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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Toga não é Batina

ou notinhas rápidas sobre o que vestem os católicos romanos, os protestantes e os evangélicos, quando vão cultuar a Deus.
Este texto foi originalmente circulado como um powerpoint nas comunidades presbiterianas do Orkut. O link para download no Google Docs era este.

Toda vez que se discute o que é apropriado o oficiante de um culto vestir, aparece alguém dizendo que a toga dos reformados parece coisa de católico. Hora de detonar esse mito, com ilustrações!

 Primeiro, diz-se que a toga se parece muito com a batina dos padres católicos e anglo-católicos. Será?


Acima, batinas de modelo anglicano (traspassada, 39 botões), romano (abertura central, 33 botões) e jesuíta (abertura central, botões ocultos). Todos com a necessária faixa (do italiano, fascia) na cintura.


Acima, toga feita segundo o corte de Genebra.


A única coisa que elas têm em comum é a cor! Mas se dependesse só disso, os juízes de direito e os reitores de universidade também seriam todos invariavelmente confundidos com padres!


A acusação de semelhança com a batina encontra outro problema, geralmente desconhecido dos protestantes “de berço”: Os protestantes podem celebrar o culto de toga. Mas um padre JAMAIS celebra a missa de batina! Para isso, eles usam um aparato infinitamente mais complexo!


Vejamos: para celebrar a missa, um padre usa, no mínimo:


Alba (ou alva);




Estola;
Casula;

(além de uma quase que infinita linha de opcionais, como pálios, cíngulos, manípulos, barretes, dalmáticas, capas de asperges, véus umerais etc. etc. etc.).


Tudo junto, dá algo mais ou menos parecido com isto:


Um ministro protestante da linha reformada, por outro lado, veste apenas a sua toga e, opcionalmente, uma estola, ficando assim:



ou assim:




Além da diferença física, que é óbvia, os significados dessas roupas são diferentes.


As vestimentas litúrgicas, que são aquelas usadas pelos católicos romanos, anglo-católicos e alguns luteranos da linha high-church, são especialmente desenvolvidas para o ambiente de culto e, dependendo do caso, até precisam ser abençoadas por um bispo antes de terem seu uso autorizado.




As togas dos reformados, por outro lado, não têm nenhum significado sagrado em si mesmas: elas são, na verdade, trajes acadêmicos, idênticos àqueles usados nas universidades de tradição européia.


Ao vestir a toga com a estola para celebrar o culto, o ministro reformado está apenas afirmando que ele foi vocacionado, cursou uma faculdade de Teologia e foi devidamente ordenado para o ministério.




Por essa razão, os ministros de igrejas evangélicas e pentecostais que não exigem formação superior em Teologia não podem vestir togas, mas podem, se assim desejarem, usar a estola. Esse é um costume que também se vê em igrejas protestantes de baixa liturgia que estão procurando “subir”.


Créditos das imagens:



Henninger's
Murphy Robes
Casa do Padre
Paróquia de Notre Dame de Michigan
Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes
Rev. Márcio Anheli

Google Images

Por Eduardo Chagas

Sociedade pela Liturgia Reformada

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