrinários e teológicos. De certa forma, nos últimos anos tem proliferado músicas evangélicas com uma perspectiva de auto-ajudar as pessoas. NA verdade, algumas tentam nos levar a entender que são realmente músicas para adoração a Deus. Mas no fim, é possível perceber que apenas louvam a si mesmos. Ou seja, ao invés de se prestar um culto ao Divino, se presta um culto ao humano. Eu quero chamar aqui essa ação de "auto-louvor".

Eu gostaria, mesmo que de forma breve, citar uma musica que ouvi esses dias, através de um vídeo que recebi. É de um grupo evangélico chamado Trazendo a Arca, que recebe um prêmio de maior vendagem de disco no meio evangélico. Veja e depois comentamos:



Se tentam destruir-me
zombando da minha fé
e até tramam contra mim
querem entulhar meus poços
querem frustrar meus sonhos
e me fazer desistir
Mas quem vai apagar
O selo que há em mim?
A marca da promessa, que Ele me fez
E quem vai me impedir, se decidido estou?
Pois quem me prometeu, é fiel pra cumprir
O meu Deus nunca falhará, eu sei que chegará minha vez.
Minha sorte Ele mudará
Diante dos meus olhos
Prepara-me uma mesa
Na presença dos meus inimigos
Unge minha cabeça
E o meu cálice faz transbordar
Mas quem vai apagar...


Bom, a letra em primeira análise, tenta falar com uma pessoa desanimada, tentando mostrar para ela o porque não deve desistir. A resposta para isso é a marca da promessa que o autor reivindica. O que é muito importante notar, é que em nenhum momento o autor esclarece qual é essa marca da promessa, qual é esse selo. Porém o contexto da música dá a entender que essa promessa seja a de sempre ser vencedor.A letra também busca referências do A.T., de forma isolada, fora de seu contexto. Por exemplo, quando citam os poços entulhados. Uma referência a Isaque, veja Gn 26.15, quando está na terra dos Filisteus.


A letra indaga quem irá apagar o selo, porém em nenhum momento esclarece de que selo está se falando, também se indaga quem o irá impedir se ele está decidido, reivindicando quem prometeu é fiel para cumprir, entretanto em nenhum momento a letra esclarece o que exatamente foi prometido.


Depois ele se volta pra Deus, mas não em um ato de adoração e sim em um ato de reivindicação. Começa a dizer que sabe que a sua vez irá chegar e que diante de seus olhos as coisas irão mudar. Ele finaliza a música se referindo ao Salmo 23.5 completamente fora de seu contexto, ainda mais se considerarmos o contexto também da canção.


Conclusão:


Bom, essa letra, como muitas hoje em dia, possui uma linguagem antropocêntrica. Ou seja, o homem e sua satisfação é o centro dela. Não poderíamos nesse caso colocá-la como uma música de adoração, simplesmente porque ela não adora a Deus. As suas referências que tentam dar um roupagem Bíblica a letra, se despedaçam quando lemos os textos em seus contextos.Uma outra questão marcante no antropocentrismos, é que ele sempre reivindica a satisfação do homem, a letra busca satisfazer o coração humano. Para isso, a letra se enche de triunfalismo se utilizando de forma errônea dos textos Bíblicos para validar sua afirmação de que crente não sofre, não passa dificuldade.Talvez um erro na interpretação de textos como o do Salmo 23, onde o nada faltará é compreendido a partir da ótica de que Deus precisa me dar tudo o que quero. O sentido de ter Deus como pastor é exatamente o oposto do que é expresso nessa letra, não é que Deus deve me dar tudo, e sim que com Deus eu não tenho falta de nada. "O Senhor é meu Pastor e de nada eu tenho falta".

As letras se transformaram em coisas confusas de serem compreendidas e assim, muitas coisas estranhas vão surgindo. Eu gostaria de elencar aqui uma cançao bem conhecida de um grupo chamado Toque no Altar. "Deus de Promessas". Essa música é muito bonita em seu aspecto geral, ou seja, a musicalidade e o sentido da letra. Entretanto ela contém um erro, quase sempre derivado do sentido antropocêntrico das teologias de igrejas neopentecostais.Senão, vejamos:




Sei que os teus olhos

Sempre atentos permanecem em mim
E os teus ouvidos
Estão sensíveis para ouvir meu clamor
Posso até chorar...
Mas a alegria vem de manhã
És Deus de perto e não de longe
Nunca mudastes, tu és fiel
Deus de aliança, Deus de promessas
Deus que não é homem pra mentir
Tudo pode passar, tudo pode mudar
Mas tua palavra vai se cumprir
Posso enfrentar o que for
Eu sei quem luta por mim
Seus planos não podem ser frustrados
Minha esperança está
Nas mãos do grande eu sou
Meus olhos vão ver o impossível
Acontecer...


A música começa de uma forma muita clara, sempre remetendo a textos bíblicos como os de II Crônicas 6.20, 6.40 e 7.15. Entretanto, na parte em que está em negrito surge um erro na interpretação: És Deus de perto e não de longe. Essa frase remete imediatamente para o texto de Jeremias 23:23. Embora, no referido texto sagrado as palavras do TODO PODEROSO são: Sou eu apenas Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe?


Muitos fóruns debatem em torno dessa frase infeliz da música do Toque no Altar, e muitos argumentos são levantados para a validação da mesma. Detalhe: o texto Bíblico expõe de forma definitiva o sentido das palavras de Deus. Quanto a isso fica difícil argumentar. Não posso dizer que o autor da letra tenha se utilizado desse texto, embora toda a música faça referência a textos Bíblicos, mas o que é fato é que ela choca-se completamente contra as Escrituras.


Nesse sentido, uma solução poderia ser proposta. Mudar a frase para o que de fato o texto sagrado diz. Deixando de lado as nossa prerrogativas para justificar a veracidade da frase do autor da música. Nota-se também, que tal mudança em nada mudaria a paráfrase da música. nesse caso é melhor cantar: És Deus de perto e também de longe. A música é muito bonita, e depois de resolvida essa parte também ficará totalmente Bíblica.


Fora isso, a música transmite de forma clara o cuidado de Deus para com os seus. A musica fala da impossibilidade dos planos de Deus serem frustrados, o que nos dá esperança diante de diferentes fases da nossa vida. Planos e não sonhos. Não são os sonhos que não são frustrados, e sim os planos, ou seja, Deus não sonha ele determina as coisas. Também nos transmite esperança diante das lutas, quando remete àquele que luta por nós.Que Deus nos conserve verdadeiros adoradores

Grupos de louvor como Lagoinha, Toque no Altar, Renascer Praise, e muitos outros, comandam os nossos momentos de louvor. Quantas pessoas já não leram livros de Ana Paula Valadão para aprender como prestar uma adoração "extravagante", pois é, esse é o nome dado a atitudes como a de andar de "quatro como um leão" afirmando(como escrito em sua nota de esclarecimento) ser o poder do Espírito Santo que dobrou suas pernas a fazendo se rastejar de uma forma vexatória e humilhante como um animal quadrúpede no palco.

Fonte:
http://ateudemim.blogspot.com/

17 comentários:

Solange disse...

O meio dito evangélico está cheio dessas músicas, isso é que leva o povo ao delírio, ninguém quer saber de músicas que mostre a nossa pecaminosidade e necessidade de arrependimento e fale de um Deus soberano que faz o que quer e não existe pra atender nossos caprichos como se fosse nosso servo, infelizmente estamos indo de mal a pior.

Djalma de Jesus disse...

Solange
infelizmente isso é verdade

é o que temos no mercado
:(

MARCELO disse...

Djalma:

Quanto à música Deus de Promessas, em relação ao texto em negrito, eu discordo da análise feita desta música (Deus de perto e não de longe).

O sentido dessa frase na música não é distância física, mas no sentido de estar sempre perto, de se importar conosco, tal qual a música "nas estrelas" naquele verso que diz:

Descobri então que Deus não vive longe lá no céu, sem se importar comigo...

mas agora ao meu lado está...

O verso desta música não diz respeito à distância física... já o texto de Jeremias, fala claramente de distância física!

Djalma de Jesus disse...

Marcelo

Existe um texto na internet sobre a analize deste texto, onde cada frase da musica tem um versículo correspodente, claramente usado pelo autor, já este trecho não encontra um verso que lhe seja correpondente,o unico que diz algo "parecido" é este mesmo.

que mesmo que tenha sido dito em um outro sentido, não muda o fato de que este texto contradiz claramente outro das ESCRITURAS.

MARCELO disse...

Djalma:

Desde que eu comecer a cantar esta música, o sentido que eu postei sobre ela já estava claro pra mim...

Agora nós não podemos afirmar, a não ser que o próprio autor assuma isso, que a frase "Deus de perto, não de longe" foi fruto de uma distorção do texto de Jeremias... o fato de parecer muito com o texto, por si só, não o tornaria herético...

Desse modo, tornaria totalmente sem sentido a mudança para "Deus de perto e também de longe", que não tem nada a ver, na minha opinião, com o que o autor estava expressando!

Aproveita e participa do meu tópico lá na presbiterianos sobre Análises teológicas... seria muito bom pra gente aprender!

Graça e paz!

Djalma de Jesus disse...

Marcelo como eu disse,
independente de que o sentido que as pessoas estão dando ao texto ao cantar seja realmente outro do que este em Jeremias, não muda o fato de que o texto não pode ser apoiado pelas Escrituras por contrariar expressamente um texto Bíblico.

o melhor seria mudar o hino que procurar desculpas para uma frase tão claramente contraria ao declarado pelo próprio Deus.

MARCELO disse...

Djalma:

Complementando o que eu disse, o seu questionamento só teria cabimento se o autor realmente tiver tirado este texto da Bíblia e fizesse a alteração, colocando na música.

Se foi isso que ele fez (dizer uma coisa que o texto não diz), nem sequer poderia ser cantado em nossas igrejas mesmo com alteração, uma vez que ninguém pode tirar ou acrescentar nada da palavra de Deus.

Pra mim, essa frase foi de autoria dele mesmo, baseada no contexto do próprio cântico.

Não existe essa regra de composição de que, se uma parte foi tirada de um versículo da Bíblia, as outras também , obrigatoriamente, tem que ser!

NO mais, reitero o convite, vamos debater esse assunto lá na presbiterianos?

Abraços!

GRPS426 disse...

Uma sugestão interessante é trocar a frase polêmica por: "És Deus de perto e Deus de longe."
Graça e paz!!!

cesar disse...

Estão colocando as coisas do mundo dentro das igrejas e deveria ser o contrario.
A muito tempo venho me preocupando por essas musicas gospel + nao tinha tanto conhecimento e discernimento como aqui encontrei.
As musicas "gospel" de hoje é: ele "o musico" nao DELE DEUS.
Podem analizar...
Fiquem na Santa Paz do Senhor

Café disse...

Concordo que há mesmo erros teológicos nas letras musicais evangélicas.
Isso é um reflexo de que há mais uma preocupação, por parte de algumas igrejas neotestamentárias, e consequentemente de seus compositores, em agradar aos anseios do povo do que agradar a Deus.Há distorsões bíblicas nas composições para que esse objetivo seja alcançado.Assim,é possível manter tais igrejas cheias de pessoas que lhes são negadas as veracidades do Reino de Deus e apenas elas são treinadas de diversas formas inclusive pela música para receberem de Deus apenas benefícios materias.Mas a Palavra de Deus é clara quando diz que se "dependermos de Deus só nessa vida seremos os mais miseráveis dos homens".

Anônimo disse...

Querido irmão confesso que a sua intenção ao tratar sobre a hinologia neste blog é louvável e o parabenizo por isso, mas cuidado para não esquecer que música é poesia e deve ser vista como tal. Lí a sua crítica a música "Deus de Aliaça", principalmente a sua crítica ao termo ÉS DEUS DE PERTO E NÃO DE LONGE. Bem, se o compositor tinha em mente a Himanencia de Deus ele com certeza está certissimo, como também do fato de que Deus estar em todos os lugares ao mesmo tempo e não existe um lugar onde ele não esteja. Espero que este simples texto te leve a tomar mais cautela na hora de fazer apologética. Um abração e que Deus continue a te usar!!!

Bruno Drumond Gomes disse...

A questão dos sonhos de Deus, vejo que serve também para várias outras músicas que estão no mercado pseudo-gospel falando de sonhos de Deus. Porque Deus não sonha Ele determina.

E tem até uma frase assim: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade." (Joseph Goebbels)

Anônimo disse...

Caro amigo, vai evagelizar, tá parecendo os três amigos de Jó.
Não tem nada para fazer, não atrapalha a quem esta fazendo em nome de Jesus..
Quantas pessoas já se converteram a Cristo por meio desta música, e quantas pessoas já se converteram a Cristo por meio de suas críticas.
É bom refletir amigo !!!

Clodoaldo

Anônimo disse...

Caro amigo, vai evagelizar, tá parecendo os três amigos de Jó.
Não tem nada para fazer, não atrapalha a quem esta fazendo em nome de Jesus..
Quantas pessoas já se converteram a Cristo por meio desta música, e quantas pessoas já se converteram a Cristo por meio de suas críticas.
É bom refletir amigo !!!



concordo...
Tbm quero saber...o numero de almas que tu já ganhou...olha esse seu interesse mudou a estória...
Vai se converter...

Anônimo disse...

A Paz do Senhor amados, gostei muito da interpretação, mas o problema está em nossas igrejas, principalmente nos jovens, diga a eles essa parte.

Dawid Martins disse...

Cara,vc fala tanto dos neopentecostais e acaba sendo pior que um,vigia irmão e para de julgar ministérios dos outros com argumentos sem base e sem coerência. Até um cego entende que o texto de jeremias e a musica tem varias diferenças, a primeira que uma é Deus falando e outra é uma pessoa comum. ¬¬ e outra Deus está dizendo que ninguem pode se esconder dele, como um amigo já falou ideia de distancia e a musica é uma pessoa dizendo que Deus vive dentro de nós. Sinceramente fico indignado com pessoas que acham super crentes fazem um blog pra postar besteria e falar de coisas que o proprio Deus tem levantado tipico de "Romanos" em busca de sabedoria! Me perdoe irmão nada contra vc, mas não posso deixar de mandar isso.

Anônimo disse...

Boa tarde! Concordo com este pensamento, existe uma música evangelica chamada: Faça morada. Aparentemente bonita,porém o grupo canta "eu nao quero ser tao racional, Espírito Santo venha se achegar e fazer morada". No meu ponto de vista chamando o Espírito Santo de irraional ou de algo apenas emocional. Alguém já parou para pensar?
(Liliane)