rss
email
twitter
facebook
Mostrando postagens com marcador Legalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Legalismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Legalismo, um caldo mortífero

Por Hernandes Dias Lopes

Malcon Smith definiu legalismo como um caldo mortífero. Quem dele se nutre adoece e morre. O legalismo é uma ameaça à igreja, pois dá mais valor à forma do que a essência, mais importância à tradição do que a verdade, valoriza mais os ritos religiosos do que o amor. O legalismo veste-se com uma capa de ortodoxia, mas em última análise, não é a verdade de Deus que defende, mas seu tradicionalismo conveniente. O legalista é aquele que rotula como infiéis e hereges todos aqueles que discordam da sua posição. O legalista é impiedoso. Ele julga maldosamente com seu coração e fere implacavelmente com sua língua e espalha contenda entre os irmãos.

As maiores batalhas, que Jesus travou foram com os fariseus legalistas. Eles acusavam Jesus de quebrar a lei e insurgir-se contra Moisés. Vigiaram os passos do Mestre, censuravam-no em seus corações e desandaram a boca para assacar contra o Filho de Deus as mais pesadas e levianas acusações. Acusaram-no de amigo dos pecadores, glutão, beberrão e até mesmo de endemoniado. Na mente doentia deles, Jesus quebrava a lei ao curar num dia de sábado, mas não se viam como transgressores da lei quando tramavam a morte de Jesus com requinte de crueldade nesse mesmo dia.

O legalismo não morreu. Ele ainda está vivo e presente na igreja. Ainda é uma ameaça à saúde espiritual do povo de Deus. Há muitas igrejas enfraquecidas e sem entusiasmo sob o jugo pesado do legalismo. Há muitos cultos sem vida e sem qualquer manifestação de alegria, enquanto a Escritura diz que na presença de Deus há plenitude de alegria e delícias perpetuamente. J. I. Packer em seu livro Na Dinâmica do Espírito diz que não há nada mais solene do que um funeral. Há cultos que são solenes, mas não há neles nenhum sinal de vida. Precisamos nos acautelar contra o legalismo e isso, por três razões:

1. Porque dá mais valor à aparência do que ao coração.
Os fariseus gostavam de tocar trombeta sobre sua santidade. Eles aplaudiam a si mesmos como os campeõess da ortodoxia. Eles eram os separados, os espirituais, os guardiões da fé. Mas por trás da máscara de santidade escondiam um coração cheio de ódio e impureza. Eram sepulcros caiados, hipócritas, filhos do

2. Porque dá mais valor aos ritos do que às pessoas.
Os legalistas são impiedosos com as pessoas. Censuram, rotulam, acusam e condenam implacavelmente. Não são terapeutas da alma, mas flageladores da consciência. Colocam fardos e mais fardos sobre as pessoas. Atravessam mares para fazer um discípulo, apenas para torná-lo ainda mais escravo do seu tradicionalismo. Os legalistas trouxeram uma mulher apanhada em flagrante adultério e lançaram-na aos pés de Jesus. Não estavam interessados na vida espiritual da mulher nem nos ensinos de Jesus. Queriam apenas servir-se da situação para incriminar Jesus. Os legalistas ainda hoje não se importam com as pessoas, apenas com suas idéias cheias de preconceito.

3. Porque dá mais valor ao tradicionalismo do que à verdade.
Precisamos fazer uma distinção entre tradição e tradicionalismo. A tradição é a fé viva daqueles que já morreram enquanto o tradicionalismo é a fé morta daqueles que ainda estão vivos. A tradição, fundamentada na verdade, passa de geração em geração e precisa ser preservada. Mas, o tradicionalismo, filho bastardo do legalismo, conspira contra a verdade e perturba a igreja. Que Deus nos livre do legalismo. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! Aleluia!

Fonte: Palavra da Verdade

quinta-feira, 18 de março de 2010

REFLEXÕES APOLOGÉTICAS E REFORMADAS.

PELO AVESSO (MÚSICA DOS TITÃS)


Prof. João Ricardo Ferreira de França

Recentemente recebi uma mensagem que dizia que a música dos Titãs - Pelo Avesso. Era por de mais diabólica e que tinha uma dose de influência maligna (do ponto de vista espiritual) sobre a sociedade, posto aqui a minha resposta a esta mensagem:

Bem, a música não é uma invocação ao demônio, mas sim o reflexo do nosso tempo. Um homem que está abaixo da linha do desespero (favor ler o livro o Deus que intervém do Francis A.Shaefer- editora Cultura Cristã), ou seja, o homem pós-moderno vive em total desespero e sem perspectiva em ralação ao futuro, nega-se a existência de padrões, e isso, é bem retratado na música em questão.

É mais um grito de socorro e a igreja continua calada sem saber como socorrer essas pessoas. Tenta apresentar um evangelho muito simplista - e não o Evangelho de Jesus Cristo que confronta a morte da razão desse homem (Leia o livro a Morte da Razão da Francis A.Shaefer- editora cultura cristã) e que não revela que a crise está na negação de absolutos e universais que geram coesão e significado a existência humana (Leia o livro O Deus que se Revela do Francis A. Shaefer - editora cultura cristã).

É necessário os crentes compreenderem que esta música nega a necessidade da verdade absoluta (Leia o livro A Verdade Absoluta da Nancy Pearcy - Publicado pela CPAD) - por isso, a música evoca um anarquismo (vamos deixar que entrem e invadam o seu lar) a primeira estrofe fala do anarquismo do ponto de vista político e social; o refrão fala da falta de perspectiva e certeza quanto ao futuro (quero o mesmo inferno, a mesma cela de prisão - a falta de futuro) este é o grito do jovem de nossos dias, na segunda estrofe ele repete o conceito anárquico do ponto de vista social e político, mas adita o conceito da falta do direito a sociedade privada quando não se têm absolutos que regem e vida (Vamos deixar que entrem Que invadam o meu quintal Que sujem a casa E rasguem as roupas no varal Vamos pedir que quebrem Sua sala de jantar Que quebrem os móveis E queimem tudo o que restar) então ele volta a falar no refrão como uma tônica de desespero - alguém que pede ajuda.

Na terceira estrofe vem o conceito do relativismo (não existe verdade e nem certeza) ou seja, o problema começa pela epistemologia (o que conhecemos e como conhecemos) ele diz: "vamos deixar que entrem Como uma interrogação" - ou seja, qual interrogação? A verdade existe? Você está certo disso? Essa é pergunta que se levanta na nossa época pós-moderna.

Ele acrescenta um fato interessante ao dizer como as crianças são tratadas neste novo mundo (Até os inocentes aqui já não tem perdão) eles não respeitam mais a vida, o aborto é visto como natural, e são punidas com a morte sem perdão, porque aceitaram a ideia de que padrão absoluto que rege a vida não existe; então não vêem satisfação. E na última estrofe encontramos pontos do relativismo moral (vamos deixar que entrem e sentem sem pedir licença) isso implica em moralidade. O se comportar dignamente não faz mais parte do cotidiano das pessoas de nosso tempo. E, então o autor da música termina com o mesmo grito de desespero: em suma esse grito diz - sem futuro e sem perspectiva tudo é um inferno!

A esperança que o mundo precisa encontra-se no verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo que é a Verdade Absoluta, onde ensina que nós crentes somos por natureza uma antítese fundamental - somos diferentes do mundo, mas não alienados dele; por isso, digo que a música reflete bem o que a nossa época pensa, e não, necessariamente uma influência demoníaca como se pensa. Espero que tenha lhe ajudado, e se possível repasse este meu e-mail aos demais amigos, e ainda estou aberto a qualquer diálogo teológico sobre o assunto da epistemologia cristã e da sua pressuposição básica - A Verdade Existe, ela está revelada no Evangelho de Deus, porque Deus é a nossa Verdade Absoluta! Um abraço!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Os Usos e Costumes à Luz da Bíblia





Os Usos e Costumes à Luz da Bíblia
“julgai todas as coisas, retende o que é bom;” (1Ts 5.21)

Anderson Teixeira



INTRODUÇÃO

O presente estudo tem por objetivo analisar brevemente algumas regras de comportamento estabelecidas por igrejas evangélicas brasileiras. Tais “usos e costumes” são muitas vezes postos de modo abrupto, sem explicação bíblica, mesmo sabendo-se que o embasamento bíblico é indispensável à conduta do cristão. Isto está explicito no 2º artigo do credo das Assembléias de Deus no Brasil: “Cremos... na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2Tm 3.14-17)... (http://www.cgadb.com.br)/”.

Esta declaração afirma categoricamente que o membro da AD não deveria ter regras que não fossem das Escrituras. Entretanto, a conduta do fiel muitas vezes é regulada pelos “usos e costumes” estabelecidos pela tradição denominacional, e não pela Bíblia. Visto que esta análise objetiva ser clara, precisa e concisa, abordar-se-á apenas a controvérsia em torno do uso de jóias e da submissão aos pastores das igrejas.
Peço-vos que não tenham medo de abrir as Escrituras. Não rejeitem nem aceitem o que será apresentado sem conferir na Bíblia as referências citadas. Com a Bíblia fechada, abraçar uma idéia é cegueira, rejeita-la é orgulho. A ordem bíblica é observar tudo e reter o que é bom. (1Ts 5 .21)

I USO DE JÓIAS NAS ESCRITURAS

Vamos analisar do NT para o AT o que a há sobre jóias nos textos preferidos daqueles que são contrários ao seu uso.

1. As Jóias e o NT

Um texto muito usado para proibir as jóias é 1Pe 3.3. Olhando com mais atenção, vemos que a ênfase do apóstolo é na prioridade do dos valores espirituais, da submissão da mulher (v. 1,2). Ele não está proibindo as jóias, mas dizendo que o que deve ser notado é a beleza interior (v. 4). É como se hoje disséssemos a uma noiva bem vestida: “Que a sua pureza e beleza esteja no seu coração e não na brancura e adornos de seu vestido”. Isso não significa que ela não deva vestir-se de noiva! O curioso é que o texto também fala de “frisado de cabelo” e “vestimentas belas”. Porque será que aqueles que proíbem as jóias não proíbem de pentear os cabelos e de usarem roupas bonitas?Outro texto é 1Tm 2.9. A interpretação é semelhante ao texto já comentado. Paulo não diz que é pecado o uso de jóias, vestes bonitas e cabelo arrumado! Ele diz que deve haver modéstia e boas obras (v.10). Isso é que deveria ser notado pelos irmãos. Onde é que Paulo ou Pedro dizem que usar jóias é pecado? Em nenhum lugar da Bíblia. Tenhamos cuidado, pois Satanás também já tentou distorcer as Escrituras para sujeitar o próprio Senhor Jesus (Mt 4.1-11).

2. As jóias e o AT

Já que no NT as duas passagens usadas pelos legalistas de fato não condenam o uso de jóias, vejamos o AT. Um texto muito usado é Is 3.18,18. Contudo, os que não têm preguiça de ler o capítulo todo e os que sabem o básico dos básicos de interpretação de texto logo notarão o erro desse pensamento. O capítulo todo fala sobre o julgamento de Deus sobre Judá e Jerusalém. O pecado não é aqui o uso de jóias, mas o desprezo ao Senhor (v. 8,9), a opressão ao pobre (v. 14,15) e o orgulho das mulheres que viviam luxuosamente (v. 16). Se o leitor acha que as jóias são pecado só porque Deus as está tirando, então deveria achar outras coisas também pecado, pois o texto diz, dentre muitas coisas, que Deus tiraria pão e água (v.1), profeta (v.2), véu (v.19), perfume (v. 20,24), vestidos de festa e bolsas (v.22), espelhos e camisas finíssimas (v.23). Note que não são as jóias, os espelhos, o perfume, o pão, a água que são considerados pecado. Será que o evangélico que não usa jóias por causa de sua interpretação errada desse texto também não usa perfume e nem tem espelho em casa?Em Êx 3.21,22 vemos que foi o próprio Deus que determinou o uso das jóias dos egípcios. E o que fazer com Ez 16? Deus vai relatar como cuidou de Jerusalém e a ergueu e ela acabou sendo infiel. No texto, Deus é comparado a um homem que vê uma criança desprezada (v. 4,5), mas que recebe dele socorro (v. 6,7), contrai matrimônio (v. 8), lhe dá roupas belas, jóias diversas, dentre outro presentes (v.10-13). Será que Deus chama isso de pecado? Não! Ao contrário, o texto compara a glória de Deus colocada sobre Jerusalém com as jóias e presentes postos na jovem (v.14). O pecado aqui é o orgulho, a soberba, a prostituição (v. 15), as jóias não. Elas são comparadas com a glória de Deus! Será que Deus compararia a sua glória com aquilo que fosse pecado? Óbvio que não. Em Is 61. 10 o profeta compara a salvação e justiça com turbante e jóias. É pecado ou não é? Alguns se pudessem, rasgariam a Bíblia... Leia Ap 21.2, onde a nova Jerusalém desce do céu “ataviada como noiva adornada para o seu esposo”, e tente descobrir como as noivas israelitas se adornavam nas escrituras. Peça para seu pastor refutar os textos bíblicos citados, caso ele discorde. É obrigação dele calar os contradizentes! Essa é uma das qualificações dos presbíteros e pastores (Tt 1.9). NÃO ACEITE QUE ELE CORRA , A NÃO SER QUE SUA ORDENÇÃO TENHA SE BASEADO EM POLITICAGEM E NÃO NAS ESCRITURAS!Já tive a oportunidade de presenciar um “evangelista” de uma grande igreja pentecostal em Recife dizer, de púlpito, que as irmãs não poderiam ter franjas no cabelo porque a Bíblia diz para sermos “símplices como as pombas...” ( Mt 10. 16), e “ninguém nunca viu uma pomba de franjinha...”. Outros usam o mesmo texto para proibir a maquiagem feminina, mas o texto está falando para apóstolos estarem preparados para as perseguições por causa do evangelho (* Mt . 10 17-19).Note que tais igrejas não têm compromisso com a Palavra de Deus, pois a distorcem a seu bel prazer, com o objetivo de escravizar os seus membros, que em sua maioria não são preparados para examinar tudo e reter o que é bom (1Ts 5.21) e acabam aceitando qualquer heresia. Aliás, Jesus estava falando de qual pomba, a branca ou a pintadinha? Tem mais de qual cor? O texto não fala de usos e costumes. Mas você pode indagar, “e se o pastor determinar as regras, qual deve ser a nossa postura?” Isso é o que veremos no próximo tópico (Não tenha medo! Leia! Você não é testemunha de Jeová que só lê o que a sociedade torre de vigia edita...).

II A SUBMISSÃO AOS PASTORES LEGALISTAS

Alguns têm alegado que o crente deve se sujeitar aos usos e costumes extra-bíblicos ditados pela denominação à qual fazem parte, sob o pretexto de que devemos ser submissos aos nossos pastores, de acordo com Hb 13.17. Entretanto, as Escrituras não apóiam tal alegação. Vejamos o que diz a Confissão de Fé de Westminster, uma declaração doutrinaria dos protestantes do século XVII(Peço-vos que confiram as referências nas Escrituras).
“Só Deus é senhor da consciência (Tg 4.12; Rm 14. 4,10), e a deixou livre das doutrinas e dos mandamentos humanos que, em qualquer coisa, sejam contrários a sua palavra, ou que em matéria de fé ou de culto, estejam fora dela(At 4.19; 5.29; Mt 23.8-10). Assim, crer nessas doutrinas ou obedecer a esses mandamentos, por motivo de consciência; e requerer para eles fé implícita e obediência cega e absoluta, é destruir a liberdade de consciência e a própria razão (Cl 2.20-23; Gl 1.10; 2.4,5; 4.9,10; 5.1; Rm 14.23; At17. 11; 1Pe 3.15)” (CFW XX; II).
A alegação de que devemos aceitar as regras impostas só porque devemos submissão aos nossos pastores é antibíblica, caso tais regras não venham das Escrituras. Judas era apóstolo, mas nenhum fiel tinha a obrigação de seguir sua conduta errada. Pedro foi repreendido por Paulo por causa de sua conduta preconceituosa contra os gentios (Gl 2.9-14). O próprio Senhor Jesus, em Mc 7.1-23, condena a obediência a regras que não estão nas Escrituras, mesmo que venham de nossos líderes! Isso pode ser claramente percebido numa análise simples do texto. Vejamos:

1. Israel passou a observar vários costumes que não estavam nas Escrituras, mas que foram acrescentados pelos líderes do povo de Deus ao longo dos séculos (Mc7. 3);

2. Eles “estenderam as ordenanças bíblicas da purificação sacerdotal, no momento do sacrifício do templo (Êx 30.19;40.12), ao comer do pão por todos os judeus” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1157) e achavam que quem não seguissem os “usos e costumes” dos líderes estavam errados (Mc7.1,2,5), pois entendiam que a tradição deveria ser seguida zelosamente. Paulo, antes de sua conversão, também cometia tal erro (Gl1.14);

3. Para Jesus, esse comportamento zeloso com o que não é bíblico, só passa agradar a liderança religiosa, fazia do povo: hipócrita (v.6); louvavam a Deus só com os lábios, não com o coração (v.7), eram negligentes quanto aos mandamentos de Deus; e invalidavam a Palavra de Deus por causa dos costumes inventados pelos líderes (v.13).Mas erroneamente alguns dizem “o pastor presidente tem autoridade e nós devemos ser submissos ao que a denominação estabelecer. Ninguém deve questionar o ungido de Deus”! Percebam que Paulo, sendo apóstolo, não se incomodou com o fato dos crentes bereanos terem ido verificar se seu ensinamento era bíblico (At 17.10,11), além de dizer que se ele mesmo ensinasse algo que fosse além do evangelho que era pregado, que aquilo fosse condenado maldito (Gl 1.8,9)! Será que o pastor de sua igreja tem mais autoridade do que o apóstolo Paulo? A Bíblia não diz que seu pastor não pode ser questionado.
Talvez você, caro leitor, não queira falar ou aceitar a verdade, por desejar ser favorecido com alguma posição na igreja. Só que a Bíblia diz que quem procura agradar a homens para ser por eles favorecido, não é servo de Cristo ( Gl 1.10)! Não importa se alguém alegar ter recebido este mandamento por revelação, pois ainda assim seria maldito (Gl 1.8)! Jesus recorria às Escrituras para destruir os argumentos antibíblicos sobre “usos e costumes” (Mc 7.6-8,13).
Paulo fala que quem é rigoroso nos “usos e costumes”, cultua a si mesmo e sua humildade é falsa (Cl 2. 20-23). Note que aqueles irmãos que são extremamente rigorosos nos costumes se acham mais santos do que os outros cristãos. Cultuam a si mesmos (Cl 2.23), chegando ao ponto de dizerem: “Irmã fulana não tem semblante de crente”! Semelhantemente aos fariseus, Atam fardos pesados nas costas do outros, mas não os ajudam (Mt 23.4), trabalham e se vestem com o fim de serem notados (Mt 23.5), gostam de ter oportunidade nas igrejas (Mt 23.6), se preocupam só com exterior(Mt 23.25-28), perseguem aqueles que se levantam para apontar seus erros (Mt 23.34). Só que vão para o inferno (Mt 23.33)!
Jesus disse aos religiosos de Israel: “mas, porque eu digo a verdade, não me credes... quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus” (Jo 8.45,47). Certamente, os que são de Deus trocarão os “usos e costumes” estabelecidos pelos homens e ficarão com as Escrituras Sagradas.

CONCLUSÃO

Concluímos este estudo com a seguinte pergunta: Se uma denominação afirma em seu credo que a Bíblia é a única regra de fé para a vida e o caráter Cristão, será que é correto ela estabelecer normas que não estão na dita “única regra de fé”? Aquele que mente, tem quem por pai? O problema é que ensinam que seguir tais “usos e costumes” é o padrão de santidade, mesmo que não estejam na Bíblia. Provavelmente nunca leram a oração de Cristo ao Pai para que santifique os crentes pelo que está na palavra: “santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). O padrão de santidade é o que pode ser biblicamente exposto.
Aquele líder que distorce o texto bíblico ou acrescenta regras paralelas assemelha-se aos principais oponentes do ministério de Jesus. Na tentação (MT 4) o diabo distorceu as Escrituras para sujeitar o próprio Cristo, enquanto que os líderes religiosos acrescentavam regras ao povo que não se encontravam nas Escrituras, com o fim de sujeitá-los (Mt 23; Mc 7).


Se você não concorda com o exposto, peça para seu pastor lhe mostrar que estou errado (biblicamente falando). Pode responder para meu e-mail: andersontbarros@ig.com.br. Agora, venha com a Bíblia, porque os usos e costumes antibíblicos os deixo à beira do Hades juntamente com seus defensores.